espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

30
Mai 11

São Pedro do meu coração, pára lá com essas tendências esquizóides. Gosto de não ter a rua inundada e de conseguir sair de casa, sabes? E de não ter água a tapar os passeios e a chegar a metade da porta do carro da minha mãe. E ao menos, se tiver mesmo que ser, que haja consistência, mas agora está um sol do camandro e tu deves estar aí para cima a esfregar as mãos de contente. Decide-te, pá!

publicado por Vita C às 10:31
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29
Mai 11

 

À esquerda está a minha metade, giro e charmoso que só ele, depois a noiva e o noivo, e depois estou eu.
Arrancado a ferros, o monstro do bicho do mato remeteu-se ao silêncio e foi bastante divertido. O casamento foi no mesmo sítio onde foi o copo-de-água do mano, por isso já sabíamos ao que íamos. O único senão foi vir de Rio Maior já tarde, apanhar a A1 com um acidente e andar em pára-arranca à uma e meia da manhã. De resto, apanhei o bouquet, está aqui em casa em água, porque é raríssimo darem-me flores.


Ora então foi assim, barato e giro e sem perder tempo: brincos que comprei para o casório do mano numa loja de bijutarias aqui do burgo, colar que comprei numa outra loja de bijutaria aqui do burgo, écharpe da mãe para o casório do mano, pochette que levei ao casório do mano, pulseiras compradas entre o burgo e o Funchal, vestido comprado aqui no burgo pela módica quantia de 25 euros, e sandalocas compradas há 2 anos no Continente (não se vê, mas têm um salto considerável, depois trocadas por umas chinelas prateadas que levei ao casório do mano).

publicado por Vita C às 16:15
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22
Mai 11

A Melga, uma coisa assim para o arraçado de labrador, um doce de bicha desajeitada e com um focinho de meter medo, é a cadela do meu pai. Escrevi "é" e não "foi", porque a Melga, essa portentosa e mimosa cadela castanha que convive com uma outra cadela e uma gata, tem um lugar muito especial na vida do meu pai.
Meiga como poucas, com um latido quase assustador, diversas vezes a vi ir galopante ao encontro do gato da casa, até que ao chegar-lhe o cheiro do conhecido felino, travava a quatro patas e se punha a lambê-lo. E a pousar a cabeçorra nas pernas do meu pai a pedir festas.
A Melga teve duas semanas de pré-aviso, em que ninguém descobria o que ela tinha. E ver o meu pai atarantado é algo que só imaginava possível precisamente por causa da cadela. Ele, que como eu (ou eu como ele), sempre gostou mais de animais do que de pessoas, a levar a cadela para exames e mais exames e mais exames. Não tenho dúvidas que é a grande companhia do meu pai, a mais dedicada e a menos exigente. A mais paciente e a melhor ouvinte.
A Melga morreu esta semana. E tenho a certeza que uma parte do meu pai partiu com ela.

publicado por Vita C às 00:06
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20
Mai 11

 

Odeio ir às compras. Abomino intensamente.
Sim, estou mentalmente preparada para os juízos que possam advir desta afirmação.
Lamento, não possuo um closet (ou guarda-fatos ou roupeiro, que temos a palavra em português) de tamanho XXL (e o que tenho está completamente desorganizado, de tal maneira que parece uma trouxa de roupa e não o sítio onde a roupa deveria estar arrumada).
Lamento, não tenho paciência para ir a centros comerciais e lojas perder tempo e dinheiro para encontrar trapos, e só o faço quando tem de ser por troca directa (peça vai embora de casa, magoada com tanto mau trato e uso intensivo, nova peça tem de entrar e preparar-se para a nova vida como vestuário aqui da Vita C).
Lamento, mas sou dessas pessoas que acha que o que tem vestido pode ser menos importante do que o resto. Não é que não seja importante, é apenas sobrevalorizado nesta sociedade.

E é com este espírito que ontem me enfiei no OeirasParque à procura de trapos para o casamento da semana que vem. Esta investida teve dois resultados negativos: o primeiro é constatar que está tudo caríssimo e feio (se calhar muito na moda, mas feio), o segundo é não ter encontrado nada que me servisse porque estou mais lontrinha do que imaginava.
Será que posso ir ao casório de calças de ganga e t-shirt?

publicado por Vita C às 11:22
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18
Mai 11

Sou eu. É verdade. Não tenho paciência para conversas de circunstância e para falar sobre o tempo. Gosto de conhecer pessoas, sobretudo de conversar sobre tudo e nada, mas não tenho feitio para socializar por conveniência.
Tenho um casamento daqui a duas semanas, o que implica diversos sacrifícios, sobretudo andar em cima de saltos altos. Vou como a namorada de um dos melhores amigos do noivo. O que eu não estava à espera era de ser convidada para a despedida de solteira da noiva. A noiva é a namorada de um dos melhores amigos da minha metade. Só isso. Tirando ela, que ainda não sabe, não conheço ninguém na festa de rambóia. Que pode até acabar por ser uma festa às moscas de mulheres a beber copos sem tema de conversa. Apetecível, portanto.
E é nestas alturas que o meu lado bicho do mato se apodera de mim e me faz entrar em espiral, meio de pânico meio de impaciência.

publicado por Vita C às 22:06

16
Mai 11

Cá estamos novamente. Com a diferença que este ano a seca parece ser bem maior. E como este ano ainda não entreguei o IRS, ainda não estou calejada nestas lides paciência para plataformas.
Inspira, expira (e repete)!

 

*Os Sitiados têm um lugar muito especial cá dentro, bem como o saudoso João Aguardela.

publicado por Vita C às 15:57
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11
Mai 11

 

 

 

Que o José Cid e a grandiosa Simone tenham achado que "A luta é alegria" não dignifica a música portuguesa eu até entendo. São nomes portentosos da música nacional (ainda que eu nutra uma embirração muito pessoal pelo senhor Cid, fruto de uma cena por ele protagonizada num debate sobre as quotas de música portuguesa na rádio) que fizeram história no festival da canção.
Claro que muita gente critica e ah que figuras de parolos, para não variar, era muito melhor se tivesse ido, sei lá, a Lúcia Moniz (mas ela foi, senhores, ela foi com um coração de éne cores) ou a Sara Tavares (que também foi chamar a música), que vergonha para o nosso país.
Só que isto já não é (se é que alguma vez foi) um festival de música, é um festival da canção. São coisas um pouco diferentes.
Se musicalmente os nossos Homens da Luta podem deixar algo a desejar, não tenho a menor dúvida que a nossa canção foi a melhor que passou ontem no meio daqueles brilhos, carinhas larocas, e corpinhos jeitosos, e maminhas, e efeitos pum-pum-splash-splash-iô-iô.
Foi uma canção que ali mostrámos, uma mensagem à tuga, vivaça, e na nossa bela língua materna. Ah, pois, não somos só iiiiisto [fazer esgar de nojo], mas também somos isto. E é pena que não se entenda que, pela primeira vez, desde que me lembro, até fizemos boa figura no festival da eurovisão. Independentemente do resultado.

 

E não, não acho piadinha nenhuma ao Jel.

publicado por Vita C às 15:19
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08
Mai 11

Todos temos destinos de eleição. Nunca fui em nenhuma das viagens de finalistas: faltei ao fim-de-semana de campismo na 4ª classe, não fui apreciar Benidor no 12º ano e recusei-me a ir a Punta Cana no fim do curso. Cá para mim, a minha viagem de fim de curso há-de ser à Irlanda (pela proporção de ruivas e ruivos, que me fará sentir em casa, e por aquele sotaque que acho absolutamente fascinante). Ou aos Açores.
Há vários sítios que gostava de visitar sem ser por lazer. A Terra Santa é um desses sítios. Outro será Auschwitz, ou o que resta dos campos.
Não é uma vontade macabra ou perversa. O meu pai é uma das pessoas que mais sabe sobre a história, antecedentes e consequentes do III Reich, dos bosques de fuzilamento, dos fornos que lá havia, e outros pormenores que a minha memória não reteve. Teve a paciência de, há alguns anos, dar uma palestra sobre o tema, e foi a única vez que o ouvi falar como sociólogo. Claro que fui e, na parte das perguntas, ainda dissecámos as experiências do Milgram. Resta acrescentar que ele já foi 5 vezes a Auschwitz.
O que sobra de Auschwitz não é suficiente para nos transportar para os horrores que aconteceram e acontecem (lá, então, aqui, agora, em tanta parte e há tanto tempo). Mas é dos poucos sítios onde nos podemos focar sobre a crueldade que por vezes (demasiadas vezes) as pessoas cometem (daí a referência aos estudos de Milgram).
Existem inúmeros documentários sobre o tema, deixo o primeiro de cinco vídeos sobre "ordens e iniciativas" em Auschwitz. Os restantes encontram-se facilmente a partir deste.

 

 

 

 

 



publicado por Vita C às 00:02
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03
Mai 11

publicado por Vita C às 13:42

01
Mai 11

 

Sim, estive de férias, daquelas que ainda não tinha gozado referentes ao ano passado.
Não, não fui às Honduras, às Caraíbas e afins: fui ao Carvalhal, ao museu do Berardo, Budda Eden, cuja entrada não se paga e até devia pagar-se, de tão belo que é. Já tinha visto o da Madeira (esse sim, a pagar, mas também completamente diferente, maior, mais temático e mais turístico) e aproveitei para ir conhecer mais um pouco deste país tão rico em coisas belas. Os restantes dias foram passados quase de papo para o ar, entre novas ideias e projectos e afins. E amanhã volta-se ao normal registo.

publicado por Vita C às 21:30

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