espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

30
Nov 10

 

 

 

Esta, da edição especial do Marsupial que encomendei quando sabia da password do MBNet, e ainda a Estuque, do Olhos de Mongol.

 

publicado por Vita C às 21:09
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28
Nov 10

 

1) Merecíamos ter ganho. Não ganhámos porque, como disse o Paulo Sérgio, numa análise perspicaz, não fomos inteligentes na segunda parte do jogo. Todavia, mostrámos ao FCP que nem sempre as deslocações a Alvalade são favas contadas. Soubemos, na primeira parte, resistir e lutar com a melhor equipa do campeonato e que será, merecidamente, o próximo campeão nacional.
Quanto às maçãs podres, é uma vergonha. Tanta gente com fome e os adeptos (não sei se serão dignos desse nome) a desperdiçar comida. Mas mais que isso, atirar maçãs demonstra uma incapacidade de compreensão. Ora João Moutinho, esse grande jogador, cansou-se de jogar bem e não ganhar nada. Compreensível. Para nós, meros adeptos, é impensável mudarmos de clube, é visceral. Mas não para um jogador de futebol, são umas prostitutas legalizadas, que isto de jogar pelo coração é demodé. E é apenas isso que o Moutinho é: um óptimo exemplo de como a escola do Sporting é incomparável no que toca à formação.
Ao André Villas Boas, um reparo: remeta-se ao seu lugar. Eu não vi caça ao homem nenhuma e, apesar de poder ser da extrema pixelização do stream, duvido que tenha existido. Afinal, João Moutinho é apenas um jogador. Só isso. Figo e Ronaldo foram jogar a Alvalade e sobreviveram. Moutinho não é nenhum dos dois. Mais, o próprio Carlos Martins vai a Alvalade e não precisa de protecção especial. Deixemo-nos de criancices, sim?

 

 

2) Entretanto, voltando às maçãs, já contribuiram para o Banco Alimentar? Com alimentos ou tempo, não custa assim tanto e pode de facto fazer a diferença. E não me refiro àquela satisfação de poder dormir bem à noite afagando o ego com a nossa generosidade. Só quem nunca esteve nos armazéns em Alcântara ou quem nunca passou noites nas rondas dos sem-abrigo é que não compreende a importância dos pequenos gestos. E não me refiro a uma noite, no armazém ou na rua, para fazer uma reportagem, era passarem anos a fios à quinta-feira à noite a fazer estas rondas, em locais onde passam todos os dias e olham, mas não vêem. Às vezes o Natal também calha às quintas-feiras, e, por isso, é escolher entre passar o Natal na rua ou achar que as boas acções são apenas para quando nos dá jeito.
Compreendo que nem todos possam fazer isso, e a nossa própria vida deve ser salvaguardada. Mas não compreendo que não se possa contribuir. E não é apenas o contribuir para dizer que sim. É dar aos outros o mesmo que compramos para nós. Por isso, se em vossa casa só se bebe leite Mimosa, porque haveriam de dar leite Pingo Doce, se em vossa casa existem salsichas Nobre, porque hão-de fornecer salsichas do Continente? Ah, diriam vocês, a cavalo dado não se olha o dente. Pois não, mas assim se vai construindo a diferença entre cidadãos de primeira e de segunda. Se é para dar, que se dê inteiro. Claro que qualquer gesto é melhor que nada, sim. Mas há uma diferença entre generosidade sincera e piedade do coitadinho.

publicado por Vita C às 13:30

26
Nov 10
Irei passar os meus anos de baixa médica (o bom doutor não me deixa ir trabalhar). Logo os 30 anos! Oh que chatice, não vou poder comemorar com fogo de artifício e brilhos e lantejoulas.

A verdade é que nunca gostei muitos dos meus anos. Somam-se-me dias, diria Pessoa. Todos os dias somam-se-me dias. Para a semana não será excepção...
publicado por Vita C às 23:21

25
Nov 10

Acabei de descobrir que um dos gajos de uma banda que gosto muito andou no mesmo colégio que eu frequentei a partir do 5º ano, e com um gajo que eu conheci. Ambos tocam com um gajo que andou comigo na primeira classe. Weird, or what? Ainda assim, muito cute. O mundo é uma aldeia. Pequena, pequena... E eu parece que nem saí dela...

 

(não fumo desde sábado)

 

(o gajo da banda é o Bernardo Barata dos Feromona)

publicado por Vita C às 18:33

24
Nov 10

a Popota e a Leopoldina

Estas duas personagens causam-me tanta repulsa como aqueles jogos de solidariedade entre grandes estrelas do futebol, em que as receitas revertem a favor dos pobrezinhos - mas as receitas são os bilhetes comprados pelos adeptos e não qualquer parte dos ordenados milionários desses futebolistas, que, ainda por cima, ficam com a imagem para a opinião pública de 'solidários', quando, na verdade, não contribuíram com um tostão. Obviamente que todas as iniciativas para ajudar quem precisa são sempre bem-vindas, mas desde que sejam desinteressadas. Ajudar na perspectiva da ganância e da chica-espertice torna quem o faz naquilo a que aqui chamaria, usando uma linguagem infantil, um mete-nojo (está tudo bem comigo, e não, não me tornei um freak de esquerda). Vamos lá esmiuçar isto.

A Popota é dos supermercados Modelo, que são propriedade da Sonae. A Lepoldina é do Continente, também da Sonae. Qualquer busca rápida no Google dá-vos os seguintes dados. Em 2009, a Sonae teve resultados líquidos de 97 milhões de euros. Nos primeiros seis meses deste ano foram mais 41 milhões. São cerca de 250 mil euros por dia. O que é que este grupo decidiu fazer? Podia, com talvez 0,1% dos seus lucros anuais, mensais ou diários contribuir para a Causa Maior e para a Missão Sorriso. Podia, mas isso não era a mesma coisa. Decidiu aproveitar-se dessas causas para ganhar dinheiro, criando dois bonecos (a tal Popota e a Leopoldina) para aliciar as crianças e, com elas, levar os pais e, com eles, levar-lhes o dinheiro através da compra de livros, cachecóis, roupas, cds, etc, etc, da Popota e da Leopoldina., e, com estes, das compras para a casa que se fazem ao mesmo tempo (além de que, penso, parte da venda deste merchandising das Popotas não vai todo para as causas; o resto fica lá também nos supermercados).

Este sistema é perfeito porque cumpre uma regra fundamental para o ser: todos ganham. Os doentes e os pobrezinhos, que recebem verbas (independentemente da honestidade moral de como elas são obtidas, que é o que está em causa aqui). As crianças, que ficam todas felizes por brincar com as suas Popotas e as suas Lopoldinas, bonecos fofinhos cujas marcas e rostos são bombardeadas hora a hora nas televisões (alguém faz ideia de quanto é que estes supermercados gastam nestas publicidades e de como se podia acabar com esta berraria toda se revertessem esse dinheiro gasto em anúncios para as próprias das causas?). O Modelo e o Continente (a Sonae) também ganham. São, aliás, quem verdadeiramente ganha nesta história, porque aumentam clientes e lucros e ainda ficam com a fama de empresas 'solidárias'. E, finalmente, os pais, que nesta história são os verdadeiros otários. Ser solidário é fixe? É. Podia ser de outra forma? Podia. Podias ir ter directamente com quem precisa? Podia. Porque é que não vais? Porque dá muito trabalho. Além disso, os pobres cheiram mal, as crianças doentes deprimem-me e não temos Metro à porta. Se for ao Modelo e ao Continente é muito mais fácil, e sempre apanhamos uma sopa congelada em promoção.

Veja-se o site da Missão Sorriso* (da Leopoldina) e esta frase: "Nestes 7 anos já contribuiu com mais de 4 milhões de euros". Demoraram sete anos para angariar um montante que podiam juntar em duas semanas de lucros do Continente ou uma semana de lucros do Modelo. E se não tivessem gasto tantos milhares (milhões?) em anúncios de televisão, precisavam, se calhar, de apenas um ou dois dias. Mas não, demoraram sete anos, com a preciosa ajuda 'dos portugueses'. E isto só da Leopoldina. Não consegui apurar quanto é que a Popota já 'apurou'. E assim se vê, mais uma vez, que o mundo é dos espertos. Veja-se, novamente, o site da Missão Sorriso, especialmente esta* página. E o site* da Popota. Se não é de ir às lágrimas, não sei o que seja isso.

 

 

 

 

Por isso, e totalmente rendida ao texto que transcrevi, eu reforço a minha ideia, vamos todos adorar a Popota como ícone fantástico da moda, fruto de um brilhante trabalho de marketing, vamos idolatrar a Popota, tão fabulosa que é, tanto que faz, tanto estilo que tem (credo, é um hi-po-pó-ta-mo, minhas senhoras). vamos lá estupidificarmo-nos e achar que somos todos uns mecenas de boas causas.
Vamos esquecer-nos que o hipopótamo somos nós, ao acharmos que podemos fazer mais a diferença do que quem realmente tem o poder capital dinheiro capacidade para isso. Não tem é vontade. O facto de podermos fazer alguma coisa não iliba quem pode fazer muita coisa.

 

 

* Para poder dar os devidos créditos ao Zhu Di, os links originais não estão activos. Ide ao post-origem se a curiosidade se vos aguçar.

publicado por Vita C às 19:12
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23
Nov 10

 

Linda Martini, Casa Ocupada.

Nuno Prata, Deve Haver.

Peixe:Avião, Madrugada.
Balla, Equilíbrio.

 

* Album dos Clã, esses grandes senhores e essa grande senhora da música portuguesa.

publicado por Vita C às 15:51
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22
Nov 10

Mas que se pusesse no peito e tirasse a nhanha toda para que eu conseguisse respirar livremente.

 

 

(post nojento, huh)

publicado por Vita C às 19:25
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... lá por não gostar de estar com eles, não quer dizer que não lhes dê uma oportunidade para me mudarem a opinião.

Foi só por isso que ontem, com o corpo já distorcido de dores e partido de não sentir ar puro, que resolvi ter uma crise asmática depois de tanto tossir. Antes da hora de jantar, que é como quem diz, ou vais agora ou não pregas olho com a falta de ar. É que a dar bombadas de Ventilan, Atrovent e Beclotaide Forte de duas em duas horas corria o risco de lá ir parar às urgências, mas desta feita com um ataque cardíaco.
E lá fui. Toda feliz e (pausa) contente. A falar (pausa) exactamente (pausa) assim. Como moro num segundo andar, foi difícil chegar lá abaixo, mas o simples vislumbre de uma máscara de oxigénio foi suficiente para me auto-motivar.
Descobri uma coisa: asmático constipado só mesmo de antibiótico. Andei ali a esbanjar boa disposição, oxigénio (aaaaaaaaaaaaaaah) de um lado e a cara descontente do pessoal do outro (parece que a saturação de O2 devia ter ficado melhor ao cabo das quatro horas que lá passei). Cheguei a casa com uma infecção respiratória e, ainda, uma boa disposição impressionante.
Blá blá e coiso e tal e estou de baixa até ao início da semana que vem. E medicada até aos ossos. E já que não fumo desde que piorei, mais vale desafiar-me a ser capaz de cumprir: deixei de fumar (e nem me apercebi de qual foi o meu último cigarro).

Assim, parece que me comprometo mais comigo e com os que me rodeiam. A ver vamos.
(e agora vou tentar dormir)

publicado por Vita C às 17:28

20
Nov 10

... é aprender este número de cor.
Qual espectadores atentos do Malato ou do outro Gordo, repitam comigo a plenos pulmões, Saúde 24, 808  24 24 24, oitocentos e oito, vinte e quatro, vinte e quatro, vinte e quatro!!! Oito zero oito, dois quatro, dois quatro, dois quatro!


São dos meus melhores amigos. Competentes e tranquilizadores.
Ainda hoje lhes liguei, já tinha saudades deles. Ou então não tinha assim tantas saudades, e afinal estou com uma febre e uma tosse que teimam em não desaparecer com mezinhas caseiras, nem chazinhos, nem Aspegic, nem Benuron, nem xarope Ambroxol nem pastilhas CantaDrill nem o raio que as parta que já estou farta deste cof cof.

 

Foi a segunda vez na vida que lhes liguei, e continuo a recomendar. Repito, competentes e tranquilizadores, prontos a responderem a todas as perguntinhas e questõezinhas às quais o médico das urgências não teria paciência tempo para dedicar. Ao que parece até têm um serviço farmacêutico que nos indica se a (auto-)medicação deverá ser ou não revista de acordo com a evolução dos sintomas.

Bom, isto tudo para dizer que às vezes era bem melhor deixarmos as urgências dos hospitais para quem delas necessita, em vez de irmos lá por dá cá esta ou aquela palha.

Sim, sou uma ingénua que (ainda) acredita no SNS. Mesmo nos médicos das urgências. Que continuo a tentar evitar a todo o custo.

 

 

 

publicado por Vita C às 18:47
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18
Nov 10

 

(ou de como às hormonas se veio juntar a febre ...)

publicado por Vita C às 19:51

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