espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

07
Fev 10

Domingo. Dia de dormir até tarde. Ou então não, quando se tem projectos mais importantes para pôr em dia. Como hoje.

Despertador acertado, levantar cedo, cedinho, para ir ao café com a minha homónima preferida. Como se tivessemos estado juntas ontem, como se o tempo nem importasse. E os risos, senhores, os risos e as histórias que recordamos. Ao fim e ao cabo, conhecemo-nos de pequenas, ainda pitas aos pulos e a chamar rapazes engraçados por nomes de código, às voltas no recreio da escola. E depois a aventura no bairro que se tornou a minha segunda casa, e hoje mostrou-me, mais uma vez, como um simples bairro a fazer de casa emprestada, se tornou um lar, onde me sinto em paz de cada vez que lá regresso.
 

E a chuva, vista do metro do campo grande, a brindar-me com o cheiro das castanhas, enquanto eu olhava para as gotas a cair pela parede. Tudo o que é inestético pode ser belo, dependendo do prisma a que nos dispomos a adoptar.

E a tarde, a tarde com ele, como se as palavras alguma vez nos pudessem descrever. Ouvir o riso é valioso, mas não é nada, comparado com esta tarde no Chiado, entre a Bertrand e os mojitos, entre os candeeiros e as conversas à porta das lojas.

Há pessoas, sim, e há dias. E que estes dias fiquem bem guardados cá dentro, para os trazer a mim quando houver nuvens.

publicado por Vita C às 21:56

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