espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

29
Mar 12

Tinha pensado escrever hoje um qualquer post sobre o meu pai, que hoje debanda para Ourique, ver a especial do Rally de Portugal, ele que chegou a participar e adora conduzir. Ele, que apesar de não ter direito a post do dia do pai, é a única companhia possível para os Mayday, Mayday (descobrimos no domingo que ambos adoramos e não perdemos nem um). E até era um post jeitoso, entre o lamechas e o humor peculiar que me caracteriza.
Era sobre isso que eu queria escrever.

Mas vou ter de me despedir do primo Zezinho, que a bem dizer, era primo do meu irmão, e que a bem dizer tinha mais de 40 anos e portanto, dispensaria o diminutivo. Mas era como se fosse meu primo e será sempre o Zezinho. O Zezinho, que teve uma vida tramada, lixada até, sofreu um desgosto como eu nunca imaginaria, sobreviveu e agarrou-se à vida para tentar ser feliz, e que passou os últimos anos numa cadeira de rodas e sempre entre a alegria de viver e a revolta de saber o que seguiria.

publicado por Vita C às 11:33
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4 comentários:
Estas pessoas de "inhos" não tem nada a não ser mesmo o diminuitivo... Há cerca de 2 semanas atrás quando fui ao Hosp de Santa Marta à minha consulta da asma, reparei numa senhora mulata, com o seu lenço enrolado na cabeça, que saiu disparada de um autocarro, literalmente a sprintar até ao fundo da rua, para atravessar na passadeira e ir para a paragem de autocarrro no separador central da avenida... tudo isto sozinha e numa cadeira de rodas! Isto sim é força!
soumaiseu a 30 de Março de 2012 às 10:57

Aprendemos sempre com a forma como os outros se superam... O que a mim me custou é que durante anos nos habituámos a ver a pessoa como doente, mas raramente pensámos neste momento em que morre. É uma atitude um bocado egoísta, claro, mas não é natural os pais perderem os filhos, nem as pessoas passarem por tamanho sofrimento...
Mas enquanto cá esteve, deixou-nos boquiaberto com a sua forma de estar. E lá está, é retirar a lição e andar para a frente. Há que aproveitar o tempo que temos. Sempre.
Vita C a 31 de Março de 2012 às 22:17

Só para dizer que também gosto do Mayday, Mayday... eu que cada ve tenho mais medo de voar, mas aprecio principalmente a nota positiva com que acabam o programa anunciando que graças àquele acidente as viagens se tornaram mais seguras porque desenvolveram práticas e instrumentos que impedem que tais acidentes se repitam... no entanto, cada vez tenho mais medo...

Lamento a perda, claro.
João a 31 de Março de 2012 às 18:34

Eu quando fui à Madeira, a trabalho e lazer, fui pela TAP e apanhei um piloto que ao comunicar com a cabine parecia passado, a imitar o Apu, dos Simpsons. Se soubesse o que sei hoje, não tenho a certeza que iria tão descontraída... De resto, o avião parece que é o meio de transporte mais seguro do mundo. Nunca pensei que fosse tão complexo. E falível. Sobretudo assusta-me mais a falha humana do que a tecnológica. Mas medo não tenho, eu é mesmo fobia de comboios. Devo ser das poucas pessoas que nunca sonhou com um inter-rail... Quanto à perda, é uma questão de perspectiva à la Lavoisier, tudo se transforma ou, como diriam uns senhores já desaparecidos (embora vivos e de boa saúde), "transforma o fraco em coisa forte porque tudo se renova".
Vita C a 31 de Março de 2012 às 22:21

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