espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

09
Mai 10

Pararão por uns dias as torrentes de desgraça dos ratings, do TGV e do desemprego. Vai uma aposta?

 

Como sportinguista que sou, gosto que seja um clube lisboeta a ganhar o campeonato, tal como me entristece a despromoção do Belenenses, clube no qual fui atleta e pelo qual nutro um carinho muito grande. Mas daí a ficar feliz, vai uma graaaaaaaaaande distância.

 

No entanto, a metade tem esse pequeno grande defeito que é o benfiquismo, e por isso gosto da alegria dele. O meu pai, que foi campeão de hóquei pelo Benfica, também está radiante, e só por isso, canto em coro com eles "ésseélebê, ésseélebé, ésseélebé, clube ranhoso, ésseélebê, clube ranhoso ésseélebê". Claro que eles têm um cântico diferente, mas este assenta-me que nem uma luva.

publicado por Vita C às 22:48
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08
Mai 10

 

Underneath this smile, lies everything
All my hopes, anger, pride and shame
Make myself a pact, not to shut doors on the past
Just for today, I am free

I will not lose my faith
It's an inside job today
I know this one thing well,...

I used to try and kill love, it was the highest sin
Breathing insecurity out and in

Searching hope, I'm shown the way to run straight
Pursuing the greater way for all human light.

How I choose to feel is how I am.
How I choose to feel is how I am.

I will not lose my faith
It's an inside job today

(...)


Life comes from within your heart and desire
Life comes from within my heart and desire
Life comes from within you heart and desire

 

* Pearl Jam

 

 

E assim fui partir pratos para o Chiado e saborear uma tarde com a metade, apreender que há alturas em que tudo o resto tem de parar para pensarmos em nós. Nem que seja só um pouco. Às vezes só assim podemos decidir coisas verdadeiramente importantes.

publicado por Vita C às 14:02

05
Mai 10

publicado por Vita C às 20:34

04
Mai 10

Eu sou uma lamechas. Mesmo, mesmo, mesmo.

Para mim o Dia da Mãe, assim como o do Pai, o dos Namorados, o da Criança, o dos Avós, o dos Tetravós e dos Tios e Primos, não passa de uma manobra comercial que pega demasiado bem em espíritos tão consumistas como os nossos. Raramente dou prendas nestes dias. Por um lado, quando era pequena, fazias as prendas na escola e nem me ralava mais com isso, e por outro lado, nunca tive abundância monetária para comprar algo que fizesse diferença nesse sentido. Quando era maiorzinha, ao meu pai oferecia livros que ele tendencialmente ia trocar porque já tinha, à minha mãe era sempre uma confusão.
Este ano, o primeiro desde que o meu mano casou, fomos os três (Vita C, mano e mãe, e mais o cão) dar um passeio a Mafra. Apanhar vento no rosto (tanto vento!). Beber café, os três, como há meses não fazíamos. E depois alapámos em casa, a conversar, rir e pouco mais. E tirámos fotografias.
Uma dessas fotografias (spoiler, vem aí a lame part) levou-me literalmente às lágrimas. É que ver-nos aos três, a sorrir para a câmara, e ver o sorriso da minha mãe, tão compincha, tão alegre, partiu-me a couraça de tartaruga que a maior parte das pessoas ainda julga que tenho.

Desde que foi despedida, em 2005, que os dias da minha mãe se passam entre casa e o café da esquina a fazer tempo que os filhos telefonem ou cheguem a casa. E isto é triste, porque a minha mãe é uma pessoa espantosa. Que não fala com os vizinhos porque não gosta de novelas nem de cusquices de café, como as outras senhoras que lá vão. Que não guardou grandes amizades, porque quando foi preciso (e se foi preciso!), arranjou três trabalhos para cuidar de dois miúdos pequenos, mimá-los e fazê-los saber o quanto eram (e são) amados. E arregaçou as mangas, vendeu seguros porta-a-porta, passou noites a fazer bolos e gastou domingos de folga a vender em cafés. Trabalhou que desunhou quando não era bem visto ser-se mãe divorciada de duas crianças com pais diferentes.
Nunca nos afastou dos nossos pais, nunca faltou a uma festa da escola (mesmo que chegasse quase já no fim), nunca nos fez todas as vontades. Errou, claro, como ainda erra. O seu grande erro foi ter quase deixado de viver para que os seus filhotes fossem crescendo em bem.

E assim a fui vendo, trabalhar, trabalhar, envelhecer. A minha mãe tem 61 anos e foi definhando. É uma pessoa triste a maior parte do tempo. Mas aquela fotografia lembrou-nos que há coisas que se não envelhecem. Como o amor de mãe. Tomara eu que os meus filhos tenham uma mãe que seja metade do que a minha foi, e é, para mim.

publicado por Vita C às 19:53
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02
Mai 10

E eu só me lembro que reservas demasiado antecipadas dão azar. Mas eu, também, sou lagarta, por isso não levem muito a sério...

 

publicado por Vita C às 22:07
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