espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

17
Jul 15

 

A Sao costuma relatar algumas histórias dos seus inquilinos. Ora Vita C, que está procurando mudar de casa, resolveu equilibrar as coisas. Seguem-se frases ouvidas por estas orelhinhas durante este processo (que ainda nao terminou):

 

- Ah, eu nem passo recibos, ficamos assim combinados, está? Quanto muito baixo a renda assim uns vinte euritos. Vinte euritos é dinheiro!

Claro que é. Mas se lhe apetecer dar-me um chuto no real traseiro vinte euros nem sao assim tanto e eu gosto muto de dormir sossegada com tecto sobre a tola. Obrigado, só que nao...

 

- Aquilo ali é só uma fugazinha de gás, os gajos da companhia nem me deixam em paz, por isso os contratos ficam sempre em meu nome. Pois pá, aquilo ate é seguro, querem que mude o que, afinal? Aquilo nao dá! E é só uma fugazita, nem incomoda ninguém.

Pois acredito. A mim é que nem incomoda nada, deixe-me só ir andando ali para a porta da rua. Tchauzinho, sim?

 

- Ah, isto é só pintar (imensas manchas de humidade num canto da parede) e está óptimo, a casinha é nova!

Nova desde ha uns anos largos, tudo bem, mas eu por acaso até uso lentes de contacto e cinzento nao é bem a minha cor favorita para as paredes...

 

(outras se seguirao)

publicado por Vita C às 15:37
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08
Jul 15

Eu sou aquela pessoa que a assinar as centenas de notas que crio diariamente, por vezes dou por mim a digitar o meu apelido de forma diferente, em vez de Baptista escrevo

 

...

...

 

Batpista (Vita C em alta velocidade)

 

ou, ainda melhor

 

Baptosta (Vita C em modo esfomeado)

 

 

(suspiro)

 

publicado por Vita C às 17:18
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06
Jul 15

Custa-me a crer nas falácias fáceis e hipócritas.

Como se o referendo na Grécia fosse um impor de termos aos restantes países da zona euro, assim um zé povinho dixit "Ah e tal, nós queremos ajuda mas nos termos que nos interessar definir". 

Esta é uma mentira pegada e quem espalha esta farsa nem sequer o pode fazer de boa fé. A Grécia precisa e necessita urgentemente de solidariedade europeia, é certo. Ainda assim, tem o direito de rejeitar, recusar e banir termos que nem se ficam por ser indignos, na verdade, trata-se de terrorismo social.

Por outro lado (e é este o lado que os falaciosos da Europa se esquecem de apresentar), agora a Grécia tem de apresentar propostas concretas, exequíveis e convincentes de forma a conseguir manter-se na zona euro (se assim desejar) ou arcar com as consequencias de se afastar dessa mesma zona. E, como em tudo o que envolve política, o dinheiro éque manda.

O referendo grego nao foi uma irresponsabilidade, uma birra ou uma criancice. Foi, verdadeiramente, uma aula de democracia e coragem política. Os gregos rejeitaram um caminho e agora terao de criar um percurso alternativo. Deixemo-nos de falácias e palas políticas. Portugal teria algo a aprender com este exemplo. 

 

(porque será que os referendos helvéticos conseguem reunir imenso consenso e sao vistos como ponto de honra da democracia e os helénicos nao?)

publicado por Vita C às 09:23
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