espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

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Mai 09

Curiosamente, o Dia do Trabalhador é o meu primeiro dia como ex-trabalhadora. Dá que pensar, este contraste agudo entre a multidão que grita por um emprego melhor e o facto de eu ontem ter querido um emprego melhor (o que apenas me pôs desempregada). Não vou ter direito a viver às custas do Estado, nada de subsídios ou rendimentos de inserção para estas bandas. A minha excelsa mãe recebeu como prenda antecipada do dia da mãe uma filha ingrata com o patrão (e não só, como me insiste em repetir). Ralhou, ralhou, e ainda a vejo de rosto cerrado, aqui pelo canto do olho.
Mas, se é este o tipo de trabalho, o tipo de empresas, o tipo de patrões e o tipo de colegas que podemos ambicionar, então não quero. Prefiro esperar para cumprir os meus objectivos (o mais-que-tudo convidou-me para irmos para debaixo da ponte e a ideia nem nos pareceu má de todo) do que esperar que as coisas mudem por si.
Revolução? Direito ao trabalho? Sim, tudo correcto. Mas eu prefiro pôr as coisas em termos de trabalho com dignidade e condições.

publicado por Vita C às 20:07

Maio 2009
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