espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

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Nov 13

 

Repito: tenho um calendário na cabeça.
O meu avô paterno faria hoje anos. Não sei quantos. Nunca o conheci saudável e guardo na memória apenas um corpo frágil e debilitado, quase sempre acamado, uma voz deformada pela tosse constante. Falava com ele ao telefone todas as semanas (sem dar o devido valor). Tenho pena, tanta, de o não ter conhecido melhor. Porque, na verdade, o meu avô foi das pessoas mais gentis e doces que poderia ter conhecido. E gente arisca na família tenho eu de sobra...

publicado por Vita C às 19:56
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4 comentários:
Eu faço anos antes dos meus pais e se a minha bisavó fosse viva, ela sim, faria logo a seguir a mim.
Dela só tenho umas poucas fotos e a história de vida que se ouve lá por casa... e pena, muita pena de não conhecer o abraço dela :)
m-M a 25 de Novembro de 2013 às 15:28

Eu conheci a minha bisa. Mulher arisca, lá está, mas lutadora e cheia de garra. Moreeu quase com um cento de anos, e, curiosamente, lembro-me perfeitamente de pormenores absolutamente minúsculos. Do meu avô, lembro-me essencialmente da voz.
Dos abraços, recordo-me dos do meu avô materno, que nunca foi dado a expressar sentimentos, e, talvez por isso, o guarde tanto na memória.
Vita C a 30 de Novembro de 2013 às 22:29

É sempre assim... só nos apercebemos dos erros que cometemos quando já é tarde demais e às vezes voltar atrás é impossível. Não te martirizes! Acredito que a vida não é só isto que conhecemos, há mais... tem de haver, e com isso novas oportunidades virão! Beijinhos linda Ruiva!
soumaiseu a 28 de Novembro de 2013 às 10:42

Sim, estou pacificada com o que se passou. Eu era uma criança, não vivo a pensar "e se". Mas isso não quer dizer que não haja uma tristeza cá dentro.
Vita C a 30 de Novembro de 2013 às 22:33

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