espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

31
Ago 11

- Onde gostavas de morar?

- Aqui [e aperta mais o abraço]

 

 

publicado por Vita C às 09:35

29
Ago 11

Visto o desafio em muitos sítios por essa blogosfera, resolveu Vita C contribuir com a sua parca sapiência e cultura literária:

 

1) Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existe. Já perdi as vezes que li os Cem anos de solidão do Gabriel García-Márquez.

 

2) Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Nunca recomecei a ler livros (em verdade, recomecei o Gulag, do Soljenitsyne, porque tive a infeliz ideia de o começar a ler no que era suposto ser uma viagem para férias). Mas existe um calcanhar de Aquiles, nunca consegui terminar O Jogo das Contas de Vidro, do Hermann Hesse. Teimosa como sou, chegou ao ponto de ler uma página por dia, mas admiti a derrota, a história, por mais bela, complexa, racional, surreal, blá blá, que seja, não me cativa.

 

3) Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?

Sem ler outros livros pelo meio? Não, acho que não. E daí, talvez o Bichos ou Os Novos Contos da Montanha, do Miguel Torga.

 

4) Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Tantos, por exemplo, O Triunfo dos Porcos, do George Orwell, acho que é uma grande falha minha, sobretudo depois de ter lido o 1984, O Admirável Mundo Novo, do Aldous Huxley e A Guerra das Salamandras, do Karel Capek.
 
5) Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Vários, desde o final dos Cem anos de solidão, em que tenho sempre a sensação de levar um valente soco no estômago, ao final de O Perfume, do Patrick Süskind.
 
6) Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Tinha. Lia um bocadinho de tudo, desde banda desenhada a enciclopédias (que, embora cientificamente ultrapassadas, ainda guardo). O meu primeiro livro foi um livro chamado Porquê? e que tentava mitigar a curiosidade infantil, ainda que sem sucesso. Devorava as aventuras d'Os Cinco e cheguei ao ponto de ler os livros da primária todos os anos antes das aulas começarem (os meus e os do meu irmão).
 
7) Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
A Montanha Mágica, do Thomas Mann. Sem ponta de dúvida. A história é muito boa, a escrita até cativa, mas quando aquilo começa a entrar na metafísica e tenta conjugar essa metafísica com o romantismo da personagem, enfim, não me tocou particularmente. A sensação, quando terminei o livro (e o livro é relativamente gordo e forte) foi "é só isto?". Não que os livros tenham de ser gordos para ser bons, como O Principezinho, de Saint-Exupéry, o Não há longe nem distância, do Richard Bach, ou o Ninguém e o Pássaro Azul do Fernando Cardoso (este último, recordo agora, é também da minha infância)
 
8) Indica alguns dos teus livros preferidos.
Passando a injustiça da escolha, são muitos, mas aponto Os Lobos,  do Hans Helmut Kirst e, claro, os Cem Anos de Solidão, do García-Márquez.
 
9) Que livro estás a ler neste momento?
Terminei ontem o A feast for Crows, do George R. R. Martin (inserido na saga A song of ice and fire).
 
E já está.
publicado por Vita C às 09:27

26
Ago 11

Há uns dias, em conversa com o primo que faz regularmente viagens de expresso, falou-me de um filme que tinha visto durante uma dessas viagens. Céptica que sou, achei muito estranho ouvir falar tão bem de um filme cuja finalidade (como a de quase todos os filmes que passam na pequena televisão dos expressos) seria parecida à de encher chouriços. Mas ouvindo a história, pareceu-me curioso.

Vi O Homem da Terra na semana passada. E efectivamente, era tudo o que o meu primo me tinha prometido. Não roçando a genialidade, é um filme que vive (mais do que sobrevive) exclusivamente do argumento e dos actores e da realização. Não há tiros, perseguições policiais, efeitos especiais, sexo, conspirações, nada disso. Trata-se de uma história surreal, narrada quase na totalidade dentro das quatro paredes de uma sala. E isto, para mim, é o triunfo da simplicidade sobre a maquilhagem excessiva.

 

publicado por Vita C às 09:11
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23
Ago 11

Lá acabei por fazer alguma coisa.
Como não sou particularmente hipócrita ao ponto de oferecer o meu ombro a quem penso que o não merece, mas também não sou desumana ao ponto de cagar de alto para as pessoas quando estão notoriamente com problemas, resolvi apaziguar a minha consciência da forma mais útil possível: como o Big Boss já andava a espumar de desespero com a moça, acho que ontem, sem ela saber (porque ainda está de férias), lhe salvei o emprego (pelo menos por mais alguns meses). É que era mesmo o que ela não precisava, passar de casada a solteira e de empregada a desempregada tudo na mesma semana...

E pronto, lá se reconciliou o meu dito mau feitio com a minha bela veia de samaritana escondida.

(e dizem-me pérolas do género "que raio de psicóloga és tu?", ao que eu respondo que, infelizmente, não exerço tanto como gostaria e o meu lado pessoal e profissional, por mais intrincados que estejam, nunca me livraram do meu feitio, trabalho é trabalho, conhaque é conhaque) 

publicado por Vita C às 14:17

22
Ago 11

 

Imaginem que trabalham numa empresa onde fazem alguma falta. São 3 pessoas no escritório, contando com o Big Boss. Imaginem também que são a ponte de ligação entre o escritório, as autoridades competentes na vossa área de actuação e os clientes. Imaginem que além do vosso Big Boss, a outra pessoa é uma colega que não vos é particularmente próxima. Estão então situados?
Agora imaginem que estão de férias, tendo deixado no escritório o telemóvel da empresa, o carro da empresa estacionado, e tendo passado para a vossa colega toda a informação necessária para que os processos decorram sem problemas. Ainda assim, estão algures entre Constância e Portalegre e recebem uma chamada muito preocupada dessa mesma colega porque não encontra, por exemplo, um documento necessário mas que se encontra num dossier devidamente identificado e que faz parte dos anexos de todos os PTSS que saem da empresa (sendo que os anexos são preparados pela vossa colega). Atendem o telefone, explicam onde está, desejam bom trabalho e voltam para as vossas férias relativamente descansados.
Chegam de férias e encontram uma lista de coisas para fazer deixada pela vossa colega. Entretanto apercebem-se de que a vossa colega fez algumas borradas, como enviar contratos por correios e esquecer-se de enviar a 2ª via e todos os anexos, enviar contratos sem estarem devidamente assinados, etc.. Resolvem então telefonar-lhe, uma vez que o precedente estava aberto. O telefone toca, toca, e nada. Deixam para o dia seguinte. No dia seguinte o voicemail dá-vos a seguinte indicação, com a voz da vossa colega: “Estou de férias, quando regressar a Lisboa entro em contacto”. Hmm, pensam vocês, mas que bela prenda que me saiu. Todavia, passado um dia, recebem a informação de que o número de contacto da vossa colega já se encontra disponível. Como já resolveram a situação, deixam andar.
Agora imaginem que a vossa colega vos envia uma sms na 6ª feira à noite a explicar que sabia que tinham contactado mas que estava numa situação complicada porque o companheiro tinha saído de casa. O que fazem?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(nada)

 

publicado por Vita C às 10:37

Não estou em minha casa e onde estou não tenho net. O meu portátil morreu. Estive quase duas semanas sem vir à net (e não só sobrevivi como até gostei).
Por isso, agora tenho muito Mafia Wars para pôr em dia, muito sono para pôr em dia, muito trabalhinho para fazer e afins. Livros para ler (agora estou a acabar o A feast for crows). Essas coisas que me dão realmente prazer. Por uns instantes, até a crise me passa ao lado.
Assim, até estar na minha bela casa, que está ainda em obras e temo que comece a assemelhar-se às perpétuas obras de Sant'Engrácia, os meus posts serão um pouco mais escassos. Digo eu, que amanhã até me pode cair um ramo em cima e voltar-me o tema de conversa...

publicado por Vita C às 10:04
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16
Ago 11

Num dos dias de férias passados a escolher coisas para a casa, embarquei numa longa visita a uma superfície comercial, ver trilhentas coisas, escolher bem menos que essas tantas e sempre a mirar as etiquetas de preço. Ora estava eu nessa tal superfície comercial e começamos a ver a parte dos azulejos e das barras e dos pavimentos e o camandro (eu sou muito pouco mulher nessas coisas, não é que não tenha gosto em ver as coisas bonitas, mas simplesmente não tenho paciência para infinitas combinações e, sobretudo, quando as infinitas combinações são barradas por um orçamento bem finito).
Barrinha de azulejos para a direita, barrinha de azulejos para a esquerda e chegamos à conclusão que sem a ajuda de gente experiente não nos desenrascamos. A rapariga da secção de Cerâmica atendeu-nos como vem no melhor manual do mundo: com atenção, gosto, empenho, sem nos levar para o mais caro da loja mas sem nos despachar porque não temos ar de ter uma vivenda gigantesca a precisar de azulejo e pavimento. E mesmo quando outros clientes a começaram a olhar e a desesperar porque "o raio da moça não se despacha" (ouvi isto, sim), ela continuou a esclarecer, a fazer o orçamento, a dar ideias e sugestões bem pertinentes. Não gosto de gente que ocupa os vendedores por tempo mais do que o necessário, mas, se estamos a comprar algo que implica um certo esforço financeiro, precisamos mesmo de ter a certeza de que é a melhor compra. Acreditem, eu sei. Fui vendedora por tempo suficiente para quase vos catalogar quando vocês vão às compras. E garanto-vos que não ocupámos a moça por demasiado tempo.
Passada a linha de caixas, fui ao balcão pedir o livro de louvor. A rapariga olhou-me incrédula. De louvor? Perguntei se não tinham, dado o espanto. Mas tinha, só que ninguém ainda o tinha pedido. Claro, que para reclamar estamos cá todos. Para louvar e dizer bem de quem faz competentemente o seu trabalho, a história é outra. E não, a moça não fez mais do que o seu trabalho. Mas atentemos à nossa volta, e de quanta gente podemos dizer que o faz de forma simpática e eficiente? E a quanta gente não pagam o mesmo para serem macambúzios antipáticos à deriva pelas lojas? E tão fácil que é dizer mal quando nos sentimos indignados e parece ser tão difícil dispendermos o mesmo tempo quando ficamos satisfeitos. Todos gostamos de feedback positivo.
Ah, a propósito, a loja em questão é o Leroy Merlin de Alfragide, e foi mesmo lá que comprei o pavimento e os azulejos.

publicado por Vita C às 16:56

01
Ago 11

É com isto que me brindas no primeiro dia de férias? Chuva frio e vento?
Ide-vos catar, pá!

publicado por Vita C às 17:13

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