espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

30
Jun 09

Estou com a telha. Por motivos pessoais e privados, mas também por motivos de parvoíce.

Se dos motivos privados nem me apetece falar, vou ao menos partilhar os motivos parvos. A saber:

a) o Spotify percebeu finalmente (ainda dizem que as máquinas são estúpidas) que não estou em Inglaterra, loooooogo vai expirar daqui a 14 dias...

b) ainda não recebi o reembolso do IRS quando parece que afinal o fisco (o sacana do gajo!) já deu por concluídos os reembolsos - e o simulador me indicava 200 euritos a mais.

c) já acabei todos os níveis do Mafia Wars e faltam apenas uns achievements completamente... huh, insossos*, vá.

d) dou por mim a perder tempo com o personas for firefox, que é algo absolutamente estúpido e despropositado e distractor. Mudar o aspecto do browser todos os dias não deve ser muito normal. Acho eu. E eventualmente qualquer pessoa com bom senso.

e) a isto tudo somo os tais motivos pessoais e dá uma telha ainda mais maior grande.

 

Por isso nada de rostos sorridentes ah e tal estamos no verão (e tem chovido), sol (e tem chovido), férias (para mim só para o ano), praia (hey, eu sou ruiva... ruiva + praia = ???), que nem vale a pena. Pôrra!!! Grunf!!!

 


* Sim, é insosso, e não insonso. Tivessem visto o Cuidado com a língua (e não me estou a referir a nenhum programa porno-erótico, se bem que tenho a certeza que deve haver algum filme que tenha aproveitado a ideia)

 

 

publicado por Vita C às 22:53
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29
Jun 09

Agora que o Spotify me presenteou com um aleatório que incluía este senhor (mas não esta música), lembrei-me.
Esta é das músicas que sou capaz de ouvir repetida e incessantemente. O senhor veio cá no ano passado (ou terão sido dois anos????) e eu, infelizmente, não pude ir. Daaaaaaamn.

publicado por Vita C às 19:42
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28
Jun 09

Novo nick, nova foto. Apeteceu-me, e é mesmo esse o espírito deste blog.

 

É a vantagem de não ter milhares de leitores diários, já imaginaram um desses bloggers de topo com um novo nick? Ahahahahahahaha!!!

publicado por Vita C às 23:12

 

Se soubesse o que sei hoje, talvez não tivesse criado para este blog o nick de Miss Me. Há tantas misses para a direita e para a esquerda nesta blogosfera portuguesa que já me faz confusão. Nada contra os blogs em causa, atenção!

O mais perto que estou de miss é o facto de ser ruiva (diz que é muito sexy, diz que  sim), motivo para a maioria das minhas alcunhas. Desde cenoura, a vita C, a tangerina, passando por laranja, já me habituei a todas elas, apenas odiando profundamente uma destas. Mas o ME vem de uma história mais antiga, e é este ME que fez nascer o Miss.

Eu era bem catraia, e a minha mãe trabalhava numa empresa que fazia daquelas festas de Natal em que os putos recebiam prendas. Embrulhadas e identificadas com as iniciais dos progenitores respectivos. Ora ocorre que as iniciais da minha mãe são M E! E quando aqui a petiza, muito precoce, vê a etiqueta, desata a rir, "ME, this is for me". Claro que em vez de me elogiarem a precocidade e o excelente sotaque, fui alvo de chacota e apelidada de geniozinho da lâmpada fundida (o éne foi-se perdendo com o tempo, diga-se), bem como de miss me.

Mas hoje em dia há tantas tantas que ... perde-se a graça, ela é miss aquilo, miss aqueloutro. Não querendo pôr em causa a originalidade, há por aí nicks mais fofinhos. Ai há, há!

publicado por Vita C às 22:43

Ora bem, enquanto espero pelo restabelecimento de energia do Mafia Wars (nível 254, a propósito), partilho com os meus inúmeros leitores (néon Aplausos, por favor) algo que me resolve vários problemas de uma só vez.
Ora o meu disco externo está em vias de morrer, e nem o chkdsk e: /r prolonga indefinidamente uma doença devida ao uso intensivo deste companheiro. E é no meu disco externo que tenho TODA a minha música em formato mp3. Sim, sou uma preguiçosa, e nem sempre estou para levantar o meu real traseiro para ir buscar CDs por isso sou mp3dependente. Isso e o tráfego ilimitado têm feito horrores ao desgraçado do disco externo*. Desde que o last.fm deixou de ter rádio grátis, eu tinha um problema. Grave. 

É aqui que entra a maravilha que é o msn. E o spotify.

É um reprodutor (WTF?) de música online, com um aspecto muito semelhante ao iTunes, com um catálogo impressionante, que tem uma aplicação para o last.fm (condição extremamente necessária para me convencer). Escrevi reprodutor e não leitor porque está tudo no spotify, não há cá mp3 da menina a serem usados.

 

 

Pesquisa-se o nome da banda, do artista, o que seja, e o spotify apresenta uma lista bastante completa, que podemos ouvir gratuita e legalmente. E legalmente, não ilegalmente. Também apresenta rádios por género, por estilo, por faixas temporais, etc., etc.. Mas o que me impressiona efectivamente é o vastíssimo catálogo, apesar da música portuguesa não ser muita**.

Desvantagens? Não fosse um amigo em Inglaterra ter feito o meu registo não havia spotify para mim, pois o serviço gratuito ainda não está disponível em Portugal e apesar de ser muito pirata, ainda há coisas que não consigo fazer. Portanto, desvantagens, até agora, nenhuma!

 

 

* para se ter uma noção, estive HORAS a compactar tudo o que tinha no disco externo para ficheiros .rar para poder gravar no disco do portátil que, como queixa, está muito, mas muuuuuuuuuuuuuito mais lento.

** mas não sendo muita, os Ornatos Violeta estão lá!

 

E com isto se inaugura uma nova categoria: coisas úteis.

publicado por Vita C às 00:22
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27
Jun 09

 

 

Eu gosto da Baixa. Gosto do céu e da Rua Augusta, da luz e dos cheiros, e é das coisas da cidade que mais me faz querer respirar até ao fim dos tempos mais próximos nesta capital pequenina.
O que eu não gosto na Baixa é o ferenesim comprador como o de hoje de manhã. Após meses (sim, meses!) de procura, encontrei finalmente a m#"@£§#$" de sapatos que procurava para o casamento do mano. Prateados, como queria, de salto, como se impunha. Pouco feiosos a atirar para o engraçaditos, ao menos isso.

Contam-se pelos dedos de uma mão, e ainda assim sobejam dedos, as vezes que me encavalitei em cima de uns saltos. Eu sou mais gaja de sandaloca e de ténis, sola rasa e facilitadora. Em Setembro será a antepenúltima vez da década. Agora é treinar cá pela cabaninha, a fazer choctroc de um lado para o outro. O cão, atónito, olha para mim com um ar de quem, se já duvidava da sanidade da dona, agora perdeu totalmente a esperança. Ao menos parece que é por uma boa causa... mas já sei a quem apresentar a factura das dores dos pés.


E no meio disto tudo, então não se fala do Michael Jackson? Nem por isso. É que eu nasci em 1980, e portanto ouvi o homem durante o tempo mais que suficiente para ficar dispensada. de sentimentalices. Nunca gostei. Não faço parte da multidão cuja vida foi marcada pelas músicas dele. Ponto final.

publicado por Vita C às 16:40
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24
Jun 09

 

 

Se às vezes dou por mim com saudades das minhas horas resmungonas da abertura, dos longos horários de intermédio, dos fechos risonhos e stressados, hoje perdi as saudades.

Em conversa com o Capitão Iglo soube que o B. ia ser nomeado chefe. Ora o B. é, foi, e se a minha experiência não me engana, será, um cabrãozinho na forma de ser com os colegas. Cabrãozinho com diminutivo porque nem merece o título por inteiro. Então o B., esse monte de esterco, passa simplesmente à frente do J., do P. e do Capitão apenas porque é um lambe-botas. A lambedura de bota, como todos sabemos, é difícil, ora se lambe a biqueira ou a sola, mas pelos vistos o resultado é o mesmo.

Concluindo, eu não tenho feitio para estas merdas. Não tenho. Espero que seja um fracasso, para ele e para quem o escolheu, que eu cá não sou cínica e não tenho de ter dó nem piedade.

Quanto ao meu novo emprego, vai bem muito obrigada, já que os Senhores do Euromilhões não fizeram o jeitinho.

publicado por Vita C às 22:42
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19
Jun 09

 

 

Exmos Senhores,

 

Como todos sabemos, o Euromilhões não é um sorteio aleatório. Ainda não descobri como, se com chumbinhos pesados nas bolas que querem que saiam, se com gestos ocultos aquando da inserção das ditas esferas na tômbola, mas sei que os senhores, cuja identidade deverá, como qualquer outro mito, permanecer anónima, influem no resultado do sorteio.

Eventualmente, munidos da ubiquidade característica, verdadeira em quem manda e imaginada em quem pensa mandar, escrutinam V/ Exas os pensamentos catárticos ou sonegados dos apostadores, mesmo até os que os próprios desconhecem, de tão imersos no seu íntimo e tapados com pueril vergonha. Os senhores saberão de cor todas as promessas vãs de cada um de nós, confessos apostadores, em como ajudaremos o próximo, contribuiremos para uma qualquer obra social que o governo teime em deixar inacabada, compraremos comida e agasalho e tectos confortáveis para sem-abrigos, desenvolveremos lares adoptivos para crianças, alimentaremos animais abandonados, preservaremos a floresta amazónica e os habitats de espécies das quais nunca ouvimos falar. Vãs promessas porque assim que os apostadores se apanham com a moeda na mão, o guito, por assim dizer, não vos escandalize este termo coloquial, passam a ver um espelho à sua volta e apenas reflectem os seus merecidos desejos.

Ora pela presente venho comunicar-vos a minha candidatura a vencedora do Euromilhões, em conjunto com a cara-metade, e para melhor apreciação da minha candidatura, descrevo em baixo, em franca sinceridade e aberto egoísmo, as minhas pretensões e despretensões.

1) Não pretendemos viajar para a Polinésia, nem para as Caraíbas, nem para os Barbados. Eventualmente iremos a Belfast, por uma questão de interesse histórico, e dada a elevada concentração mítica de ruivas e ruivos.

2) Não esbanjaremos o abençoado pé-de-meia em casa de campo e casa de férias e casa de praia e casa do dia-a-dia. Já escolhemos um bom local, ali para os lados da Baixa-Chiado, ou mesmo os arredores da Rua de S. Julião, ou da Rua do Alecrim, de modo a termos o Tejo a saudar-nos todas as manhãs e contribuirmos assim para a requalificação populacional da baixa pombalina. Contaremos, não obstante, com a V/ compreensão, e gostaríamos de passear por vilas castiças e rústicas de vez em quando...

3) Não deixaríamos de trabalhar, mas fá-lo-iamos com gosto e motivação acrescidas, nas áreas que nos dão prazer, e que seria o trabalho do homem se daquele este não retirasse gozo e proveito? Assim, eu abriria um centro de formação e ajudaria a diminuir o desemprego no país, e a minha metade, despreocupada como a conheço, envolver-se-ia num negócio com os amigos, de forma a garantir também o sustento daqueles que sempre, ou quase, o ampararam (além de mim, claro está!).

4) Teríamos um carro pequeno e versátil, económico e ecológico, movido a gás natural. Ele andará de bicicleta quando não estiver comigo, pois o dinheiro não faz milagres e ele não conduz.

 

Pelo atrás exposto, não exigimos um grande prémio de jackpot, nem mesmo o primeiro prémio como vencedores únicos. Apenas nos arrogamos o direito humano de querermos e solicitarmos que, de uma vez por outra, os Exmos Senhores, se dignem a olhar para o comum mortal não como apostador compulsivo (e ainda que assim fosse, a contribuição semanal para obras sociais deveria atenuar tal falta), mas como merecedor certo da atenção por parte de quem, por fios invisíveis ou mecanismos quânticos, põe e dispõe do destino.

 

Em suma, eu, Miss Me virtual, cujo autêntico e genuíno nome é do vosso conhecimento, tal como toda a minha obra, passada presente e futura, psicóloga por escolha, administrativa por desenrascança, e mais-que-tudo-da-Miss-Me, de por Vós conhecido pelas mesmas e inevitáveis razões, cozinheiro e bom garfo por opção, desempregado por arrastão, rogamos a V. Exas que apreciem os nossos motivos, razões e suposições, averiguem a sua veracidade, e competentemente nos façam chegar o resultado da vossa suprema e imprevisível decisão.

 

Sem outro assunto de momento, e antecipadamente grata pela atenção dispensada, subscrevo-me, enviando a V. Exas os mais respeitosos cumprimentos

 

 

[assinatura ilegível]

 

Miss Me

publicado por Vita C às 23:38
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18
Jun 09

Eu tinha 15 anos no dia 15 de Outubro de 1996. Foi uma terça-feira, como poderão confirmar num calendário. Estava na escola, e lembro-me de que nem fazia frio ou calor... às 8h da manhã estava a conversar com uma colega sobre o "Benfica jogar em casa" (raio de expressão para as miúdas dizerem que estão com o período, tão sonsinhas que éramos), e ela não percebeu, ficou-lhe na retina a metáfora futebolística, e teve a Alda de lhe explicar o que eu quis dizer...

Chamo-lhe Alda por ter sido esse o seu nome. No intervalo das 10h, o intervalo grande dos 15 minutos, não fui ter com ela e disse-lhe até amanhã de raspão. Recém-integrada numa turma que não era simpática, a adolescente rebelde dentro de mim estava preocupada com as novas amizades a fazer. Até amanhã, porque não tinha aulas nessa tarde. Ela afastou-se e nunca mais a vi.

Às seis da tarde ligaram-me para casa. A Alda tinha sido atropelada à saída das aulas. Diz quem passou por lá, que parecia um "saco de batatas", contaram-me mais tarde, sem saber que o saco de batatas tinha sido das pessoas mais próximas de mim. Passei a notícia a quem tive de passar, entre lágrimas e soluços liguei várias vezes para a mesma pessoa por engano, e segui para o velório. No dia seguinte não fui às aulas. Na quinta-feira, contra a vontade do Conselho Directivo, com mais uns quantos (poucos) amigos da Alda, ocupei a Avenida das Descobertas, onde um carro, a mais de 100km/h, nem tempo teve de travar.

Começámos poucos, vieram mais uns quantos, que nem a conhecendo, não se importaram de faltar às aulas, e depois chegou a televisão. Meses mais tarde, foi feita uma passadeira aérea, que de tão bem projectada, não é utilizada, tendo em conta o desvio que é preciso ser feito para a poder atravessar. Continuaram a morrer ali pessoas.

Mas para mim, a Alda morreu. Tinha ela 16, eu 15 anos. E hoje, mais de 10 anos passados, tanta coisa. Ainda seríamos amigas? Não sei. Sei que nunca saberei. Eventualmente, as gentes morrem(-nos) nesta idade, avós, tios afastados, avós de amigos. Amigos é mais raro. A Alda era fanática por Metallica, como eu nunca fui. Nas mãos, quando foi a enterrar, tinha uma t-shirt da banda. Ainda assim, reconhecendo a minha pouca predisposição para os meninos, de cada vez que os ouço, é dela que me lembro mais. O bilhete para o Alive! 09 está para breve. Metallica como cabeças-de-cartaz na minha vila, no concelho dela.

Ela, que a propósito, fazia anos hoje...

 

 

A história da gaivota é pessoal e intransmissível.

publicado por Vita C às 20:36

16
Jun 09

 

 

Recebi um mail. Fiquei a tremer... Doutoramento em Ciências da Comunicação parece ser engraçado. Ciências da Comunicação e Ciências Sociais. Como a minha ciência social é apenas e tão só uma das mais erróneas do mercado (quem mandou os psicólogos irem para a TV dar palpites esquizóides?), e como o que quero mesmo mesmo, é viver os meus dias a dar os meus palpites a gente grande, parece ser uma ideia aprazível. Ou então pode acontecer exactamente o que aconteceu há uns anos atrás na escolha da variante da licenciatura, e vou atrás do nome das cadeiras e estatelo-me...

Ele diz: inscrever não custa, e depois logo se vê.

Eu digo: medo medo medo

Resultado, a ver vamos...

 

 

Não que eu goste de espalhar por aí, mas não tenham dúvidas, o meu é, indubitavelmente, o melhor namorado do mundo.

 

publicado por Vita C às 23:00

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