espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

28
Fev 10

(Tim Roth, na promoção à série lie to me)

 

 

(imagens das pesquisas de Paul Ekman)

 

 

Estou viciada na série da Fox, lie to me. Não pelo charme do Tim Roth (o House ainda lhe ganha aos palmos), mas pela veracidade da informação relativa às expressões faciais e emocionais. Isto porque este mesmo tema fez parte das minhas simulações nos cursos de formação de formadores e é, por definição, um tema que a psicologia abraçou há muito muito tempo. Além, claro, de dar uma visão da psicologia enquanto ciência para além do divã, imagem errónea mas ainda demasiado difundida.
A série é cientificamente correcta, ainda que as peripécias nos possam parecer pouco exequíveis. E isso é mais do que louvável, tendo em conta o sucesso da série.

* Indo ao site do Paul Ekman, o pioneiro dos estudos sobre a universalidade das expressões emocionais básicas, temos a referência à serie. Brutal, pá!

publicado por Vita C às 21:43
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27
Fev 10

A fidelidade dá-me tesão


Vai haver um dia, quando já nada restar, que a fidelidade será ensinada nos bancos da escola. Os professores exibirão nos seus quadros electrónicos gravuras antigas, que demonstram cabalmente que ela terá existido em tempos idos. E todas as crianças exclamarão com espanto como se tivessem a ver uma cidade perdida, entretanto submersa. A fidelidade está a perder-se como estas cidades: sabemos que existe, mas dificilmente a veremos.

A fidelidade passou de moda. Vai-se aos desfiles de Paris e Nova Iorque e ninguém a veste . A fidelidade tem uma cor ultrapassada e gasta, de meias grosssas, agora só encontrada em calendários baços de anos antigos. A fidelidade é passado, O futuro é dos polígamos e dos polígrafos. Dos polígamos, porque são eles que representam o pulsar exacto destes dias. Dos polígrafos, porque serão agora mais usados para percebermos como mente o presente. Por isso, detesto tanto o presente, de tal forma que o nego. Por mim, gostaria de viver sempre no passado ou no futuro, mas nunca hoje, sempre amanhã ou ontem. E isso até poderia ser possível, não tivessem os fundamentalistas do presente inquinado todos os que lhe são adversos, como são disso exemplo, os saudosistas e os futuristas. Reparem, que não existem presentistas, do mesmo modo que não existe presentismo. E porquê? Porque o presente não existe. Não tenham dúvidas, todos somos já passado ou futuro de algo. O presente, foi algo que inventaram quando alguém foi buscar água.

E é este presente inventado, este presente que não existe, que deixou de ter fidelidade a tudo: à praia, ao corte de cabelo que deveria ser sempre assim, às bolas de Berlim que só comeríamos no senhor Vítor, ao segredo que nos haviam dito para guardamos, à pessoa que juramos amor para sempre, ao clube, ao nosso irmão de sangue, a quem nos telefonou quando mais precisávamos, a este jornal, a estas linhas, ao homem, à mulher que todos os dias se deita connosco. Que lixe este presente, eu só quero futuro e passado, onde a fidelidade me dá tesão.

 

 

Capitão Alvim num dos seus melhores momentos.
(é o que dá ainda não se conseguir sair de casa)

publicado por Vita C às 13:35
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E que não há qualquer hipótese de sair de casa, recordo esta fantástica troca de impressões.

 

Ela, a minha cunhada: Deviam ter sempre comida e água em casa, isto anda de tal maneira que nunca se sabe.

Eu, a pensar que ela é uma alarmista: Sim, temos sempre água, e sumos, e bolachas e conservas, não te preocupes, se vier aí uma catástrofe não morremos de sede ... podemos morrer esmagadas, mas à fome não.

Ela: Ah, mas há uma coisa que também deviam comprar, têm de pensar em tudo.

Eu, apanhada de surpresa: Então, o quê? (mas tu queres ver que anos de retiros e convívio com os seguidores do Baden Powell me deixaram mal preparada?)

Ela: Sacos de lixo. Perfumados. Nunca se sabe.

Eu: ... (foda-se)

 

publicado por Vita C às 11:36
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25
Fev 10

O meu chefe ligou-me agora do escritório. A perguntar qual era o código do alarme para poder sair do escritório. Acho que amanhã vou afixar o código no nosso gabinete.

publicado por Vita C às 21:15

24
Fev 10

Serei a única psicóloga que acha que por ser de ciências humanas não tem de ver a matemática como um bicho mau e intangível? É que eu tive ainda uns bons aninhos de estatística, já não contando com as cadeiras do mestrado, dei explicações de matemática e, pasmem-se, matemática era uma das minhas específicas para entrar na faculdade.

Estereótipos!!!

publicado por Vita C às 08:34

21
Fev 10

 

Virá sempre uma tempestade. Por enquanto vou adiando...
Talvez seja o meu maior defeito, estimar tanto as pessoas que amo. Tanto, que me nego a definir limites e a pôr os pontos nos is. Está para breve.

publicado por Vita C às 19:22

 

E isto é uma tragédia, como demonstrado na infografia que a RTP fez aqui.

publicado por Vita C às 13:54

19
Fev 10

 

Diz-se que a frase é do Winston Churchill, mas traduz a minha relação com a minha dentista.

Existe aquele medo irracional latente, a dita fobia, que regra geral vence as dores que me atormentavam esporadicamente. Agora as dores passam, mas aquele medo nem por isso.

Estupidamente, acrescente-se, que de hoje a única maleita é mesmo andar a fazer figuras a tentar beber Ice Tea por uma palhinha.

Só podia mesmo ser uma dentista especializada em crianças, go figure...

publicado por Vita C às 20:14

Pois claro. Devia era ter ficado caladinha!

publicado por Vita C às 09:01

17
Fev 10

Não bastava o(s) bilhete(s) para Metallica, vi agora anunciado que os Rammstein vêm ao Rock In Rio. Não há orçamento que resista. E o cartaz não está fechado e o Alive! aí à porta.

 

publicado por Vita C às 22:11

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