espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

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Jan 11

 

 

Eu tenho tudo.
Tenho uma família que, não sendo a típica, me recorda constantemente que a tipicidade não é necessariamente uma virtude. Tenho uma mãe ímpar cujo grande defeito é o excesso de zelo e preocupação (e tantas vezes que eu só quero que me deixem para aí quietinha). Tenho um pai que aprendi a gostar, ou pelo menos a achar piada e por aqui se começa a gostar, até porque a idade lhe confere uma ternura que poderá suprir muita coisa que não passámos. Tenho um irmão que me adora, ainda que o expresse de uma forma trôpega.
Tenho um namorado que é tudo, que é a metade mais imperfeita que conheço e também por isso me é tanto. É com ele que os dias ganham sons e cores e aromas, é com ele que o riso se torna fácil e a criança que reside em mim se lembra que existe e volta a dominar este corpo de metro e meio. Só com ele as coisas ganham sentido e falar de mim é também falar de nós. Amar assim não é para todos e tenho um "a dois" que faria inveja a muita gente. Só o escrever sobre ele me traz um sorriso. Porque ele é, de facto, brilhante em tantos sentidos que roçam as esferas da intelectualidade à empatia e daqueles que não são traduzíveis em palavras.

Tenho um emprego que muita gente gostaria de ter. Não pelas tarefas em si, mas pelo ambiente (a maioria das vezes), pela chefia (ok, um deles, mas é o que trabalha comigo directamente) e pela noção de que não sou mais uma das licenciadas a ser chulada por este país fora.
Tenho amigos, poucos, mas bons, muito bons.

Então, mas que pôrra, alguém me explica porque é que pareço uma Maria Madalena hoje? 

publicado por Vita C às 13:43
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Janeiro 2011
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