espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

28
Abr 10

 

*Mas que são tudo o que nos faz andar para a frente.

 

(Desta vez, Porto Covo foi o refúgio, onde nem o rating, nem o futebol, nem a PT/TVI, nem as ameaças de greve, nem nada do que enche as manchetes conseguiu chegar. O cheiro a 25 de Abril, a simpatia das gentes, o calor, o descanso, tudo isso deixa saudade.)

publicado por Vita C às 22:30
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27
Abr 10
Mas começou o calor. Espero que em breve regresse também a minha boa disposição. E que pare o monstro da greve, já agora.
publicado por Vita C às 11:41

22
Abr 10

Vamos para aqui.
Tenho um mapa desenhado por uma das mulheres mais impressionantes que a vida me deu a conhecer.

Ontem, num daqueles jantares prometidos há demasiado tempo, estava ela, o namorido [neologismos são comigo], nós e um grande amigo nosso (responsável por existir um "nós"). Ora metade de mim é irmã dela, e a outra não se importava nada de o ser também, não houvesse a questão do incesto. Ora esse amigo nosso era o namorido anterior dela. E é quando ele se põe a falar de como os afectos com outra pessoa não lhe estão a ser nada fáceis que ela, a mana, aproveita para saborear o momento, como é bom terem chegado a um ponto em que podem abertamente ser amigos e tentarem-se compreender nesse ponto sensível. Respeitei-a imenso nesse momento, e admirei a necessidade dela de que ele soubesse o quão isso era importante para ela.
Claro que era muito mais blogo-interessante contar a história do furo que quase pôs a viagem em perigo. Mas não me apetece agoirar, por isso fica para depois, sim? Ora então, até já!

publicado por Vita C às 20:06
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21
Abr 10

Era tão bom, não era?

Pois, podia ser daquelas escapadelas que muito boa gente consegue dar. Cada um tem o seu orçamento e pronto. Nada de invejas, até porque o meu francês está bem para lá de enferrujado. E a minha viagem de sonho continua a ser à terra dos ruivos, para me sentir em casa.

Eu, com o magro orçamento de que disponho para luxos, arrastar-me-ei até Porto Covo por estes dias para uma fuga paradisíaca a roer laranjas perto de falésias, apenas celebro a aguardada expansão do Mafia Wars que será, claro, em Paris. Isto é que me irrita, senhores. Ainda nem nos presentearam com a expansão de los Angeles e já prometem Paris. É a contar com os viciados como eu que esta gente sobrevive, só pode.

 

(estar de férias é tão bom, até já me tinha esquecido)

publicado por Vita C às 15:27

17
Abr 10

 

Chuva, qual chuva?
(ou como as férias começaram a chapinhar de alegria)

publicado por Vita C às 22:57

11
Abr 10

Passar as férias exactamente como passei esta tarde.

publicado por Vita C às 21:47

10
Abr 10

 

Ontem decidi que nada me iria abalar o sorriso.
Mesmo tendo começado o último dia da semana arrasada de cansaço, mesmo com ziliões de coisas para fazer, e mesmo com a certeza de que nem tudo se iria resolver pelo melhor. Decidida a que o sorriso não me abandonasse o rosto, brindei ao calor, à inexorável mas lenta passagem do tempo, dancei no escritório, distribuí sorrisos e contagiei (alguma d)aquela gente.
E se isso fosse pouco, ainda terminei o dia na mais pacífica das ternuras, vagueando pelo (meu) Chiado, perdida entre a música e os sorrisos.

Às vezes, também depende de nós manter a boa disposição, independentemente dos filhos da puta que a tentam minar a todo o custo. De nós e de quem nos espera no fim do dia.

publicado por Vita C às 23:22
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09
Abr 10

 

 

Para me lamuriar por ter de trabalhar ... com este tempo fantástico lá fora...

 

publicado por Vita C às 15:43

04
Abr 10

 

 

 

Sou, assumidamente, católica. Cristã, antes de tudo, e católica. Para quem lê este blog há algum tempo, já não é novidade. Era só estar atento. Não o sou por tradição familiar nem por imposição social. Aliás, este chamado dom da fé teve muito de racional na altura da grande escolha.

Em jeito de auto-revelação, digo-vos que a minha mãe é divorciada do pai do meu irmão e que nunca foi casada com o meu pai. Estas circunstâncias tornam-me, por definição, uma potencial não católica. Se vos contar então que no primeiro ano de catequese me chumbaram porque, e cito, era demasiado nova (eu e o meu irmão frequentávamos o mesmo volume e temos uma diferença de quatro anos), calculam, e bem, que cedo ganhei uma certa aversão a regras e tradições eclesiásticas.

Tinha doze anos quando voltei a entrar numa igreja. Onde fui bem recebida, acolhida, e onde me desafiaram todas as dúvidas, queixas e revoltas. Entrei, para não mais sair. Porque compreendi que a igreja é, mais do que tudo, a força e a fé dos que a vivem todos os dias. Dos que acreditam que, mais do que se diz e vê, é o que se faz com a fé, essa que, sem obras, de nada vale. Porque me apercebi que questionar é uma forma sensata de conseguir acreditar, que acenar cegamente que sim apenas nos diminui e que é a pensar que verdadeiramente se compreende o mistério da fé.
Nunca fui uma católica convencional. Discuti acesamente com um bispo auxilar na véspera do meu crisma, devido à estupidez que era a minha mãe não poder comungar, pelos cânones convencionais, só por ser divorciada. Ah, que se anula o casamento. Mas porquê, se o amor existiu, e é fruto da nossa imperfeição humana ele ter terminado? Não cheguei a comparecer à reunião que ele marcou comigo para discutirmos o assunto.

Comecei a dar catequese aos dezasseis anos, as unhas pintadas de verde ou de azul, as orelhas (como hoje) com furos em abundância. Claro que a reacção dos pais das crianças da minha paróquia pode não ter sido a melhor ao início. Mas lá está, as obras, que são tanto mais do que as aparências.
Nos entretantos, falei com diversos párocos que me asseguraram que a minha mãe não só podia, como seria totalmente bem recebida se comungasse: afinal, fora o único elo de ligação que eu tinha tido com a mensagem de Cristo nos tempos em que a própria igreja me excluíra.

E eis que chegámos à Páscoa. Que é só o ponto mais alto de toda a fé cristã. Ele vive. A sua mensagem fez e faz sentido para quem a vive. Tão simplesmente isto. Que valem a pena os sacrifícios de não ser in por se ser católico. Por nos verem como uns parolos tótós. E o que faz sentido é precisamente sermos quem somos.

 

 

E era mais ou menos isto que eu pensava ontem, quando a M. e o R. celebravam o casamento. Que não foi religioso. Que não foi espampanante. Que foi tão simples e tão ternurento que quase me levou às lágrimas. Que mostra, pela milésima vez, que não é preciso dinheiro, que não é preciso trezentos convidados, banda ao vivo, comida super chique, quando se tem a simplicidade e a cumplicidade que eles têm. E isso, é tão, mas tão mais importante. Melhor, é tudo o que é importante.
E garanto-vos que Deus, seja ele quem ou o que for, vai sorrir de cada vez que se lembrar do dia de ontem.

publicado por Vita C às 19:26
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02
Abr 10

Amanhã há casório.
Traduzindo, amanhã terei de fazer algo que agrada a muita blogosfera famosa: andar de salto alto. Tortura, horror, drama, tragédia hedionda.
Felizmente que levo para conduzir umas botas verdes rasas, que fizeram comigo o exame de condução. Acho que vou mas é andar sempre com elas.

E por falar em blogosfera, tenho que reconhecer que há aqui sentido de humor. Oh se há!!!

publicado por Vita C às 21:47

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