espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

31
Mai 09

É agora que o português típico fica todo contente, finca-se nas esplanadas emborcando caracóis e imperiais, tira férias precoces e invade toda a cidade, centros comerciais, mais cidade e mais centros comerciais, esplanadas e afins, dos quais não arreda pé a não ser para ir jogar no euromilhões. Centros comerciais já eu conheço de sobra, atente-se no passado mais do que recente, e multidões esganam-me o cérebro. Assim, só me escapulo ao El Corte Inglés por ser dos poucos sítios que conheço que vendem isto:

 

 

Isto é das melhores coisas que o meu pouco requintado palato alguma vez provou. É um orgasmo de sensações, não se duvide. Melhor ainda, é produzido em parceria com o Comércio Justo, o que me parece ser ainda mais apetitoso.

Partilhar Chunky Monkey na relva por estes dias parece-me ser sem dúvida melhor alternativa do que enfrentar hordas de gente frenética...

publicado por Vita C às 00:34

30
Mai 09

O namorado conceder-me a password do Facebook para eu entrar no Mafia Wars com o perfil dele, esbanjar energia que não é minha (a minha gastei-a e ainda não recuperou, devagarinho demais é o que é) apenas para ganhar e enviar para o meu perfil uns quantos untraceable cell phones, illegal transaction records e blackmail photos. Somos muito meganerds (abanar a cabeça condescendentemente, sff).

 

 

publicado por Vita C às 22:17

Eu já me tinha apercebido do erro de muitas traduções que por aí e aqui se vêem. No canal História, de pretenso rigor científico, Eva Braun e Hitler suicidaranse (tempo verbal que desconheço!). Nos rodapés dos telejornais e afins, definição é com dois E, assim como quem escreve defenido (!?). Um proboscídeo, ou seja, o (animal) que tem um probóscide (vulgo tromba), lê-se, segundo um concurso de cultura geral, prubuscídeo, etc. etc. etc.!

Na internet são frequentes as traduções abrasileiradas, como acessar a minha conta, cadastrar-me, etc.. Mas a imagem que se segue, que tirei do Facebook onde estava a jogar (o quê? Mafia Wars, já se sabe, e no nível 130!!!), bateu todos os níveis de excelência.

 

 

 

Passo a explicar. Encontre uma data! Não um date, não um encontro ou uma companhia! Boa, porque o computador não nos indica a data. Nem os calendários, não, nada disso! Só neste site é que poderemos, de forma fidedigna, encontrar uma data, seguros da sua veracidade. Desde que o façamos à noite... Mas atenção, que a inscrição neste site apenas é gratuita se for efectuada hoje! Como nos anúncios da TV, hoje e só hoje!! Não percamos a oportunidade, todos ao Meetic! Para ficarmos elucidados sobre a data...

publicado por Vita C às 00:57
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29
Mai 09

Tinha prometido e não cumpri. Coisas que se impõem ao mesmo tempo, casamento do mano ainda a preparar, sol para apanhar nas sardas que só este ano resolveram aparecer, curso de formação de formadores, enfim... Mas aqui fica, tarde mas em boa hora. Apreciem Neil Finn e amigos, sendo Eddie Vedder o amigo em questão. Uma das minhas favoritas...

 

publicado por Vita C às 22:36
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27
Mai 09

Faz-me confusão. Pelos vistos não é apenas a mim. Um blog é um blog... apenas e só um blog.  Serve para descarregarmos alegrias e frustrações, arrependimentos e mágoas, ideias estúpidas e ideias inteligentes, receitas, mezinhas, bruxedos e feitiços. Serve para tudo e acaba por não servir para nada.

 

 

Eu gosto de lamechices em blogs. Gosto, a sério. Eventualmente os que por aqui passam (ou não) não se apercebem (ou sim) da minha faceta mais sentimentalóide alternativa, que renego para um outro blog que cuido quase religiosamente no blogger. Tenho também um fotolog que dirijo com algum carinho*. Por isso volto a dizer, gosto de lamechices em blog, na medida e no peso certo.

Sobretudo, na abstracção certa. Faz-me confusão quando os bloggers expõem detalhes da sua vida íntima e privada. Estão no seu direito, é certo, até podiam pôr fotos da sua nudez identificativa, mas é desnecessário. Eu visito um blog porque a escrita me atrai, porque a personalidade ali reflectida me cativa, por mil e uma razões, mas tenho noção de que um blog é apenas a ínfima parte do todo que a pessoa que o escreve é. Sinto-me overwhelmed quando me deparo com pormenores da vida dessa pessoa, quase figura pública na blogosfera, que tanto mudam consoante faz sol ou chuva. Pormenores que enviesam e atrapalham a escrita, e me desconcentram do essencial: o blog. O que me cativou e fez regressar. Que volta e meia é inundado de pormenores desfasados da ideia original...

Repito: cada um escreve e mostra o que bem quiser. Correndo os riscos de ver a sua vida devassada por seguidores mais ou menos fanáticos que embarcam em fantasias cor-de-rosa e virtuais, ou por sarcásticos suspiros e um encolher de ombros .Porque da virtualidade se compõem blogs e afins. Quanto a mim, que volta não volta vos brindo com episódios caricatos ou vulgaríssimos da minha vida, do mais-que-mais-que-tudo, da mãe, do emprego e afins, apenas digo que são infinitésimas partes de tudo o que vos poderia contar.

Tudo o resto é o mais importante.

 

* queriam os links era? era o queriam... um dia destes, se estiver para aí voltada, logo vos informo de outros dos mil eus por revelar...

publicado por Vita C às 22:37

25
Mai 09

Eu devia ter ido para finanças. Eu retiro um certo prazer mórbido que advém de ordenar (e ordenhá-los também, de certo modo) os papéis. Em fazer continhas. Em calcular qual o artigo do CIRS que serve para cada dedução. Descobri uma vocação e vou fazer rios de dinheiro, se me lembrar das fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilas enoooooooooooooooooooooormes à porta dos estabelecimentos que nesta altura põem na porta um papel dentro de uma mica "Faz-se IRS". Vou colar um na janela, para o ano!

Aaaah, com a enorme vantagem de este tempo de espera ter feito subir a minha energia no Mafia Wars... bem bom!

publicado por Vita C às 23:01
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Já sabia.

Eu, amor de pessoa, tão consciente das minhas obrigações para o Estado, tenho mesmo a quem sair. Para quem se recorda, dá vontade de dizer, tal mãe tal filha. É que só me apercebi que tenho de entregar o IRS hoje. HOJE!!! E claro está, procurar a senha, os recibos verdes do ano passado, as facturas que peço religiosamente, entre toneladas de papel que se amontoam sem eu dar conta.

Mas primeiro vou jantar, para ganhar coragem...

publicado por Vita C às 20:27

24
Mai 09

 

 

dR. estranhoamor - o bom, o mau e o pior

 

A qualidade do video não é a melhor, mas a voz, garanto-vos eu, é das melhores que já tenho ouvido nos últimos anos.

Vi duas vezes ao vivo estes senhores, e asseguro-vos de que ao vivo, são fabulosos. Existem relatos do primeiro concerto que vi e o meu queixo ter ficado colado à mesa (o Zeal tem uma voz arrepiante). No segundo concerto já ia preparada e com a certeza de ter ficado cativada por uma das bandas portuguesas que podem revitalizar a música nacional. Eventualmente lamechas? Floreada? Ouçam e depois conversamos.

Até lá, a informação de que o álbum sai dia 1 de Junho, e que na véspera os irei ver a Sintra (ainda não sei onde, mas vou, até porque o quase-sogro me vai emprestar o bólide*). Comprem senhores, porque vale a pena. Comprem, porque os dR. estranhoamor estão há tempo demais à espera. E com tantos Angélicos e Tonys Carreira e afins, no meio de tanta música instantânea, já era tempo de haver mais.


* Bólide que é maneira de dizer, como só podia ser, já que apenas consigo conduzir carros pequenos, e preferencialmente sem traseira, mas este tem a vantagem de ser violeta, ou quase, quase, ok, é mais arroxeado, mas tem rádio e tudo e tudo e o meu mais-que-tudo não o conduz...

publicado por Vita C às 22:46
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Tive em tempos um namorado que ainda hoje conservo como amigo, que me tratava carinhosamente por "sushi". Ora ser chamada de peixe cru não é particularmente simpático, mas no contexto de uma música dos OiOai chamada Sushibaby não ficava mal de todo. Era fofinho, imberbe mas fofinho...

O que me leva à minha odisseia num restaurante japonês, ontem, com o namorado do presente e amigos do namorado do presente. As expectativas eram incertas, mas nada me teria preparado para pratinhos a voar rasantes por um tapete rolante (quem viu o Johnny English pode tentar recordar-se de uma cena em que a gravata do Rowan Atkinson se prende num destes tapetes). Pratinhos pequeninos, pequeninos de dar pena.  Com sushi, claro está,  batatas com ketchup (sim, batatas fritas com ketchup), mas também com coisas que nem ousei provar. Uma empregada pequenina também ela, quase a fuzilar-nos por ainda estarmos a ocupar a mesa após tantos pratinhos. Saí com a certeza de que a regra não é sair ao sábado à noite (até porque ainda tenho o Northern lights para acabar de ler), e a sair, não há-de ser ir a um japonês...

 

Antes ter ido ver os dR. estranhoamor, de quem vos falarei mais adiante!

publicado por Vita C às 15:15

21
Mai 09

Dizia a minha mãe que os homens (também) se conquistam pelo estômago. Sabedoria pouco útil quando o mais-que-tudo é um cozinheiro reputado e com insígnias. Ensina-me a apreciar os paladares mais inauditos, entre bolo de chocolate com azeite e eventualmente a eterna da sangria da barraca de Sintra, e quase a gostar de me aventurar na cozinha.
Dizia Sartre que o homem está condenado a ser livre, e a liberdade é tão crua como a própria capacidade de imaginar. Imaginar e abstrair fazem parte de cada um de nós de forma tão intrínseca e individual que nem o maior sentimento de cumplicidade consegue superar o abismo entre dois pensamentos, por mais semelhantes que sejam.
Estas e outras considerações filosóficas vêm ao de cima quando nos sentamos no Adamastor, enquanto o sol anuncia o dia, e falamos de tempestades. As nossas, próprias e intransmissíveis. Aquelas que queremos arrancar da pele do outro para tomarmos como nossas, apenas para que o outro saiba que estamos lá. Simplesmente estar. Mas este estar é tão falacioso como o nosso falso altruísmo. A insegurança que nos pode mover é tão nossa quanto a tempestade do outro nos é alheia. E de Adamastores tormentados apenas nos pode servir o tamanho, para nos pormos no nosso lugar, tão comum e tão importante, tão banal e único quanto o ser humano pode ser. Do ciúme da tormenta não rezará a história, e das borboletas no estômago apenas fica a vontade de as dissipar ao sol. Amor é sempre aos pedaços...

 

 


Aos pedaços ou não, amor é amor enquanto dura. Apenas podemos prometer o hoje (já dizia o Neil Finn na sua expectacular Stuff and Nonsense, que mostrarei na próxima OST), e esse hoje é o melhor dos dias.
 

publicado por Vita C às 23:41

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