espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

07
Abr 09

Ontem no autocarro entra uma personagem saída de um salão de cabeleireiro tipo Betty Feia. Cabelo com um tufo no alto, elástico daqueles de veludo, o cabelo de um louro Barbie, blusa às bolinhas. E uma bebé no colo. Senta-se à minha frente. De repente, farta já de aturar a petiza, vira-se para a rapariga do lado "Olha, segura aí", e escarrapacha a criança no colo da rapariga. E fica a olhar para o lado. A rapariga a tentar fazer a miúda sorrir, como todos fazemos (ou quase todos, que eu tenho cá para mim que tão depressa não me apanham em aventuras destas), a criança a olhar para a mãe, a mão, repito, a olhar para o lado.

É isto... Fiquei a pensar...

 

 

No caminho de casa, e porque hoje ia estar de abertura (e estive, e estive, senhores, com que vontade!) e porque demorou um pouco mais o pôr o namoro em dia (nunca se põe tanto como queríamos), resolvi apanhar um táxi. Só que, destrambelhada como sou, esqueci que tinha gasto o dinheiro que trazia comigo quase todo. Então digo para o rapaz do táxi, desempoeirado e de boné na tola quase à meia-noite: "olhe, era para a casa da Miss Me, mas assim o mais depressa possível" porque o dinheiro que tenho aqui vai ter que chegar. Acabo por lhe dizer que tenho não pressa, mas sim apenas nove euros comigo. Resultado da sinceridade e simpatia da minzinha: one free taxi ride. Não só não me cobrou a corrida, como me deu o contacto para futuras emergências taxímicas.

E foi isto, versão dois.

 

Há gente estranha. Eventualmente, não sei se prefiro a normalidade de alguns, mas há pessoas que nos aquecem o coração sem perceberem o gesto.

publicado por Vita C às 20:04

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