espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

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Jul 13

Há alguns tempos fui contactada pelo partido onde pseudo-militava para ir à concelhia debater ideias. Devo acrescentar que aderi ao mesmo num ataque de febre que me deitou à cama por uma semana há uns dois ou três anos e no qual andava desejosa de novidades e decisões súbitas. Desde aí que deixei as minhas quotas por pagar. Ainda assim, lá fui eu. Porquê e para quê? Porque acredito que para maledicência de café já estamos suficientemente bem servidos e nada como experimentar um nível de participação inócuo e, também, para averiguar do meu grau de afinidade com as propostas apresentadas para a autarquia e, sobretudo, para a freguesia (ou união de freguesias, no caso concreto).

Oeiras tem um legado sensível mas que não pode ser negligenciado, nem para o bem e muito menos para o mal. E sim, aderi às propostas que me foram feitas. Num espírito muito reticente e, ainda assim, convencido.

Vita C adere à vida política. Tenho a certeza que ainda vou ser rotulada de tachista ou, pior, de reaccionária. Para mim os partidos contam menos do que as ideias. E siga o filme!

 

* os perdedores queixam-se, os ganhadores treinam, assim em jeito de tradução livre e que perde toda a graça

publicado por Vita C às 21:45
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11 comentários:
Entre tachista e reaccionaria, venha o diabo e escolha ;)
Mas se estás de acordo c o que te é proposto, epa, a nossa consciência é que manda!
beijinhos
J.B. a 1 de Agosto de 2013 às 11:45

Estou de acordo, sim, com a maioria das coisas. Com outras nem por isso. Felizmente que são coisas para além da política, e relacionam-se com valores devidamente inculcados. O homem, por exemplo, é um comunista mui sui generis, e temos grandes discussões sobre temas que, sabendo que somos ambos de esquerda, o senso comum diria que não nos deveriam fazer divergir.
Estou de acordo, e com o que não estiver, debate-se ... espero eu!
Vita C a 2 de Agosto de 2013 às 11:55

Deverá ser assim, sendo que há sempre matérias em que o consenso é difícil. E nessas alturas, é o colectivo que decide. Mas o debate faz parte, terá sempre que fazer.
J.B. a 2 de Agosto de 2013 às 16:56

Embora compreenda o funcionamento da democracia, é esse consenso do colectivo que me pode fazer urticária. Disciplina de voto é uma coisa que não consigo conceber em assuntos de consciência :)
Vita C a 5 de Agosto de 2013 às 08:59

é o bem comum em detrimento do individuo. Mas compreendo o que dizes :)
J.B. a 5 de Agosto de 2013 às 17:25

Eu também percebo o que queres dizer, até porque há imensas circunstâncias em que o juízo próprio não se deve sobrepor ao bem maior. Não obstante, há temas nos quais não consigo de facto ceder :)
Vita C a 5 de Agosto de 2013 às 19:15

:) é normal, é isso que faz de nós pessoas: a consciência. mas, de facto, há alturas em que a cedência tem que acontecer. mas compreendo.
J.B. a 6 de Agosto de 2013 às 10:41

Também já passei por essa fase. Quando andava na Universidade fui militante do PS na Pontinha. Levei a cabo o meu papel com unhas e dentes, porque acreditava que a mudança era possível e precisa... até ao dia em que percebi que o meu nome nem fazia parte da lista apesar de ter trabalhado tanto ou mais ainda como os que dela constavam. Vim-me embora e nunca mais voltei. Mas acho que fazes bem! É importante que alguém faça alguma coisa, ou pelo menos tente fazer. E como sei que não te vais calar se a mostarda te chegar ao nariz, prevejo tempos muito produtivos... não deixes que te castrem, sim?
Beijinhos linda ruiva!
soumaiseu a 1 de Agosto de 2013 às 18:20

A minha renitência sempre teve a ver com o simples facto de saber de antemão que é impossível concordar em tudo. E há coisas que, num BE, são assumidas como básicas. E que para mim são extremamente polémicas. Ainda assim, creio que existe todo um outro conjunto de questões que fazem sentido intervir e opinar. Com jeitinho. Não tenho ambições nenhumas em termos políticos que não sejam a de tentar acordar algumas pessoas. Espero eu :)

(o PS tem uma máquina demasiado industrial por trás)
Vita C a 2 de Agosto de 2013 às 12:06

Já lá vão muitos anos... a desilusão foi de tal ordem que nunca mais voltei... nem gosto de ir à Pontinha porque me sinto ludibriada... totalmente usada e enganada... Eu nunca tive também qualquer ambição politica. Movia-me o querer ajudar, nós trabalhavamos essencialmente naqueles bairros mais pobres que me faziam lembrar o meu proprio bairro, pois cresci no Bairro do Relógio, onde nada se fazia para ajudar quem precisava.... era isso que me movia!
Só por curiosidade, as minhas primeiras tendências politicas foram para o BE. Ainda hoje tenho simpatia por eles... :-)
Beijos minha linda! Bom fim de semana para ti e para a metade!

E deveria ser para isso que as pessoas abraçam a política: para servir!
Bacci :)
Vita C a 5 de Agosto de 2013 às 09:00

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