espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

17
Fev 10

 

Para tal bastará dizer que temos desigualdades atrozes em termos de salários, qualidade de vida, sinal de internet, etc. e etc. e mais etc..
Mas somos um país generoso. Quem não teve um lençol branco na parede aquando da independência de Timor? Por exemplo.
E o que é certo é que, após o apelo feito e mediatizado, as reservas de sangue subiram e muito. Quatro mil e tal colheitas válidas é um número impressionante para um país que muitas vezes nos parece pequenino e mesquinho.

Somos um país além do país em crise, além das corrupções e das escutas. Somos, mais do que tudo, um país que pode ser generoso. Neste país sim, tenho orgulho em viver.

publicado por Vita C às 20:47
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16
Fev 10

Acabadinha de chegar do hospital, onde fui acompanhar a mãe, exausta pela espera mas consolada com o resultado e a simpatia da médica, verifico que nem gozei o Carnaval. Não me mascarei, não pulei, nada disso. Nem podia. Há momentos de urgência familiar e pessoal que nos tiram o fôlego e nem apetece pensar que amanhã já é dia de trabalho. Para não variar, do intenso.

 

publicado por Vita C às 22:33

15
Fev 10

 

Terminou hoje o prazo de inscrição para a Ordem dos Psicólogos (OP). Soa-me a Operação Triunfo, e quase que o poderá ser.

A bem da comunidade dos psicólogos que tem visto, nos últimos anos, aumentar exponencialmente a oferta formativa, eventualmente em detrimento da qualidade da mesma. A bem dos que passaram anos a tentar, a concorrer a concursos venenosamente apelidados como tal, a pagar para manter um consultório em troca de quase nada, a pagar para trabalhar na área, a investir em formação que quase nada compensa na prática, a bem dos que, ao fim de anos a tentar, vêem reconhecido o seu esforço.

Infelizmente, não será a bem de todos os psicólogos. Porque existirão sempre aqueles que, como eu, se vêem na situação de não poderem mais pagar para trabalhar, pagar para alugar consultório, pagar para supervisão decente sem terem recompensa monetária suficiente e que chegue a níveis de salário mínimo, e se dedicarão a outras áreas. Claro que se adaptarão, pois viva a resiliência, e terão outros empregos, sobretudo quando o desemprego dos que lhes são próximos lhes escancarar a porta, serão vendedores de informática ou administrativos ou responsáveis do departamento de ambiente. Terão uma pós-graduação e mais outra que seria um mestrado se não tivessem de trabalhar em horário rotativo e nada compreensivo. Chegarão a dar aulas numa universidade. Mas não serão psicólogos no activo. Terão sempre o bichinho, e de cada vez que encontrarem um psicólogo pela frente, sobretudo em acções de formação, sentirão uma dor no peito como só a saudade pode morder.

Para esses, para mim, a OP é apenas o corolário de uma hipocrisia que se tem arrastado ao longo dos anos*. E ainda assim, enviei tudo o que era necessário e gastei (ou investi?) os 180 euros da praxe. Dizem que a esperança é a última a morrer...


* E nem ousem dizer que este afastamento da psicologia se deve a falta de tentativa ou de habilidade. Porque se o que aqui retrato me projecta, compreendam (ou não) que não o mereci de forma alguma. Mas isso não vos compete saber.

 

 

 

Por outro lado, resta-me avisar-vos que procedei à actualização dos links aqui ao lado, possivelmente esta semana. E que concorri aos Superblog Awards da SuperBock. Porquê? E porque não? Por isso, já sabem, quando e se quiserem é votar. Parece que o prémio é jeitoso, ainda que não me pareça minimamente acessível face à maioria da concorrência.

publicado por Vita C às 22:06

 

 

Metallica. Feijoada de chocos. Mojitos.

Jeff Buckley. O rapaz do pijama às riscas.

Chiado. Sepúlveda. Chuva. Gomas.

 

Nada de diferente, lá por ser dia 14 de Fevereiro.

publicado por Vita C às 14:51

13
Fev 10

I do have a peculiar one, yes. So what?

publicado por Vita C às 20:02

10
Fev 10

Mas li isto. Não me surpreende que 87% das mulheres que abortam não utilizem contraceptivos. Irrita-me, antes, que tenha sido proclamado e defendido o direito de escolha da mulher em detrimento da responsabilização das mulheres que, vai a ver-se, e são mas é umas irresponsáveis. Não se admite a desculpa do "Eu não sabia e não tinha informação". Porque de certeza têm Hi5 ou Facebook.

Já tinha falado disto aqui. Mas agora consigo estar ainda mais irritada. Só me ocorre esta imagem... E é para não desatar a chamar nomes mais à séria.

 

 

publicado por Vita C às 22:53

Chego ao escritório passava da hora de saída, depois de ter ido entregar 40 páginas feitas e refeitas mais de sete vezes nas últimas horas e alguém me guarda o lugar preferido para estacionar a carrinha.

 

Entro na FNAC e compro um DVD do Jeff Buckey e dois bilhetes para concerto. Entretanto perco-me na secção dos livros e só por rectidão financeira absoluta não saio da loja a abarrotar de páginas.

 

Tenho o portátil no colo e o cão a tentar disputar esse espaço. Então, põe a cabeça em cima do teclado e olha-me como se me quisesse implorar festinhas. Atira a pata para o monitor e lá lhe dou festinhas, entre o desejosa que ele decida ir para cima dos meus pés e o enternecida com a dedicação dele.

 

Depois de passar um dia inteiro fora, e daqueles bem cheios, acho que poucas coisas serão mais quentinhas para a alma.

 

(sim, parece que ando mais introspectiva... mas também podia fazer um post sobre o Mafia Wars, mas estando no nível 554, já me ando a perder um bocado entre tanta coisa que agora inventam)

publicado por Vita C às 21:01

07
Fev 10

Domingo. Dia de dormir até tarde. Ou então não, quando se tem projectos mais importantes para pôr em dia. Como hoje.

Despertador acertado, levantar cedo, cedinho, para ir ao café com a minha homónima preferida. Como se tivessemos estado juntas ontem, como se o tempo nem importasse. E os risos, senhores, os risos e as histórias que recordamos. Ao fim e ao cabo, conhecemo-nos de pequenas, ainda pitas aos pulos e a chamar rapazes engraçados por nomes de código, às voltas no recreio da escola. E depois a aventura no bairro que se tornou a minha segunda casa, e hoje mostrou-me, mais uma vez, como um simples bairro a fazer de casa emprestada, se tornou um lar, onde me sinto em paz de cada vez que lá regresso.
 

E a chuva, vista do metro do campo grande, a brindar-me com o cheiro das castanhas, enquanto eu olhava para as gotas a cair pela parede. Tudo o que é inestético pode ser belo, dependendo do prisma a que nos dispomos a adoptar.

E a tarde, a tarde com ele, como se as palavras alguma vez nos pudessem descrever. Ouvir o riso é valioso, mas não é nada, comparado com esta tarde no Chiado, entre a Bertrand e os mojitos, entre os candeeiros e as conversas à porta das lojas.

Há pessoas, sim, e há dias. E que estes dias fiquem bem guardados cá dentro, para os trazer a mim quando houver nuvens.

publicado por Vita C às 21:56

06
Fev 10

.. que impactam. Da primeira vez que ouvi o meu orientador dizer "impactam", tive urticária linguística. Mas há dias em que efectivamente as palavras ganham asas. Adiante, há pessoas que impactam. Que entram por uma das muitas portas que a vida nos vai mostrando, abrindo ou fechando, tanto faz.

Há gente que fica, gente que parte. Há gente a quem uma temporada sem notícias incomoda, outra gente saudar-nos-á como se ainda ontem nos tivessemos abraçado pela última vez.

Há pessoas assim, cuja entrada se faz de rompante, mas um rompante descomprometido e mansinho. Inesperado. Essas, as que nos tocam, nem que seja apenas na alma, dão-nos sempre qualquer coisa. Um sorriso, uma frase, uma ideia, uma imagem, uma memória. Conquistam-nos, muitas vezes sem o saberem. Ganham o nosso respeito, estima, e qualquer coisa mais.

 

No fundo, são pessoas como estas, que nos acompanham onde e quando é preciso. Mesmo que não o saibam, mas sobretudo quando o sabem. E hoje, por diversas razões, apeteceu-me escrever-lhes. Sem nomes, parentescos ou relações explicitadas. Porque não só não é preciso, como seria esventrar todo o intento deste texto. Nem sempre temos noção da importâncias destas pessoas. De como nos fazem crescer, pensar, ou simplesmente como nos apoiam, no matter what. É também isto que nos faz humanos, que nos define em termos interpessoais, que nos muda e constantemente nos ensina que é isso que me apetece hoje escrever. Mesmo que não vos faça sentido.

 

publicado por Vita C às 21:29

 

E depois de um dia de arromba, o que mais me apetece é comer um calzone de ananás no Campo Pequeno, acompanhado de sangria da boa, e dois bilhetes para o cinema.
Desta vez, entre o "Nas nuvens" e o "Homens que matam cabras só com o olhar", ganhou o Clooney menos sedutor.

O filme é despretensioso, e genial na forma como o é.

 

Mas nada é tão bom no filme como ouvir as gargalhadas da metade. Numa fase em que o tempo a dois anda escasso, em que o cansaço com o trabalho e o curso é demasiado pesado para nós, o simples facto de o ouvir rir é absolutamente valioso.

 

 

publicado por Vita C às 20:09

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