espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

29
Dez 11
And so we're told this is the golden age
And gold is the reason for the wars we wage
publicado por Vita C às 09:40
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26
Dez 11

Eis que vem ao mundo a metáfora do Amor, sob a forma de uma criança nascida em 4 a.C. presumivelmente em Setembro, mas a data certa não é particularmente relevante. Não sendo o Natal o momento da fé cristã por excelência (esse é-o a Páscoa), é este o momento de introspecção e renovação interior.
Além dos presentes, além da árvore de natal e das luzinhas, além da crise. Além de tudo isso, muito para além desses medonhos monstros, há o amor.

Crentes, ou não, não importa, todos queremos amor.
A todos que por aqui passam, o meu desejo de muito amor: amor próprio, amor da família (a escolhida e a que não escolhemos), amor dos amigos, amor aos outros, e amor à vida, esta que teima por vezes em deitar-nos abaixo.

 

Feliz Natal, que este não se esgota numa noite por ano...

publicado por Vita C às 16:08
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20
Dez 11

Basicamente, é isto, sentido na pele, na minha e dos meus, mais vezes do que deveria acontecer.
Não sei o que são presentes de Natal este ano, há meses que não recebo no dia certo nem na semana certa, estou a dormir num colchão de campismo roto há mais de três meses, janto sopa quase todos os dias (nos outros como torradas), não corto o cabelo há mais de um ano, estou a adiar consultas vai para quase dois anos, tenho a casa empacotada porque não tenho dinheiro para comprar móveis. Uma das minhas melhores amigas perde o emprego no fim deste mês, eu quase perdi o meu na sexta-feira, não vou ao multibanco há uma semana para não cair redonda no chão.

Por isso, dispensa-se a tradicional lenga-lenga de wishlists e de os centros comerciais estarem a abarrotar de gente. Não me toca, essa crise...
É que apesar de tudo, e mais importante que tudo, vou ter Natal, com N bem grande, vou ter a minha família perto, o meu amor junto ao coração e todos os dias acredito que sou feliz. E nisso, sou imensamente rica.

publicado por Vita C às 11:12

12
Dez 11

Acabei de ler Clarabóia, e fiquei com aquela sensação peculiar que me assoma quando termino um livro dele. Um "caramba" que se me estremece, uma saudade pelos livros que não mais virão. Um espanto deslumbrado, quase infantil. E tanta coisa que leio, só com Saramago e García Márquez me dá este aperto quase reverente, indizível.  

(fica-me a faltar ler pouca coisa dele, os mais antigos, antes do Levantado do Chão) 

publicado por Vita C às 13:24
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09
Dez 11

E a rádio oferta-me longos minutos da Yellow Ledbetter ... Não há direito!

 

(queria dissecar a minha revolta com o feriado de 08 de Dezembro, com o dogma da imaculada concepção de Maria, com o retrocesso com que alguns padres resolvem carregar as suas homilias e que, de forma não surpreendente, os leva a perder fiéis, dá vontade de os abanar: pouco importa que Maria e José tenham pinocado antes ou depois do nascimento de Jesus, importa sim, para a figura mariana, a devoção com que abraçou e aceitou o destino do filho, e que "virgem" não era a palavra aramaica originalmente utilizada, mas sim "jovem mulher", e que isto não me foi explicado pelo livro do José Rodrigues dos Santos que a Igreja olha de lado mas sim pelos meus catequistas e pelo meu adorado Padre Chico, que me abraça a fé nos dias de hoje e que me autorizou não só a desmistificar Adão e Eva aos meus catequizandos como também a explicar que o sexo é bom e faz bem quando apimentado com amor, amor a sério, que tira completamente qualquer significado à horrorosa noção de pecado original, essa coisa execrável que alguns padres insistem em afirmar: que nascemos pecadores por causa de um fruto de uma árvore e de uma serpente, porra pá, esta não é a minha Igreja, a minha é aberta, tolerante, e o seu modernismo não se traduz apenas nas novas igrejas que inauguram, porra pá, é por estas merdas que quando digo que sou católica me olham como se fosse uma tontinha sem raciocício, porra pá, cresçam!, queria dizer tudo isto e mais, mas fiquei hipnotizada ... )

publicado por Vita C às 11:42
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05
Dez 11

Não há presente maior que este, o descanso nos braços amados, a segurança fugaz num momento que é válido porque se encaixa no momento anterior e proporciona o momento seguinte.
Às vezes, nas conversas com o espelho, pergunto-me da minha sorte em fazer parte de um amor como este, "tão capaz e tão maior" do que as palavras, "eu, que me comovo por tudo e por nada" e sou capaz de me perder a tentar adivinhar esta qualidade indizível.
Depois fico. Apenas fico, feliz e satisfeita por esta dádiva que somos, que não entendo racionalmente e não sei explicar, mas aceito-a com ambas as mãos, abertas, para não prender. O amor sustenta, não prende. Apenas é, e faz-se sendo. Não que saiba muita coisa, disto que é o amor. Saber não sei, mas sinto-o todos os dias... 

 

(i feel safe in New York City)

 

publicado por Vita C às 12:24
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