espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

10
Jan 11

1) Live on Ten Legs

 

Os suspeitos do costume agora andam Live on Ten Legs. Agora, no sentido literal. Na Radar FMIsto sai dia 17 deste mês. Eu quero, mas muito e tanto. 20 aninhos não é todos os dias. Oh, lame me...

 

2) Da "escolha"

 

Andei num colégio até ao 8º ano. Da pré à 4ª classe até tinha farda, e depois mudaram-me para um colégio na Lapa, um daqueles todos pipis. Ah, que é caro, pois era. E não havia apoios. Por isso é que me intriga a gente que agora anda com uma velinha na mão a falar do direito de poder escolher os colégios e que o Estado deve apoiar os privados.

Mas andamos todos a dormir? Todos criticamos a chulice que se faz ao Estado e queremos pagar (ou chular) na mesma moeda?
O Estado deve (do verbo dever, de ter uma obrigação, de lhe ser exigível) garantir a qualidade no ensino público, não apenas das infra-estruturas que lhe estão afectas, mas também em todo o contexto escolar. Podemos exigir ao Estado bons professores, boas refeições aos alunos, boas condições nas aulas, material pedagógico actualizado, entre outras coisas.
Mas se optamos por um estabelecimento de ensino privado, o que podemos exigir ao Estado, pelo menos de consciência tranquila, senão que se cumpra a lei dentro desse estabelecimento? Exijamos, sim, mas a esse privado a quem pagamos. Porque, precisamente, pagamos para isso. Mas atenção, porque escolhemos pagar.

Se eu tiver um seguro de saúde, posso ir a um desses hospitais também pipis, em que a única diferença é a decoração e a farda das senhoras que lá estão a atender. É isso que se paga. E se não gostarmos, reclamamos ao Estado, é? E se não tivermos seguro de saúde e quisermos lá ir, pedimos ao Estado, é?
Claro, podemos pedir ao Estado que nos dê dinheiro para pagarmos um colégio para os nossos filhos. Mas, se o fizéssemos, e se esse apoio pecuniário fosse significativo, como poderíamos então reclamar do Estado das condições do ensino público? Direito a escolher? Tanto como eu tenho direito a escolher receber 2.500,00 euros, e isso não acontece, mas a culpa não é do Estado.


Acredito que o Estado tem um papel determinante na Saúde e no Ensino, público e preferencialmente gratuito, e aí sim, deveríamos ser exigentes. Mas com pés e cabeça, reclamar só porque reclamar é o que toda a gente quer fazer agora tem tanto impacto como cuspir para o ar no meio de uma borrasca. Que é basicamente nenhum.

publicado por Vita C às 11:58

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