espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

11
Jul 09

... vou ajudar a Mata Atlântica!

 

 

Antes que julguem que este virou um blog de sapataria, isto tem uma explicação... Quando já não aguentar estes, umas iguais às de cima mas em prateado vão dar um jeitão.


Ah, e calha mesmo a propósito, se alguma alma caridosa me conseguir ajudar a encontrar um (um só chega!) bom argumento para convencer um moço que nunca na vida vestiu um fato e muito menos pôs uma gravata a menos de um metro do pescoço  (certamente com medo de ficar estrangulado pela sociedade geradora de autómatos em que vivemos) a arranjar (emprestado também serve) e enfiar um fato janota para o casamento do irmão da namorada, agradeço. Argumentos já usados e que não foram suficientemente convincentes (possivelmente porque eu também não me importaria nada que ele fosse vestido normalmente):

  1. porque todos os homens vão de fato (e daí?)
  2. porque a tua namorada está a fazer um esforço enorme para ir de saltos altos e vestido comprido (a namorada é irmã do noivo, e se cede às convenções sociais é lá com ela)
  3. porque vivemos em sociedade e é o esperado (and?)
  4. porque não te custa assim tanto, pois não? (erm)
  5. os outros não me lembro, que isto já dura há uns meses, mas o resultando tem sido sempre o mesmo...

Enfim, qualquer ajuda pode vir a ser preciosa...

publicado por Vita C às 23:11

09
Jul 09

 

Está a dar no telejornal a história do pai que em Coimbra teve de ser assistido por estar em greve de fome há um dia, estando a subsistir de café e água. Um claro aproveitamento da mediatização que se gerou em torno do já famoso "caso Martim".

 

Primeiro, por mais injusta que seja a retirada de uma criança aos pais, existem os devidos trâmites legais para recorrer. Esses é que são os válidos e são esses que devem ser usados. Senão andamos como o Isaltino (que conheço muito bem, visto ser munícipe de Oeiras), a sair da sala de audiências porque não concordamos (mas que merda é esta? bem, aqui não me alongo).

Segundo, porque onde vai um português, não têm de ir logo dois ou três, e este é o verdadeiro risco do "caso Martim": abrir os precedentes para que as crianças que são retiradas aos pais por razões claras ou que são entregues voluntariamente para adopção efectivamente possam seguir o seu caminho.

Se são crianças retiradas aos pais, fiquem sabendo que não o são levianamente. Por mais minadas de cunhas que as Comissões de Protecção a Menores estejam, não deixam de ter rígidos procedimentos e critérios. Cada vez mais as relações de pais que ainda não são adultos de plena consciência são montanhas-russas, hoje estão bem, amanhã não sabem, e depois de amanhã já se amam outra vez até ao fim do mundo. Se acham que isto é o bom para uma criança, argumente-se que as instituições podem não ser boas, mas ao menos são mais constantes.

Claro que os pais podem lamentar a sua decisão, mas se são adultos para darem trancadas desprotegidas, se são adultos para decidirem o futuro de uma criança ao entregá-la para adopção, não são lá muito adultos ao recorrer a uma grevezita de fome a café (com ou sem açúcar??) e água (até porque para mim, greve de fome foi a dele). Pode parecer frio, mas pensassem antes. Uma criança quando nasce não vem com uma cláusula de teste, é algo demasiado inocente para ser experimentado ou testado. É a vida.

 

Não pretendo com isto que se anulem os direitos dos pais. Só que ser pai não é só o fruto de uma ou de muitas quecas. Não é um acidente, ou não deveria ser. Mais a mais, com a despenalização do aborto (que não me merece comentários de momento), cuja grande bandeira foi a de evitar muitas situações como as que têm vindo a lume, estas questões perdem sentido crítico.  Ser pai ou mãe não é um direito adquirido. É um privilégio. Felizes daqueles que se esforçam para o merecer.

Dardejem lá, ou não, esses comentários viperinos...

publicado por Vita C às 20:13

08
Jul 09

Tenho 28 anos, o que não é particularmente importante, trabalho e portanto sustento-me, física e mentalmente.
Tenho muito mau feitio, embora tenha um coração de manteiga. Sempre me reconheceram a agilidade de resposta e a dificuldade de aceitação da autoridade.
Tenho poucos mas bons amigos, como toda a gente que se preza.

O que não tenho é paciência para gente a armar em carapaus de corrida, a exigir-me comportamentos que nunca tive nem terei. Para gente indecisa que tanto lhe apetece estar aqui ao lado ou na porta dos fundos como se não nos conhecessemos. Sou uma pessoa paciente e relativamente calma. Daí que quando decida cortar relações não o faça de cabeça quente e sem tentar resolver as coisas. Mas quando não dá, não dá, é voltar as costas e seguir em frente, com tristeza na dose certa e desilusão digerida. Quem fica é quem quer ficar.
 

Este não é um post melodramático trágico-cómico nem um desabafo. É uma constatação de feitios. E antes que se ponham as vozes de agoiro, este texto não tem uma vírgula sequer referente à minha metade (a não ser, claro, esta frase explicativa). Portanto, é daqueles posts que me apetecem. Get used to...

publicado por Vita C às 22:46

07
Jul 09

Como prometido, fui procurar ao Youtube a interpretação do Nuno Prata da Fala do Homem Nascido.
O Prata, cujo percurso musical é longo e intenso, merecia que estivesse. Mas não está. Não faz assim tanto mal porque estão músicas originais dele, pertencentes ao único álbum a solo (pista, huh, vão pesquisar sobre o moço!!). De salientar que vi dois concertos do Prata no mesmo dia, evento único na minha história pessoal.

 

Deixo-vos com uma das minhas preferidas do menino Prata:

 

 

publicado por Vita C às 21:22
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04
Jul 09

Aproveito o tempo disponível para passear.
Aproveito o tempo em que não me tentam impingir um doutoramento que escolhi não fazer, argumentos de "tens obrigação de aproveitar a tua inteligência" continuam a não me convencer.

Aproveito o tempo em que não estou a resolver se as primas e os tios que não se dão vão ou não ao casamento do mano (que ao meu não vão já está decidido). Entre outras coisas apetecíveis.

 

Portanto, quando não estou a tratar de merdas que por mim estão resolvidas, aproveito o tempo. Compro um passe com mais abrangência. Passeio.  Dou comigo a maior parte das vezes enfiada na baixa e no chiado. A beber mojitos e a ouvir ópera ao ar livre. A entrar nas livrarias que cheiram a livrarias e não a espaços comerciais que por acaso têm livros. A contemplar esta baixa que cada vez mais me fascina. E então, do meio do nada, o grito do Ipiranga: senhores do euromilhões, é para quando mesmo? Tenho pressa! (já dizia o Adriano*)

 

* vão ouvir a fala do homem nascido, magnificamente interpretada pelo Nuno Prata, provavelmente a próxima OST cá do estaminé.

publicado por Vita C às 23:00

02
Jul 09

Só assim que justifica que, de cada vez que passo por isto:

 

 

leia isto:

 

 

Peço-vos compreensão pelas minhas incursões na alteração de imagens.

De qualquer dos modos, nunca baixamos os preços não me parece uma boa política...

publicado por Vita C às 20:58
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01
Jul 09

Eu sei que há imensos sites do género, mas este, não sei porquê, teve um pouco mais de impacto, é dinâmico, no sentido de vermos as coisas acontecerem em tempo quase real. Experimentem lá ficar um minuto. Inteiro, portanto, sessenta segundos. Foquem-se na Europa e na América, e depois dêem uma espreitadela a África. E depois digam qualquer coisa.

 

A propósito, ando há bastante tempo a pensar nisto, e agora revela-se oportuno: parem de dizer mal dos transportes públicos, que cheiram mal, que vos arranham as unhas pintadas de fresco, que não suportam o ar pindérico daquela gente, que demoram muuuuito mais tempo, etc. e etc. e outras desculpas coninhas.

Vistas bem as coisas, se há uns anos largos, eu era capaz de concordar com alguns destes argumentos coquettes (nomeadamente no que toca à sobrelotação), hoje em dia são ridículos.

Temos uma cidade e arredores muitíssimo bem servidos de transportes, a maior parte deles movidos a motores com reduzida emissão de poluentes. Os autocarros são confortáveis (prefiro-os ao metro, mas concordo que este pode ser mais rápido), têm direito a via reservada em imensos sítios, e levam muita gente. Só sentados, a média ronda os 30 por autocarro. Ora, são menos tantos carros que entopem as estradas já que a maioria dos carros apenas leva o condutor. E menos gasolina que nos sai do bolso, tendo em conta que os passes, apesar de terem subido, saem ainda bastante mais económicos.

Além disso, a maior parte das transportadoras reformulou os horários de tal maneira que há maior frequência (e, portanto, menos pessoas por autocarro ou metro) e também melhor sincronização com outros transportes (para quem tem mesmo de fazer transbordo). 

Pá, é ser coninhas. Um leitor de mp3, um bom livro, e a viagem é logo diferente... A mania do estatuto do carro!

Claro que não vou escrever que não dá jeito, que não é bem bom ir de carrinho, mas também pode não ser sempre, não é? Não custa experimentarem!

publicado por Vita C às 22:41

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