espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

03
Out 13

 

Nas últimas semanas, tenho respondido a vários anúncios de emprego. Fui a diversas entrevistas e, num dos sítios, fiquei colocada. Com contrato (aqui introduzir fogo de artifício mental).

Basicamente, iria ser monitora facilitadora de Actividades Extra Curriculares, funções que já desempenhei anteriormente. Um part-time de uma hora de manhã e outra à tarde, a 20 km de casa, a ganhar 8,30€ por hora. Um projecto engraçado, de promoção de competências emocionais a crianças, e que já se encontrava aprovada há pelo menos seis anos, com financiamente da Câmara Municipal respectiva. 

A entrevista foi a uma segunda-feira, com o coordenador pedagógico do agrupamento, que me disse que, sem falta, me daria a confirmação, ou não, da contratação até ao final da terça-feira seguinte. Portanto, uma janela de 24 horas. Passou-se o resto de segunda-feira, de terça-feira, de quarta-feira e, tcharan, na quinta-feira recebo um telefonema a perguntar se ainda estaria interessada pois queriam contar comigo. Bom, como se arranja trabalho a pontapés nesta altura (ironia, ironia), disse que sim, que até estava bastante empolgada com o projecto.

E então, o coordenador pedagógico do agrupamento diz-me que ainda durante esse dia me enviaria o material das actividades, objectivos e afins e me diria em qual ou quais das escolas do agrupamento iria eu ser colocada. Já disse que era quinta-feira, não já? Pois, sábado, que é o dia em que dou mais consultas, lá recebi um e-mail com o material e mais algumas coisinhas. Refira-se que o assunto do e-mail dizia COMEÇAR 2A-FEIRA!!! (assim, em maiúsculas e com pontos de exclamação), mas no corpo do e-mail não havia nenhuma indicação sobre qual ou quais as escolas onde me deveria apresentar, quais as turmas, nada, a não ser algo como "tenho intenção de começar o projecto na quarta-feira".

Ooooooi?!? Enviei e-mail de volta, acusando a recepção do material e a solicitar com urgência quer indicação da escola quer da data exacta de início de funções, aproveitando para enviar os dados para celebração do contrato.

No domingo seguinte, a Câmara Municipal em questão mudou não apenas de presidente mas também de cor política (embora se viesse a coligar com o partido anteriormente dominante, mas isso não interessa nada). E portanto, só hoje obtive resposta, apenas para dizer que afinal não iriam contar comigo. 

Na verdade, não fiquei surpreendida com a negativa, mas sim com a incompetência relacional das pessoas. Eu continuei a procurar trabalho e tenho mais duas entrevistas para a semana, a questão prende-se com a tipificação de se comprometer com datas e falhá-las redondamente (não faria diferença dizer algo do género, até ao fim da semana conto ter uma resposta, ou algo do género) e apresentar um projecto dependente de políticas na semana antecedente às eleições.

Descobri, ou confirmei, que tenho alergia à incompetência...

 

publicado por Vita C às 23:06

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