espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

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Jul 10

 

Eu sou uma condutora prudentíssima. Cedo passagem, não sou rezingona, não empato o trânsito, não entro nas vias à má-fila, enfim, não sou daquelas vacas como o estereótipo manda. Sou uma pessoa civilizada a conduzir porque acho que se formos a tirar teimas uns com os outros na estrada, acabamos todos num filme do Saw. Não merece a pena. Não sou propriamente um Schumacher, mas gosto da minha forma de estar ao volante.

Nunca bati com o carro da mãe, que ainda hoje é partilhado. Não bati quando peguei no twingo do  "sogro", não bati com o carro do picuinhas do meu irmão. Resumindo, desde que tirei a carta, tirando um raspãozinho mínimo, mínimo, estava descansadíssima.
Bateram-me na carrinha no início do mês de Junho. Coisa simples, eu parei numa passadeira e os travões da senhora que ia atrás de mim não estavam tão bons como ela pensava. Eu ainda a vi no espelho, mas entre o pára-choques da Berlingo e o peão à minha frente, a escolha era óbvia. A senhora não se deu como culpada, chamámos a PSP e ficámos todos amigos. Eu sou assim, começo por sair do carro e dizer "boa tarde". Sou uma calma de mulher. A Berlingo foi para o seguro, aproveitando a empresa para a pintar toda de novo. Coisa mai linda... que a dona de facto, embora não o seja no papel, foi buscar faz hoje uma semana.

 

Até esta manhã eu era uma pessoa muito calma. De férias da pós-graduação, resolvi guardar a carrinha na garagem do escritório. Corria tudo muito bem, apesar da garagem ser apertada, la entrei, dei a volta, e quando vou a pôr a bicha a jeito para a enfiar de rabiosque no local designada, olho para o espelho. A carrinha é toda fechada, de lado e atrás, tanto que o retrovisor serviria apenas para o baton, se eu o usasse. Então, olho para o espelho e vejo a proximidade do poste. Marcha-atrás. A carrinha não dá a volta. E aí o pânico apodera-se de mim. Mas como é que eu tiro esta merda daqui? Eu, que já pus e tirei a carrinha da garagem éne vezes. Ora vamos tentar outra vez. Népia, não há espaço, e eu desato a tremer. Tanto, que quando finalmente pensei ter espaço, ouço craaaaaaaaaaaaaaachcraaaaaaaaaaaaaaaaaaach e crooooch.
Pus a carrinha no lugar e quando saí nem queria acreditar. O lado esquerdo todo raspado e riscado. De amarelo e branco, como o poste. A minha menina. A minha coisa linda pintadinha de novo. Mil e quinhentos euros da empresa a escoar lentamente pelo cano abaixo.

Moral da história, vou ter de pagar o arranjo. Vou deixar de pegar na carrinha. Não estou para um stress destes. Put@ que pariu a desgraçada da garagem. C@ralho!

publicado por Vita C às 21:26
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A dúvida entre saltar do banco é directamente proporcional ao facto
soberano de não se saber se se tem forças para uma corrente destas.
Por outro lado, é inversamente proporcional à dor de estômago.
publicado por Vita C às 14:09

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