espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

26
Set 12

Já escrevi noutras ocasiões que não acredito nestas medidas, neste governo, e que me sinto envergonhada e enraivecida por estes e todos os outros discursos.

Canso-me desta indignação diária, destas passas do Algarve todos os dias, ainda mais na semana que precede o fim do mês e sem saber se o dinheiro cai na conta, de facto, e como deveria, no prazo correcto. Canso-me desta gente, destes políticos, que não sabem distinguir entre uma pergunta aberta e uma pergunta fechada, que arranjam formas descabidas de evitar compromissos, que não têm nem sabem o que é ter palavra e que, com uma cara de pau do tamanho do Corcovado ainda dizem que entendem as dificuldades que os portugueses passam. Estes políticos enojam-me, ofendem-me e, como os espanhóis, eu digo, "Não me representam", aliás, "Não nos representam", que é bem mais democrático. Não caiamos, contudo, no erro de ir a correr botar a responsável cruzinha no Dr. Inseguro, que também ele é assim, sem sal, sem esperança, raposo manhoso. Nem de contar com o papel intercessor do Dr. Aníbal, o morto-vivo mais bem pago do país.

Neste momento, Portugal, o país que eu amo, o mais belo do (meu) mundo, é um país de merda. Lamento ter de o dizer. Governo de merda, que não sabe nem fazer contas nem bater o pé e respeitar o povo, que é, tem de ser, tem mesmo de ser, quem mais ordena. Empresas geridas por pessoas de merda, que comparam o não poderem continuar a gastar 200 euros por semana em compras com o chegar de manhã ao frigorifico e vê-lo humildemente vazio e não ter esse valor por mês para comida. Europa de merda, que vê números, números, e nada de gente, pessoas, que têm frio, e fome, e sede, e desesperança, essa doença letal que nos corrói por dentro.

Estamos num ponto cego, sem soluções dentro do quadro democrático, porque a política já não é por nós nem para nós, é contra nós e a favor deles. Política e honestidade, infelizmente, são como azeite e água.

Sábado, pela primeira vez, e com 64 anos de respeitosa idade, a minha mãe acompanhar-me-á à manifestação. Porque também ela, que sempre foi de direita, ao contrário da filha, está farta, desiludida, e sem esperança. E isto senhores, isto, é o pior que me podem fazer, é fazer-me ver a minha mãe envelhecer mais rápido e mais pobre após anos a trabalhar e a descontar, é mudarem-lhe as regras do jogo ao chegar à meta. Isto senhores, não vos perdoo. Acuso-vos. Responsabilizo-vos.

publicado por Vita C às 09:44
Etiquetas:

Palavras para quê............

Beijo!

São!
soumaiseu a 27 de Setembro de 2012 às 18:50

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


Setembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
14
15

16
17
19
20
21
22

23
25
27
29

30


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

30 seguidores

pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO