espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

18
Fev 11

No seguimento deste post...resolvi ir apanhado as que vou encontrado por aí. Estas foram retiradas dos comentários de um artigo da arca de noé.

 

→ percelana (porcelana)

→ presezavam (precisavam)

→ estam (estão)

→ lus (luz)

→ degistão (digestão)

 

... sem contar com os x e k, claro.

 

E depois ainda achamos que somos capazes de mudar alguma coisa, com esta gente que escreve assim como futuro, e criticamos a música dos Deolinda e achamos que estamos todos de rabo alapado neste conformismo. Sim, sou uma picuinhas, e sim acho que muitos meninos e meninas andam demasiado ocupadas com coisas fúteis a comprar telemóveis e tablets todas as semanas e comparar sapatinhos e ténis e em sair à noite e ir viajar sem efectivamente o merecerem. No fundo, a culpa é dos adultos deste país, que se demitiram em bloco da administração desta terra. Andamos com as prioridades baralhadas.

publicado por Vita C às 12:06
Etiquetas:

2 comentários:
(vou achar este texto como uma provocação ao meu, que é para eu responder de forma mais eficaz:)

As revoluções não têm necessariamente de ser levadas a cabo por professores catedráticos, poucas o terão sido. De facto, olhemos para o que se está a passar ali para os lados de Espanha (no este longínquo ao pé do deserto, como quem vai para a Ciina ali depois da rotunda) com a revolução do Jasmim e vejamos que o motor da mesma é essa geração nonsense de Facebook e Twitter com os seus k e x para facilitar a escrita. A culpa do estado das coisas é sempre de todos os participantes, quer seja de uma forma mais activa ou passiva. Não obstante, a geração que acusou a minha (e ainda vai acusando) de ser a geração rasca, burra, sem futuro nem valores, por oposição à deles que seria o contrário, até pode ter acertado no "burra" na medida em que alguns não sabem coisas importantes, como escrever, mas não acertaram na parte dos valores seguramente (essa é a esperança que eu mantenho na geração) e no sentimento de união que é acentuado pelas novas tecnologias e também não acertaram seguramente no reconhecimento da sua quota parte de responsabilidade na educação dos filhos, na sua própria educação como cidadãos e na construção de um país a partir de uma folha em branco do pós 25 de Abril.

É claro que da crítica às coisas erradas que fizeram à defesa de "uma revolução para que os políticos se demitam em bloco" (como se vê por aí), vai uma grande diferença, uma diferença que eu não confundo.

Critiquem-se os erros de escrita pelo que eles são, erros de escrita, e não como uma falha nos valores e no que essas pessoas são como indivíduos, porque algumas das melhores pessoas que conheço nem sabem escrever e não pertencem nem a uma nem a outra geração, mas a uma bem mais velha e também porque essas falhas revelam as falhas de um sistema que lhes pré-existiu.
João a 18 de Fevereiro de 2011 às 20:58

1) Não tinha a ver com o teu texto, antes com outro que tinha antes escrito, ou, se quisermos ver as coisas assim, como uma "ode" ao encanto e desencanto que se tem assistido contra e a favor da "parva que sou" que tem desencadeado ódios e amores quando é apenas uma canção.
2) Ninguém falou em conhecimentos de catedráticos ou de ratos de biblioteca que não têm contacto com o mundo exterior, este mundo real onde nos podemos queixar. A questão, para mim, é que o mundo real não pode ser apenas o do facilitismo que muitas vezes entra pelos olhos dentro.
3) Não somos uma geração de burros (na maioria), tens razão, somos uma geração de valores (embora por vezes questione quais), sem dúvida, mas também somos uma geração que provavelmente não sabe o que vai deixar os que hão de vir. Porque a tecnologia não chega, às vezes o saber pensar, debater, saber estar e conviver também é importante.
4) A responsabilidade dos que nos precedem existe mas não pode nem deve servir de desculpa para nos desresponsabilizarmos. Serviria eventualmente quando tínhamos menos 10 ou 15 anos, mas não agora. Quanto ao 25 de Abril que não se cumpre, e que leva alguns (por desconhecimento ou insensatez) a achar que estaríamos melhor com o Dr. Salazar, as sociedades evoluem a partir de experiências que a geração anterior não teve. Nós, eu e tu e os que nasceram já depois do período conturbado do pós 25 de Abril, é que somos a verdadeira geração de Abril.
5) A demissão da classe política nem se põe em causa. Temos um sistema democrática, e a democracia é o pior sistema depois de todos os outros, como dizia o Churchill (se não estou em erro).
6) Eu não associo erros ortográficos a valores ou moralidade das pessoas. Sou uma picuinhas, é verdade, mas não cometo essa generalização atroz. Agora, critico-os nesta geração virtual que teve acesso à educação, à internet, dos livros, que se pode e deve informar, que acha que não tem responsabilidades neste país e critica a política, os políticos, tudo o resto e ainda assim, fica à espera que mudem o mundo por elas.
Vita C a 19 de Fevereiro de 2011 às 20:26

Fevereiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11

16
17

23
25

27


mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Visitantes
Por aqui
online
blogs SAPO