espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

28
Jul 11

 

Nunca me tinha acontecido tal sintonia de compras. Comprei a saga completa do A song of ice and fire para oferecer à metade. Quando lhe entrego os sacos, responde-me ele com um ar desconfiado "Pelo peso é a mesma coisa que eu comprei para ti!". E era! Só que eu comprei-lhe a edição portuguesa e ele ofereceu-me a versão xpto em inglês. Depois comprovaremos as diferenças!

 

E ainda uma palavrinha aos senhores do Sapo, que isto dos Vouchers dá uma jeitão, lá fomos nós ver Lisboa vista do Tejo a um preço supimpa, a ouvir bela música portuguesa, como esta. Às vezes basta procurar, não é preciso gastar rios de dinheiro para passar momentos que se imprimem dentro de nós para os não esquecermos.

 

Com tanta tragédia por aí, miúdos a tourearem carros, gente que morre e é morta sem saber porquê, aprendo todos os dias a dar cada vez mais valor ao que tenho de bom na vida. Não que a dor dos outros não me comova ou aflija, só que não me impede de agradecer a felicidade que as pequenas coisas me trazem, todos os dias, mesmo aqueles (estes) em que o cansaço parece ser mais forte.

publicado por Vita C às 13:41

26
Jul 11

Um.
Dois.
E hoje.

 


(post agendado, que a esta hora estaou de mãos dadas com a metade a abraçar Lisboa) 

publicado por Vita C às 17:08

20
Jul 11
 
O last.fm fez o grande favor de voltar a brindar-me com uma daquelas músicas que são tanto para mim que raramente consigo explicar. Eu estive neste concerto do CCB, aliás, lembro-me que era dia do Sporting jogar com o Newcastle (sei que era uma equipa inglesa) e, mesmo assim, lá fui sozinha encher a alma. Comprei bilhete para a primeira fila e nesta música, como quase todas as vezes, parecia que nem via o Palma, só ouvia a música e naqueles minutos não havia CCB, não havia outras pessoas, só eu e a Estrela do Mar.
Esta música tem muito de mim e, num determinado momento da minha vida, foi-me dada a conhecer da melhor forma possível para a altura. O poema é absolutamente embriagante e não conheço melhor momento de Jorge Palma do que aquele em que é apenas ele e o piano.
Vi Jorge Palma muitas vezes. Cheguei a ver 3 concertos dele numa semana, um deles no dia em que a minha avó morreu. Nunca são demais.
Não me importa se bebe ou deixa de beber, se fuma ou se é inconveniente. Ao piano agarrado ao poema, este homem é uma dor que aperta o peito e nos faz olhar para dentro e para o céu.

 

publicado por Vita C às 16:22
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19
Jul 11

Emprestadado pela Pólo Norte, aqui fica parte da explicação de não sermos populares mas sermos gente bem resolvida:


Não vejo a série "Gossip Girl" e não sabia o que queria dizer xoxo. 
Confere.

Não visto o 34.
Eu vesti, quando era pequena. Chegada a trintinha é mesmo o 38.
Não sou doida por corridas e não frequento o Holmes Place (o que está directamente relacionado com a afirmação de cima).
Confere, antes andar a pé.
Estou-me a cagar para a balança e não passo a vida em dietas (idem, idem, aspas, aspas).
Bom, eu não me peso vai para uns aninhos valentes, também confere.
Não penso cor-de-rosa.
Depende dos dias, tenho uma ingenuidade imbatível. Mas não sou parva.
Há dias em que saio de casa com a primeira roupa que vejo no guarda-fatos e nem sempre "espalho magia".
Escolho a roupa de véspera, prefiro dormir mais cinco minutos de manhã. Espalhar magia também não é bem comigo, eu é mais conforto.
Não sou fofinha e meiguinha.
Tem dias e depende das pessoas.
Não tenho qualquer pudor em comprar roupa na Feira de Carcavelos. 
Ou em qualquer outra.
Às vezes tenho borbulhas na cara.
Confere, sou uma adolescente trintinha nessas coisas.
Não gosto de desafios, selos nem correntes blogosféricas.
Confere.
Não odeio todas as segundas-feiras.
Eu sim, quase todas.
Gosto de coisas non sense.
A minha preferida, porque são estas "pequenas" coisas que de facto nos fazem viver.
Não tenho pudor em enaltecer publicamente os meus momentos felizes nem em maldizer os meus momentos infelizes.
Same here, e esta é mesmo de valor.
Falo de sexo como quem fala de calendários vendidos pelos escoteiros, o que faz de mim uma badalhoca ordinária.
Uma javardona e afins, etc., etc., tirando a parte em que não falo de calendários de escoteiros.
Não faço posts com gifs (mas adoro os posts da Miss Murder).
Já fiz posts com gifs, mas prefiro coisas mais clean. 
Digo palavrões.
A sério?
Não estou in love todas as Fridays.
Eu estou. Mas é amor, não é circunstancial às sextas-feiras.
Não uso sapatos da Zilian.
Eu não uso saltos no dia-a-dia.
Acho ridícula a febre dos cupcakes que não são mais que madalenas com capachinhos.
Ainda nem experimentei.
Não vou passar férias a NY.
Se voltar para Porto Covo já é muito bom, mas o que interessa é o descanso e a companhia.
Não gostava de ter uma vida igual à das personagens do "Sexo e a cidade".
Confere também.
Não gosto de guerrinhas blogosféricas e muito menos participo ou sou conivente com elas.
São um bocadinho tristes, na realidade. Atrás do computador podemos ser muita coisa. O que interessa é cá fora.
Nunca fui doida pelo "Lost".
Não consegui ver um único episódio. Aborrecia-me.
Acho uma chachada posts com fotografias dos pés na areia e mãos a imitarem corações. Depende do estado de espírito. Mas prefiro gozar a minha felicidade com quem amo e não com a blogosfera.
Não posto outfits.
Áutequê? Ah, trapos, sim, quando são assim completamente fora do normal (como aqui) mas não me dá para essas coisas.
Aceito naturalmente que algumas pessoas não gostem da Pólo Norte (embora considere que têm mau gosto) como me regozijo com o facto de haver pessoas que simpatizam com a bicha.
Também acho piada à Pólo. E a mim. E gosto que gostem de mim, mas se não gostarem não perco o sono.
Regra geral, não pinto as unhas.
Só se for ao domingo e é para durarem umas boas semanas.
Não sou louca por saldos.
Confere, não tenho paciência para lutas por trapos nem para gente histérica.
Tenho pontas do cabelo espigadas.
É, eu também, até me dar na bolha e cortá-lo curtinho outra vez.
Não escrevo "lol".
Confere.  
Como frango assado com as mãos.
Não como carne há 15 anos. Mas quando comia frango, era à Luis XIV.
É raro comentar blogs mas leio todos os blogs dos quais sou seguidora (e são muitos).
Não sigo blogs, raramente comento, mas visito-os várias vezes.
Não gosto que me peçam para colocar "likes" em concursos chatos do facebook.
Nem eu, só se for por uma boa causa, tipo pararem de me atazanar os ouvidos.
Não leio blogs de pessoas das quais não gosto só para poder criticar.
Não conheço as pessoas dos blogs, se não gosto, não me dou ao trabalho, confere.
Sou desbocada.
Tem dias.
Não uso maquilhagem da MAC.
Confere.
Não vou a todos os festivais de Verão.
Gostava de ir, aqui não confere. Ah, confere porque não vou!
Acho que aquele Starbucks ao pé dos Pastéis de Belém é um atentado à boa cafetaria portuguesa.
E o café é uma treta.
Não cito Clarice Lispector.
Confere.
Lembro-me sempre que os pc's se podem desligar.
Ainda que o meu demore eternidades a fazê-lo.
Não percebo os bloggers que sofrem com comentários anónimos e não moderam a caixa de comentários.
Confere, não entendo.
Às vezes faço depilação com gilette.
Lâmina, que não faço publicidade.
Nunca comentei anonimamente (ainda que já me tenha apetecido).
Confere, até criei um mail do google para este blog para poder comentar o pessoal que só aprova comentários do blogger.
Não percebo nada do conceito de tumblr.
Nem do twitter, não acho piada. O tumblr é um fotolog organizado.
Da-me vontade de rir com o sobrenome da Olivia Palerma em vez de a olhar como um ícone de estilo.
E por isso não somos féchionistas.
Não ando sempre bem disposta (mas nunca perco o sentido de humor).
Tem dias, tem dias.
Dou calinadas.
Tantas...
Não fui ao Moda Lisboa.
Acho que o meu pai me levou uma vez quando era gaiata, mas se calhar era só uma passagem de modelos e não era a Moda Lisboa. Não faço ideia.
Tenho gases, às vezes arroto e acordo remelosa ocasionalmente (só para que conste que sou mesmo bardajona e não tenho qualquer glamour).
Sim, também sou humana.
As minhas maminhas são as de origem.
E continuarão a ser.
Não saio à noite para bares e discotecas todos os fins-de-semana.
Mas sei aproveitar Lisboa de mãos dadas com a metade.
Acordo com a cara inchada.
Não me vejo ao espelho quando acordo, nunca reparei.
Não aproveito amostras, posts patrocinados nem faço publicidade a marcas.
Este blog é pequenino, não é cobiçado para essas coisas.
Não compro "Melissas" porque tive umas Collibris em pequena e fiquei farta de sapatos de plástico.
E são horrorosas?
Não uso roupa interior da Hello Kitty.
Mas tenho umas cuequinhas com a Pucca.
Tenho um blog porque me divirto com ele. E porque me apetece.
Apesar de fazer/não fazer esta imensidão de coisas acima descritas respeito a liberdade de cada um postar o que entende e não sou crítica em relação a nada. Just doesn't fit me.
Faço sempre o que me dá na real gana.
Estou de bem com a vida.

 

E é isto...

publicado por Vita C às 12:39
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14
Jul 11

 

 

Sou adepta confessa da tecnologia facilitadora.
Chego ao ponto masoquista de gostar de preencher o IRS (meu e de outros) via internet, entrego o MIRR de olhos fechados, o Relatório Único é presença habitual nas lides laborais e, por isto tudo e mais algumas nerdices, considero-me bastante dotada nestas coisas de preencher e entregar documentos via electrónica.
Mas (pois, tem de vir um mas) o que eu não consigo entender é a história dos recibos verdes. Por motivos profissionais (dos bons) tenho de entregar hoje um recibo verde. Claro que me lembrei que a minha velha caderneta é agora obsoleta e imprestável. Então e agora? Já fui ao site das Finanças e já tenho um recibo verde electrónico em branco para depois ser recolhida a informação, porque isto de não entregar em mão ao cliente é muito esquisito. Ou não dispensa a entrega em papel e isto serve só para dar mais trabalho?

publicado por Vita C às 13:49
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11
Jul 11

Julho para mim é, de há três anos a esta parte, um mês de lamechices, muitos corações a voar pelas orelhas, borboletas a sairem pelos olhos e outras imagens delicodoces que me fazem ser particularmente feliz enquanto este momento durar.
Mas é também ao longo destes três anos que percebemos que o amor, que se vai fazendo ao longos dos quase 1095 dias que esta história já leva, é feito de muita pequena coisa.
Ora a minha metade está agora a ter aulas de inglês técnico e, ao contrário do que acontece com a condução, resolveu pedir-me ajuda com a questão. Assim sendo, desde sexta-feira que comunicamos quase exclusivamente em inglês. Está a ser uma experiência superdivertida e, acreditem, mais complexa do que se poderia imaginar. Porque uma coisa é debitar umas duas ou três frases ou a letra todinha de uma canção, outra é fazermo-nos entender perfeitamente. Quando chega a um ponto em que as palavras faltam (pimentos, como raio se diz pimentos em inglês?) é que são elas.

publicado por Vita C às 09:49
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08
Jul 11

Fica a sugestão e o convite. Continuo a achar que o lazer e a cultura também podem (e devem) ser acessíveis, sobretudo nestes tempos que se adivinham difíceis para a maioria das pessoas. Eu vou!

 

 

 

publicado por Vita C às 13:50
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07
Jul 11

 

Parece que o bicho está nos destaques do sapo.
Pronto, e este que era um espacinho solitário e recôndito, vê-se assim exposto à inspecção atenta, quiçá exigente, do pessoal que liga a estas coisas. Eu nem sei como é que eles escolhem (embora adore as reuniões de equipa), e reparem que eu até escrevo palavrões, de vez em quando, pensava que isso fazia com que houvesse assim uma espécie de eliminação automática ... mas pronto, é isto.
Muito obrigada, Pedro (e restante equipa). Não levo nada a mal se se arrependerem, mas fiquei muito contente (e surpreendida!).

publicado por Vita C às 13:38
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Os Coldplay tocaram às 22h (e picos). O som, do lado de cá da linha do comboio, era manhoso, até porque ter comboios a passar, a marginal pelo meio e ainda o som do outro palco a interferir não ajudou lá muito. Mas foi engraçado (lá está, foi engraçado, nada de arrebatador).  
Por mim o Alive está terminado. Ter bons concertos a horas proibitivas a dias de semana é muito aborrecido, senhores, porque não me parece que lá vá estar. A ver vamos, a ver vamos.

 

(e ainda não foi desta que os Coldplay me convenceram)

publicado por Vita C às 09:12

06
Jul 11

Não vou.
Mas também, senhores, o cartaz este ano, apesar de bom, não me convence a desembolsar tanto dinheiro (embora por quatro dias, cada dia ficava até a um preço simpático, para tanta coisa que queria ver). 
Mas Coldplay a esgotar um dia? Não desgosto, mas não me arrebatam. Nhé, ainda por cima a tocar às oito da noite (?!), o que lhes deu? Eu cá vou abrir bem as janelas à noite, se calhar ainda vou ao jardim cá da vila (Algés é uma vila de Oeiras que apenas é lembrada nesta altura, não é senhor Isaltino?), ouço na mesma e não gasto dinheiro. Até porque ao invés dos anos anteriores, não deu para meter férias nestes dias. Quero ver é a tourada que vai ser estacionar a carrinha...

 

No ano passado é que foi, oh se foi.

 

 

publicado por Vita C às 17:15
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