espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

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Jan 14

Sou frontalmente contra o aborto. Não há cá paninhos quentes de chamar a coisa de interrupção voluntária da gravidez, é um aborto e ponto final. Creio que apostar na desresponsabilização do aborto nos induz a uma generalização da irresponsabilidade. Porque efectivamente, somos donas do nosso corpo não apenas para abortar, mas também para termos dois dedinhos de testa sobre quando abrir e quando fechar as pernas, sobre tomar um anti-concepcional, etc.. Mas de facto, não nos compete ser puristas sobre levar a cabo uma gravidez em que exista risco de vida da mãe ou do bebé, ou que resulte de uma violação. Nestes casos consigo ponderar de forma diferente.

Só que, mesmo assim, prefiro pactuar passivamente com uma mulher irresponsável do que ser pactuar com a existência de uma criança indesejada e que não irá ser amada e será vista como um fardo e não como uma benção. Portanto, entre um mal e o outro, aqui sim, dever-se-á levar em conta o supremo bem da criança, essa figura jurídica e de estilo que a maior parte das vezes só se ouve quando nos convém.

Isto a propósito de (mais) um post da Rititi, com o qual não concordo na integra (até porque lá está, eu sou católica e tenho dois dedos de testa para reflectir, inflama-me a sobregeneralização estereotipada), mas a quem esta humilde escrevinhadora reconhece capacidade de distinguir o essencial do acessório.

 

publicado por Vita C às 14:40
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4 comentários:
Ora aqui está um assunto em que nós discordamos (tinha de haver alguma coisa! LOOOOL). Eu sou a favor. E sou católica. E concordo contigo que nós, mulheres, temos de ter dois dedos de testa e saber fechar as pernas na altura certa, e devemos saber que o aborto não é uma forma de contracepção, que existem pílulas, preservativos e afins... Mas também acho que devemos decidir em consciência, e não nos deixarmos levar pela moda ou só porque sim. Ter um filhos é muito mais do que pari-los (e atenção que eu não gosto desta palavra porque me remete para o animalesco e custa-me ver o ser humano apenas como um animal procriador), um filho muda-nos, para o bem e para o mal, e aceito sem qualquer problema que muitas de nós não queiram essa mudança e não estejam preparadas para ser mães... para quê? Para haver por aí crianças que não sabem o que é um carinho, que nunca foram desejadas? Estive 7 anos casada sem engravidar... por alguma razão foi! Sim, sou a favor do aborto! Mas não sou contra aqueles que defendem o contrário... Acho que cada qual sabe de si! :-)
soumaiseu a 14 de Janeiro de 2014 às 10:32

Mas então concordas comigo. Apesar de não concordar com o aborto, prefiro-o à existência de crianças cujos pais não as querem e que não terão o amor e o carinho que devem ter! Foi exactamente isso que escrevi :)
Vita C a 14 de Janeiro de 2014 às 18:48

Sim, nesse sentido concordo com as tuas palavras... acho que tudo é preferível ao desamor, e temos de aprender a respeitar e aceitar que nem todas somos obrigadas a ter filhos só porque nascemos pré-dotadas para isso. :-)

PS. Ó pá! Ainda não foi desta que discordamos.... que chatice! LOOOOL

Beijoquinhas Linda Ruiva!
soumaiseu a 16 de Janeiro de 2014 às 14:40

Precisamente! Beijinhos >(
Vita C a 16 de Janeiro de 2014 às 21:19

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