espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

30
Jun 10

 

 

 

Não pode ser assim tão difícil. Entrei as 8h, saí às 20h45, mas fiz tudo num dia!!! Trabalhar para esquecer*.

 

*Sim, a Espanha ganhou. Não muito injusto, ao que parece. Mas mantenho cada letrinha que escrevi...

publicado por Vita C às 22:27
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28
Jun 10

Foi assim, que em 2004, os adeptos espanhóis saíram da estação de metro do Campo Grande, antes do jogo com Portugal. Eu sei, porque tive a sorte de estar lá.

 

Em 2004, tinha eu acabado o curso há um ano, soube que estavam a pedir psicólogos da área da psicologia social com o nível XPTO de inglês documentado para um estudo internacional a propósito do Euro2004. E eu, mesmo não sendo de psicologia social e não tendo mais documentação de inglês a não ser o facto de o ter como disciplina desde os 5 anos, concorri. Eu e o J., esse monstro de sabedoria e capacidade de trabalho com que foi um gosto trabalhar ao longo dos 5 anos de faculdade que fizemos juntos. Concorri e fiquei. Era um projecto da Universidade de dos Fab Four e da Academia de Polícia Holandesa, que envolveu a PSP e uns tantos psicólogos portugueses. A tarefa: ver uns quantos jogos de futebol e registar, da véspera até noite/ madrugada do dia do jogo, o comportamento dos adeptos. A equipa, 2 polícias à paisana e 2 psicólogos (eu e o J., por sorte, na mesma equipa).

E então, Vita C vai à bola. Vê o Portugal-Rússia no Estádio do eterno rival e até lacrimeja durante o hino. Vê mais uns quantos jogos. Vê também o jogo com a Holanda e o mítico Portugal-Inglaterra. Pelo meio vai ao Algarve ver o Holanda-Suécia e, como é ruiva e anda de tranças, é bem recebida pelos adeptos da laranja mecânica. E pelo meio também, vai ver o Portugal-Espanha.

 

Que Olivença seja a eterna disputa, eu ainda entendo. Mas, meus caros, nuestros hermanos o c*ralho que os f*da, e desculpem-me a expressão. Eu nasci a 1 de Dezembro, e qualquer livro de História vos recordará que é feriado porque em 1640 restaurámos a independência face aos Filipes. Por isso, ao entrarem na minha cidade a arrogá-la para si, os espanhóis irritaram-me. Não me venham com a treta do país irmão. Amanhã, qualquer que seja o resultado, a minha selecção será a melhor.

 

 

publicado por Vita C às 20:22
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26
Jun 10

publicado por Vita C às 02:24
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24
Jun 10

 

Li o Evangelho segundo Jesus Cristo como exercício de contestação da fé. O meu eu católico e o meu eu de esquerda sempre conviveram muitíssimo bem e de forma absolutamente coerente, e o texto de Saramago apenas veio confirmar este entendimento.

E depois foi uma torrente. Devorei os livros de Saramago com uma satisfação tremenda e um respeito profundo. Nunca consegui escolher um preferido. Emocionei-me com a morte de Pedro Orce, assustei-me com o crescimento do Centro, revi as linhas dos créditos nas cassetes de VHS em busca de sósias, deambulei por Conservatórias, tive fome, tive sede, vi e deixei de ver, abracei elefantes, votei mentalmente em branco, tive pena da Morte e das mortes, e perdi-me por este Portugal.

Talvez o Levantado do Chão tenha sido o que maior impacto me provocou. Pela crueza da descrição e do real, pelo pormenor vívido, por alimentar a minha convicção.

Nunca conheci Saramago. Um homem que é censurado no seu próprio país e escolhe outro para viver está no seu direito. Pena é que tenha este país tão pouco senso, afinal veja-se que o homem ganhou o Nobel. Não conheci as manias, as obsessões, as arrogâncias, as ternuras (excepto as dedicatórias a Pilar) ou qualquer outro aspecto do seu lado humano. Nem é esse que me faltará.

Se Deus escrevesse, seria ambidextro. A mão direita seria Garcia-Márquez, a esquerda (claro), Saramago.

Se Deus escrevesse, teria perdido uma mão.

publicado por Vita C às 09:56

22
Jun 10

... from outer space...

 

(o blog seguirá dentro de momentos)

publicado por Vita C às 09:50

13
Jun 10

 

 

 

Este nunca será um blog de gajas.

 

Pode ter uns posts a atirar assim para o pseudo-tipo-cor-de-rosa-salmão, mas nunca obterá esse estatuto a sério porque eu tenho uma dificuldade tremenda: em pintar as unhas dos pés. Dá demasiado trabalho para o resultado que se obtem. Esta fotozinha fofa que aqui vêem é aqui a Vita C a esmerar-se na véspera do casório do mano, em Setembro do ano passado, lá no sítio onde tivemos de ir de véspera (não se enganem, o meu pseudo-palácio não tem piscina!). Desde então, quando o pézinho anda à mostra, anda ao natural, que é como eu gosto.


Mas parece-me que tenho mesmo que ir em visitas de trabalho lá para terras do Alberto João, e já que vou de sandaloca, ao menos que vá em beleza (esse conceito que eu não entendo de ter as unhas sarapintadas).

 

Então hoje reuni toda a coragem de um domingo à tarde, armada até aos dentes de verniz e cotonetes para as litradas de acetona que o meu mau jeito preconiza que serão necessárias, e tumbas. Pincela daqui, pincela dali, a passar de nível no Mafia Wars enquanto se espera que aquela porcaria secasse ... et voilá.

Uma merdinha. Ou melhor, dez merdinhas, que me convencem que, como eu já sabia, este nunca será um blog cor-de-rosa.

 

 

 

publicado por Vita C às 20:41
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Aguenta aí o queixo bem erguido e avança, dá um passo em frente e avança, que o caminho faz-se a andar.

publicado por Vita C às 16:36

12
Jun 10

 

Isto aconteceu assim, sendo que irei salvaguardar as entidades envolvidas, e moi même:

 


Exmos Senhores,

Venho por este meio pôr à V/ consideração o desenrolar de uma conversa com a V/ linha de reservas com a qual hoje entrei em contacto.

Hoje, dia 11 de Junho de 2009, liguei para a V/ linha de reservas, como indicado no site XPTO.PT. Fui atendida, de forma exemplar, pelo sr. Cristiano Ronaldo (ao que parece, o único Cristinano*) e, se a vós me dirijo, é porque o sr. Cristiano Ronaldome adiantou que não haveria qualquer melhoria em falar com um seu superior hierárquico, visto aquela ser a linha de reserva, e as reclamações serem do âmbito de um outro departamento: o de V. Exas.

Passo a expor o caso: irei ao Funchal entre os dias 16 e 21 de Junho e gostaria de alugar uma viatura para as deslocações que terei e pretenderei efectuar. Escolhi o V/ site porque, efectivamente, em termos da relação qualidade/ preço me pareceu bastante apelativo, facto pelo qual desde já vos felicito. Ora, nesse sentido, liguei para a V/ linha para efectuar a reserva. Eis senão quando (a frase é pitoresca mas toda esta situação parece saída de um filme) o sr. Cristiano Ronaldo me informa de que não é possível proceder à reserva sem um cartão de crédito.

Exmos senhores, eu não possuo um cartão de crédito e, pasmem-se: porque não quero ter um cartão de crédito. Perguntei ao sr. Cristiano se seria possível proceder à reserva através dos cartões virtuais emitidos pelo MBNet e fui informada que a reserva poderia ser feita, o aluguer do carro poderia ser feito mas, sem o cartão "físico", não poderia levantar o carro (compreendem a ironia da questão?).

Decidi então escrever-vos, Exmos Senhores.
Eu não tenho cartão de crédito porque, felizmente, trabalho (muito, é certo) e tudo aquilo que fui adquirindo ao longo do tempo foi pago sem recurso a cartão de crédito. Além disso, acredito que um cartão de crédito é uma manobra no mínimo curiosa da banca em facilitar dinheiro e levantar complicações a quem o deveria gerir de forma apertada (sobretudo agora em tempo de "crise") e tem mais dificuldades. Porque quem tem muito dinheiro e um nível de risco baixo não necessita de cartão de crédito.

Então, parece-me ser de uma falta de pudor imensa e uma hipocrisia o facto de eu necessitar de um cartão de crédito para poder requerer os V/ serviços quando me dispunha a efectuar-vos uma transferência, pagar-vos antecipadamente no local, etc., o importante será chegar a um consenso. Não me parece que a reserva seja logisticamente impossibilitada pela ausência de cartão de crédito. Seguindo este entendimento, considero-me prejudicada e discriminada pelo simples facto de não possuir cartão de crédito, isto quando o rendimento mensal que aufiro se situa acima da média nacional neste momento.

Quero crer que este texto chegará a alguém para quem os valores de honestidade, verdade respeito e confiança ainda se sobrepõem ao simpels acto de reduzir a pessoa a números.


Aguardo uma resposta da V/ parte, se não for a sugerir uma alternativa a esta situação, o que apreciaria, pelo menos a explicarem de forma credível a opção por claramente discriminarem um cidadão por motivos tão (lamento, mas só me ocorre esta palavra) fúteis.

Melhores cumprimentos,

 


Vita C

Enviei isto ao apoio ao cliente... E a resposta? Tenho de enviar para a linha de reservas.

Assim procedo, sendo que me responde o Cristiano (!) a dizer que iriam dar seguimento. E anda meio mundo preocupado com as p*tas das vuvucoisas. Preferimos endividar as pessoas a um ponto indecente, sugerindo que comprem mais do que podem suportar. Nem se trata de sugerir, mas de exigir, para que possam ser consideradas pessoas normais. Oponho-me, vivamente! Vou andar de transportes, a penantes, seja o que for, mas recuso-me a ter de apresentar uma prova de consumismo desenfreado.

 

 

* Nome falso, evidentemente.

publicado por Vita C às 22:42
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10
Jun 10

Em 1991, por este dia, eu tinha 10 anos (faria os 11 em Dezembro). Faço anos entre avôs, uma semana depois do meu avô paterno e uma semana antes do meu avô materno.
Dizia eu, em 1991, por esta altura, eu tinha 10 anos. E tinha apenas sabido de uma morte na família, a da minha avó Júlia, cuja memória nem sempre trago bem fresca. E tinha-a sabido pelo meu avô Zé Maria.

Mas, dizia eu, em 1991, no 10 de Junho, morreu o meu avô Zé Maria. Eu tinha 10 anos.

Não me recordo do dia em que morreu a minha avó Júlia. Era demasiado pequena. O primeiro velório e funeral a que assisti na vida foi o do patriarca desta família. E era tanto o patriarca, que nos cunhou e deixou testamento moral.

 

Recordo que a filatelia e a numismática me foram apresentadas por ele. Costumava brincar empoleirada ao seu colo, pegando numa pinça e num pequeno plástico autocolante com que catalogávamos os selos, ou então a devorar caderninhos sobre os graus de estado das moedas, da patina e da sujidade. No escritório tinha um barómetro que nunca esquecerei. Tinha um boneco de um jogador do Sporting a fazer de pisa-papéis, feito pelo meu primo. Ainda me lembro das colchas que estavam no antigo quarto da minha mãe e do meu ar de nojo quando me obrigavam a beber chá. Foi ele que introduziu o bolo de chocolate com nozes na minha vida. Era um cozinheiro talentoso e ainda hoje nunca comi um arroz de polvo como aquele que ele preparava para mim e para o meu irmão.

 

Era uma pessoa dura. Profissionalmente realizado e exigente, competente e respeitado. Pessoalmente, a idade e a doença tornaram-no ternurento e afectuoso. E apesar de tudo, ou por causa de tudo, era a referência da família. Nada voltou a ser como dantes e nada voltará a sê-lo. Mas ficou tanto por dizer, que às vezes espero que as minhas palavras lhe cheguem, nem que seja na minha cabeça ou na minha imaginação.

publicado por Vita C às 20:18

09
Jun 10

 

 

Bateram-me na carrinha da empresa. Bateram-me, sim (e não "bati"), porque me deram cabo do pára-choques traseiro. Valeu-me a boa disposição e o facto de ser uma pessoa calma. Muito calma. Se calhar demasiado calma.

 

Nos entretantos, faleceu um vizinho. Um vizinho (?), dizem vocês. Experimente viver no mesmo sítio durante 29 anos, e verão se o vizinho de cima não vos levou à pesca, não tratou de vocês e dos vossos irmãos quando eram putos, e se não deixa saudade. Falaremos então.

 

No meio disto, a coisa boa: falta uma semana para me meter num avião e deixar Lisboa. Parece que ter dado aulas na Universidade de Évora em 2007/ 2008 e só agora ser paga tem as suas vantagens, huh? Isso e fingir que se vai em viagem de trabalho...

 

 

Imagem tirada daqui.

publicado por Vita C às 09:45

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