espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

07
Mar 11

 

Hoje foi o dia em que a edição de coleccionador do RIFT chegou às mãos da metade. Nerd como poucos, parecia um puto com um brinquedo novo. Parecia, não, era tal e qual um puto com um brinquedo novo.

Por aquela caixinha (muito semelhante, para mim, à do Starcraft II, que há uns meses atrás também chegou e desencadeou aquele brilhozinho obcecado nos olhos) calcorreámos meia cidade (ou quase). Mas valeu a pena, só para ver estampada no rosto a alegria dele. Há quem diga que o amor se vai perdendo com o tempo. Eu, lamechas que sou, acho que se vai descobrindo um pedacinho mais de amor precisamente à medida que o tempo passa. 

publicado por Vita C às 23:21

Sou uma pessoa complicada. Deveras. Nunca me assustou o trabalho e sabe disso quem partilhou quase dois anos da minha vida na secção de informática e telecomunicações que ainda hoje guardo no coração (e um aceno também à secção do som, foto e electrodomésticos). A sério, trabalhar é comigo.

Depois mudei-me de armas e bagagens para esta coisa da segurança e higiene do trabalho e do ambiente lá metido no meio. A psicologia ficou em águas de bacalhau temporariamente, e fui aprendendo, estudando e percebendo que este é um outro mundo onde, honestamente, nunca teria vindo parar se tivesse os dois dedos de testa que sempre pensei ter. Mas fiquei.

Então mudamo-nos de escritório e armazém e construímos do zero. Em sentido literal, monta e desmonta secretárias, móveis, pinta paredes (esta parte não me calhou, infelizmente), liga computadores e afins, em suma, toda a génese de uma empresa nascida há cinco ou seis anos. Deitar as mãos à obra, de mangas arregaçadas e com a sensação de que desta vez merecemos que as coisas resultem, porque o esforço e o empenho têm sido ímpares. Claro que todo este esforço conta também com uma certa dose do desenrascanço que também me caracteriza. 

Há no entanto uma pequena pedra no sapato, que é o saber que este empenho e esta dedicação, que eu só sei fazer as coisas assim, por vezes esbarram em pequenas dificuldades, embirrações, politiquices (é verdade, é verdade, trabalho numa área muito específica e regulamentada por legislação que, surpreendentemente, nem sempre se faz cumprir) e que todas estas merdices minam uma equipa onde se pode e deve trabalhar muito e bem. Claro que não saber se há futuro é sempre preocupante, sobretudo chegando a uma certa idade onde nos convencemos que raramente iremos fazer o que realmente gostamos (e adoptamos então a máxima de gostar do que fazemos sem com isso nos obrigarmos a um estado de resignação).

É este o país que temos. Onde o trabalhar não chega porque é preciso agradar a gregos e troianos e isso, sabemo-lo bem, é virtualmente impraticável. Ainda assim, a palavra de ordem é a de sempre: contra ventos e marés, urge remar. E esperar que a chefia, que tão bom coração tem, não tenha um AVC resultante do stress destes dias. Ou eu, que já tive melhor capacidade de encaixe e nunca tive bom feitio (eu engano, eu sei). Sobretudo eu.

publicado por Vita C às 22:00
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