espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

24
Abr 17

Vita C, no caminho para levar metade ao trabalho. Sábado, ali antes de chegar ao Principe Real, para quem vem do Rato. Uma fila horrorosa. Pára arranca. Turistas por tudo o que é lado. Um desafio para a paciência de qualquer um.

Eis senão quando um senhor, em contramão, se abeira de mim, pela esquerda (repito, em contramão!). Abro o vidro, e ele "Ah, eu queria virar à direita, deixe-me passar". Portanto, ele vem pela esquerda, e quer que eu o deixe passar porque ele vai dirar à direita. Certo.

Senhores, sou um doce a conduzir. Talvez nao um doce, mas sou civilizada. Educada. Nunca resmungo de janela aberta. 

"Pois se quer virar à direita, entao talvez o melhor seja estar na fila". E fechei o vidro. Há poucas coisas que me irritam mais do que o chico-espertismo...

 

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publicado por Vita C às 16:16

20
Jan 17

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publicado por Vita C às 16:20
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14
Set 16

O que raio é um "obsesso"?!?! 

publicado por Vita C às 14:13
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30
Jul 16

 

 

Todos os meses emito recibos das consultas relativas ao consultório. Todos os meses, entro no portal das finanças, esse antro de perdição para quem não percebe nada de burocracia, insiro os dados, confirmo os dados, guardo os recibos, envio os recibos. É uma tarefa morosa e algo longa que deixo sempre para o último sábado do mês. É hoje. Então, em vez de começar já a passar recibos, resolvi procrastinar e descarregar aqui e ventilar a minha embirração com a burocracia. 

 

Entenda-se, eu sou adepta da emissão de recibos, acho que a fiscalidade deve ser o mais rigorosa possível e não me passa pela cabeça não passar recibos que comprovam a minha actividade profissional enquanto independente (os recibos de vencimento obviamente atestam a actividade dependente). 
O que eu gostaria mesmo era de podermos armazenar dados no Portal das Finanças que permitissem emitir recibos que já estivessem pré-preenchidos com dados que tivessemos guardados (como acontece com as transferências frequentes nalgumas operações bancárias online). Isto seria um sucesso! 

publicado por Vita C às 19:39

10
Jun 16

Vai Vita C fresquinha e cheia de vontade para o trabalho (quem nao gosta de trabalhar a um feriado?), admirando a placidez bucólica da inexistência do trânsito, quase se adivinhavam vaquinhas no horizonte quando, eis senao quando, se apercebe de um outro veículo na estrada.

Daqueles carros cujos condutores travam nas lombas. Travam nao, param. Totalmente. Nem é o abrandar prudente de quem nao quer maltratar os pneus, os amortecedores e tudo e tudo, é aquele parar de imobilizar, re-engatar a primeira e continuar a andar. Até a proxima lomba. Ora na minha zona há várias lombas. Eventualmente demasiadas. E a cada cinco metros lá ia o carro parando. Totalmente. E depois andava até a lomba seguinte. E parava. Totalmente. E nem sequer era daqueles carros novinhos em folha, ou semi-novinhos em folha. Nao, era um carro que, tal como o meu, estava ali em plena fase adolescente (embora claramente mais bem tratado que o meu, que me chegou em fase moribunda). 

Nao dá para ultrapassar em seguranca e, por isso que remédio tive eu senao parar em todas as lombas. Totalmente. 

E o que isto me irrita, logo pela matina, hum?

publicado por Vita C às 10:06

27
Jan 16

... para nao dizer um chorrilho de palavroes daqueles mesmo bárbaros e grossos, depois de ter lido isto.  Ainda estou aqui a processar para que o meu cérebro tente compreender.

Quem vai lendo este blog sabe que eu sou fervorosamente contra touradas, como escrevi aqui e aqui. Acho uma parvoíce cruel e desnecessária. Por mim, abolia-se a tourada e ponto final. No entanto, sou capaz de compreender que há pessoas que nao tem o mesmo afecto e respeito pelos animais que eu tenho... 

 

Ver imagem original

 

Mas quando a esta idiotice se junta o levar para a arena uma miúda pequena e tourear com ela ao colo, bom, isto já me parece roçar a estupidez e irresponsabilidade. Tal como a tourada em si, o argumento esconde-se atrás do que é "tradição". Seja lá isso que for, parece justificar todo um rol de comportamentos absurdos. Aqui já nem se trata do bem estar do animal, mas sim da simples segurança da criança. Como este gesto absolutamente criminoso pode ser defendido por toda uma classe profissional, espanta-me.  

E que nao haja o habitual blá blá que há coisas piores a acontecer no mundo. Tudo bem, haverá certamente bizarrias e barbáries a acontecer todos os dias. Ainda assim, nao será por isso que nao deixo de ver o que acontece mesmo aqui ao lado. E se eu já tinha pouquíssima paciência para touradas e aficionados, agora perdi-a completamente...

publicado por Vita C às 10:31
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22
Jan 16

Hoje no trabalho, enquanto transfiro uma chamada relativa a um caso em que existe risco de auto-mutilacao e ideacao suicida (bem vindos ao meu dia a dia):

 

Vita C - Hi T., just to let you know X. called for you, she would be expecting a callback.

Colega (ainda nao decidi se só estranha ou se também idiota) - But did you try to transfer her to me?

Vita C - ... I tried to...

Colega (cada vez mais idiota) - I was here!

Vita C (apenas em pensamento) - Yes, I am sabotaging your work on purpose... by now you should know this.... I want our clients dead, dead, dead...

 

 

 

 

publicado por Vita C às 12:28

17
Dez 15

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Volta e meia deparo com esta questao existencial gravíssima em diversos sítios por esta internet e blogosfera. E eu percebo, as pessoas querem aparecer lindas, esbeltas, especiais, etc., e tal. 

Só que, pergunto-me eu, nao é suposto a farpela ser o menos do Natal? Ou seja, isto nao é sobre amor, familia, paz e coiso e tal? A sério que o drama é sobre se uma saia preta fica bem ou mal com uma camisola vermelha e que maquilhagem usar? Estamos a confundir o Natal com a passagem de ano (ou com o Carnaval)? 

Ah, Vita C, tu nao sabes como sao as famílias hoje em dia, analisam tudo, criticam tudo, bla bla bla. Entao nao sao famíilia e o que elas criticam nao me interessa. Eu passo o Natal com aqueles que me dizem algo, me estimam, confortam e apoiam independentemente do que vestir. Por isso, claro que prefiro estar apresentável. Mas nao me tira o sono se eles nao gostarem da minha indumentária, nao preciso de os impressionar.

Mas pronto, voces lá sabem, se preferem que alguem vos diga como se vestirem em vez de andarem como querem...

 

publicado por Vita C às 11:39
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26
Nov 15

Aqui está um dos melhores textos que já li sobre o assunto. Hilariante, elucidativo e esclarecedor. 

 

SERÁ QE ALGUM DIA XEGAREMUX A EXTA PERFAISAUM?

 

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.
O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” – pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

 

Maria Clara Assunção, no Observatório da Língua Portuguesa

publicado por Vita C às 11:20

16
Set 15

Lembram-se de andar a brincar aos cúmulos? Pois eu descobri um cúmulo ontem... só que não sei de quê! Ontem descobri um blog em que a pessoa refere que ler é o seu maior vício. E escreve "trançinhas", "voçê" e "françês". 

Estou confusa...

 

publicado por Vita C às 12:07
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