espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

16
Dez 09
Gostava de poder continuar a responder a brincadeiras com um sorriso. De devolver traquinices e despreocupações a outras traquinices e despreocupações.
Por vezes, só por vezes e acredita que nem sempre, gostaria de saber que somos dois remos. Porque os meus braços também se cansam.
publicado por Vita C às 16:52

13
Dez 09

 

 

Gosto muito de prendas atrasadas. Sobretudo quando sabem que eu devorei com ansiedade o 1984 e o Admirável Mundo Novo. Este livro, dizem, é a base para todo este género. Só que foi escrito por um checo e, portanto, não teve a mesma projecção. Deram-mo hoje às 16h e já o comecei a ler. Dou-lhe uma semana, entre viagens de autocarro e o tempinho antes de adormecer.

publicado por Vita C às 20:35

11
Dez 09


* E agora deu-me cá uma saudade do Avante!


Por outras palavras, preciso de férias, descanso, etc. Preciso de uma pausa na contabilidade da empresa, de não ter o telemóvel a tocar às 8h da manhã quando o meu horário de entrada é as 9h,  de fazer mais do que meia hora de almoço, de não ter pilhas monstruosas de papéis espalhadas pelas duas mesas que ocupo na empresa, sendo que só um dos gabinetes é o meu. Não pensar em cheques, não mencionar nomes de fornecedores e contas quando estou a dormir com ele, e coisas assim.

Ainda assim, é um descanso saber que tenho um chefe muito à frente. Eu adoro o meu trabalho, só estou um pouco cansada.


(era isto ou um post sobre a saída tardia dos jovens de casa dos pais ou qualquer outra coisa igualmente interessante, mas estou, lá está, cansada)

publicado por Vita C às 23:28

10
Dez 09

Tenho um novo favicon no blog, vi-me livre daquele sapinho que aparece no browser. Até parece que não tenho nada para fazer e é mentira, mas gosto de perder tempo com estas merdinhas. Senhoras e senhoras, my Stickman!

 

publicado por Vita C às 21:12

09
Dez 09

Eu sei que não há muita gente a ler o que escrevo. Feliz, ou infelizmente, porque todos gostamos de ser lidos e blá blá blá. Rio-me muitas vezes a ver as pesquisas que aqui vêm dar. Continuamos com coisas esquisitas relacionadas com o período (!!!), obviamente o Mafia Wars (a expansão de Bangkok já anda por ai a bombar aos poucos), entre outras coisas.

Este não é, porque nunca poderia ser, um típico blog de gaja, sendo que o é na sua essência, tendo em conta o meu género e isto ser um blog. Mais a mais eu não tenho um acutilante sentido de humor ou uma sensata crítica política, e quando os tenho, o humor e a política, não me apetece vir para aqui com ataques de verborreia. Por isso, e repetindo que isto não é nem um blog cómico, intelectual, divertido ou um blog de gaja (alguns dos quais me divertem sinceramente aos quais faço visitas quase diárias), não me admira que não venham aqui muitas pessoas.

 

 

 

O que eu não entendo, ou prefiro não entender, é uma coisa que já me começa a aborrecer um pouco.
Nestas tais pesquisas, existe uma que se torna cada vez mais repetitiva e exaustiva. só me apetece cobrir, someapetececobrir, so me apetece cobrir blog e, melhor ainda, so me apetece cobrir blog bruno fehr. Nas últimas semanas estas pesquisas foram mais de metade das visitas a este blog. Não me espanta que cá tenham vindo parar, veja-se a lista de links que está do lado direito e vêem que o blog citado é um dos que aqui está presente. Tal como outro género de blogs, faz parte das minhas visitas quase diárias. Não é isso que me incomoda.

O blog do Bruno é o único em que isto acontece e podem constatar que não é o único que referencio. Acredito que seja porque é um blog extremante afiado e incómodo para alguns, desconcertante para outros, mas não indiferente. Não afirmando nem negando o meu acordo ou desacordo com algumas das suas posições, reconheço-lhe a frontalidade em pegar um tema pelas facetas menos esperadas. Claramente, tanta gente em busca e com elementos de pesquisa tão precisos não podem ser coincidência. Caso seja o vosso caso, repito, o link está ali à direita e se ali está é para ser usado pelos visitantes deste blog. O que me intriga é a vossa forma de pesquisa, de chegar a seja onde for.
Não conheço o Bruno e não tenho qualquer afiliação com ele ou as suas perspectivas tanto quanto seja da vossa conta. Não passo a vida a escrever sobre ele ou sobre qualquer outro blog, e sobre quem escrevo, faço-o de minha livre e espontânea vontade e porque me apetece. Se este blog vos serve para chegarem ao blog dele, então talvez devessem adicioná-lo aos favoritos, ou então melhorar as vossas capacidades de investigação. Got it?

publicado por Vita C às 22:47

Eu estou que nem posso com uma puta de dor de dentes. É sempre o mesmo, desde que, na véspera dos meus 27 anos, me arrancaram um dente em 4 horas, sendo 3 das quais a anestesia já era completamente impotente, ando a fugir a 7 pés da ideia de escancarar a bocarra para um ou uma dentista que para mim têm sempre um ar sádico. Então sofro destes ataques latejantes que vou curando com doses semi-cavalares de Clamoxyl e Brufen, prometendo sempre que "é desta que marco consulta". É que para quem fala pouco, como eu, não conseguir fechar a boca porque dói (e como, meu Deus, e como!) é, digamos, insuportavelmente estúpido. Já me fui pôr a beber imperiais mas nem assim....

Ele, por seu lado, treme de arrepios de frio e calor e frio e calor e frio e calor. Não tem febre, mas parece o anúncio do Dasex bró dariz.
 

Somos uns patetas alegres. Só que não sabemos se conseguimos ir ver Editors. Bah!

publicado por Vita C às 20:41

08
Dez 09

23/05/2000

 

04/09/2006

 

08/06/2007

 

E agora 10/07/2010.

 

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!!!

Sou feliz. Podem parar as compras de Natal. Ou então troquem-nas por um bilhete!

publicado por Vita C às 20:25
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06
Dez 09

 

 

Dêem-me isto ao jantar todos os dias e sou (mais) feliz.

publicado por Vita C às 23:37
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Não nutro grande simpatia por nuestros hermanos. Nem antipatia, subentenda-se, pois forço-me a dispensar-lhes a maior indiferença de que sou capaz. As razões são mais que muitas, nem por isso para aqui chamadas.
Ontem quando estava no autocarro espalhou-se uma família de espanhóis pela maioria dos bancos disponíveis. A matriarca podia até nem ter aberto a boca, pois as toneladas de laca, que sufocavam o cabelo inflexível e rígido, o batom vermelho e as argolas bem pesadas nas orelhas quase rasgadas denunciavam o estereótipo das dançarinas de sevilhanas que agora é moda contratar para eventos sociais e afins. A laca foi o que mais me fez confusão. Dava a sensação de que se poderia ter jogado ténis com a cabeleira da senhora sem a certeza de quem ganharia (mais a mais a Espanha conquistou a Taça Davis!).

 

 

Depois, como a minorar o meu pasmo, lembrei-me do nosso exilado voluntário mais ilustre. Desde 1993 que Saramago nos trocou flagrantemente pela ilhota de nuestros ladrones, perdão, hermanos. Não foi uma lembrança ao acaso, acabei de ler A viagem do elefante e Caim.
Saramago é, na minha mui humilde opinião, um escritor genial, já o escrevi diversas vezes. Não tendo o fulgor de se me enraizar como nos tempos d'A jangada de pedra ou d'A caverna, é sempre um prazer ler e reler as suas obras.
Quanto a Salomão e Subhro, Solimão e Fritz, que me ensinaram que "sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam", a viagem correu bem. Agora quanto a Caim, o que se passa com esta gente? Polémica? Indecência? Onde? Terão estes incomodados lido o Evangelho segundo Jesus Cristo, claramente a obra mais provocatória do nosso Nobel?
Que o senhor tem uma clara obsessão e uma necessidade insólita de morder os calcanhares da Santa Madre Igreja é notória mas, e daí? Não é de agora, encontram incidentes destes em toda a obra de Saramago. Será pelo título?
Não teremos todos um Caim abelizado dentro de nós, não seremos todos embaixadores desta púdica invergonha que deita demasiada lenha na fogueira de Saramago? Deixem-no estar e escrever, beijar a Pilar. É o que ele escolhe, e bem, fazer. O resto é laca e verniz estalado.

publicado por Vita C às 15:49

04
Dez 09

Eu garanto que não é só às vezes.
Convenhamos que as notícias são como tsunamis, são de ondas. Andamos todos em volta da fogueira do défice, da dança do Obama, da subida do salário mínimo, blá blá.

 

Sobre o salário mínimo muito haveria por dizer. Quando eu estava na faculdade, e por aquela ser estatal, pagava de propina o salário mínimo, na altura ainda em escudos e contos. E custava-me.

Parece que o salário mínimo passa para 475 euros. É muito, demasiado, dirá o patronato.

Ou então é pouco. Passando a figura frágil da linguística, é muito pouco, assustadoramente pouco. E nem vou explanar sobre a pouca compensação que terá para muita gente que recebe o subsídio de desemprego ligeiramente inferior sem ter de trabalhar durante um mínimo de oito horinhas por dia. Prefiro mesmo insistir no facto de a esmagadora oferta de emprego nestes dias se situar neste valor. Independentemente das habilitações, do esforço envolvido no trabalho, nas horas exigidas, nos atropelos à lei cometidos diária e quase horariamente.
Façamos contas simples e pouca retórica: por mais que custe ao patronato e aos donos de empresas, que a custo ou nem tanto, vêem o seu lucro diminuir (mas continua a ser lucro, certo?!), muito mais custará a uma pessoa ou uma família aguentar-se dignamente com um salário destes. Quando refiro dignamente estou a pensar em mais do que a alimentação, a renda, as despesas da casa, etc. etc.. Deveríamos utopicamente trabalhar para poder ter qualidade de vida e não trabalhar para sobreviver.

 

Dizem os especialistas que devemos aprender a gostar do que fazemos. Será difícil enquanto não aprendermos a valorizar a "mão-de-obra" (que termo tão pouco simpático).Sem envolvimento não há desempenho. E meus amigos, o envolvimento também se paga.

publicado por Vita C às 23:47

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