Tenho lido por aí o impacto (forte, fortíssimo) dos textos do Miguel Esteves Cardoso, que apenas surpreendem quem nunca o leu. Que comovem as pedras da calçada e deixam indiferentes apenas aqueles cujo coração foi destruído por qualquer maldição alienígena.
Estas semanas têm sido de uma grande convulsão, física e psicológica, que tento encarar com a serenidade que me é possível. E sei, sinto, com a mesma certeza com que respiro sem dar por isso, que nada seria o que é senão fosse a força que a minha metade me transmite. Essa força imponente que emana das coisas simples, sempre as coisas simples. Toda a ternura e todo o carinho, toda a paixão e todo o querer, cabem na palma da mão do meu amor, que se funde na minha mão e me ajuda a encontrar o caminho. Que caminha comigo, ora a meu lado, ora puxando por mim, ora sendo guiado por mim. Não há amor maior para mim. Não há vontade maior, não há desejo maior do que o que se espelha nas grandes e nas pequenas coisas, nos amplos e nos contidos gestos.
Há uns tempos, e a propósito do "The Descendants", perguntavam-me se preferia que o meu amor morresse ou que me traísse. Que morresse nunca. Que desaparecesse nunca. Que partisse nunca. Mesmo que o amor findasse, que o sorriso se não esvaísse para o vácuo.
Por isso a minha empatia e a minha ternura segue toda para o MEC, mas também para todos os que passam por esta situação.