espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

12
Jan 14

Sou frontalmente contra o aborto. Não há cá paninhos quentes de chamar a coisa de interrupção voluntária da gravidez, é um aborto e ponto final. Creio que apostar na desresponsabilização do aborto nos induz a uma generalização da irresponsabilidade. Porque efectivamente, somos donas do nosso corpo não apenas para abortar, mas também para termos dois dedinhos de testa sobre quando abrir e quando fechar as pernas, sobre tomar um anti-concepcional, etc.. Mas de facto, não nos compete ser puristas sobre levar a cabo uma gravidez em que exista risco de vida da mãe ou do bebé, ou que resulte de uma violação. Nestes casos consigo ponderar de forma diferente.

Só que, mesmo assim, prefiro pactuar passivamente com uma mulher irresponsável do que ser pactuar com a existência de uma criança indesejada e que não irá ser amada e será vista como um fardo e não como uma benção. Portanto, entre um mal e o outro, aqui sim, dever-se-á levar em conta o supremo bem da criança, essa figura jurídica e de estilo que a maior parte das vezes só se ouve quando nos convém.

Isto a propósito de (mais) um post da Rititi, com o qual não concordo na integra (até porque lá está, eu sou católica e tenho dois dedos de testa para reflectir, inflama-me a sobregeneralização estereotipada), mas a quem esta humilde escrevinhadora reconhece capacidade de distinguir o essencial do acessório.

 

publicado por Vita C às 14:40
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