espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

18
Out 11

Sábado, de fresquinha pela manhã, estava a preparar-me mentalmente para a sessão da tarde e para o jantar da empresa. Trabalho, pois claro. Vou a sair do café e, ao pôr delicadamente o pé direito na estrada, o cabrão resolve torcer-se todo e atirar-me para o carro ao lado que, estacionado como estava, não teve alternativa senão levar com o meu peso em cima. Ficou logo por ali, nem pensar em pôr o pé no chão (e não, nem estava de saltos, nada disso). Fui ao pé coxinho (e bem coxinho) para a esplanada do café, onde uma senhora se prontificou a arranjar gelo e lá permaneci, de pata esticada, a 200 metros de casa e sem ter forças para tantos metros ao pé coxinho. Depois de me irem buscar de carro, achei por bem ir ao hospital: já tinha feito um entorse no mesmo pé há dois anos e as memórias não eram boas.

São Francisco Xavier, pé coxinho até à admissão de doentes. Tudo preenchido e a senhora, amorosa que só ela, sugeriu-me uma cadeira de rodas que, apesar de desejar ardentemente, recusei (há sempre gente pior do que nós). Mas o senhor da securitas foi um pouco mais persuasivo, e lá fiquei numa cadeira de rodas (aquela porra é difícil de manobrar, toda a minha fantasia de alta velocidade nos hospitais caiu por terra logo ali).

Vita C ao Raio X. E os senhores muito bem dispostos, afáveis, a pegar no meu pezinho como se de uma princesa se tratasse, "agora é só aguardar mais um bocadinho já a chamam para a ortopedia". Vita C à ortopedia. E o senhor da securitas sempre a abrir as portas, simpático, amoroso mesmo. E eis senão quando, de pata esticada para o bom doutor, em vinte segundos me diagnostica um "entorsezinho", ponha anti-inflamatórios e vá à sua vida. Receita dos anti-inflamatórios? Nenhuma. O meu raio X? Lá ficou. Canadianas (vulgo muletas), precisa sim, mas arranjá-las está quieto. Repouso absoluto. Baixa? Que é isso? Senhor doutor, eu nem posso pôr a pata no chão quanto mais conduzir! Hmmm, pois.

Cancelada a sessão e a presença no jantar, resignei-me à minha patinha esticada, gelo e afins, e ao treino afincado da condução de muleta (que o senhor do café, ao ver-me chegar, se dignou a emprestar-me a que tem e já não dá uso.  
Segunda-feira, último dia de pata esticada, a metade chega a casa e resolve levar-me ao café (ao lado de casa). Descer do segundo andar é uma ideia engraçada, mas quando a metade me pega ao colo para não ter de andar no passeio, quis o destino que tropecasse, atirando a sua mui amada metade (eu!!) ao passeio. Conclusão: pulso aberto, nádega esquerda esfolada e negra, tudo a somar ao "entorsezinho".

Belo. Muito belo.

publicado por Vita C às 15:34
Etiquetas:

Outubro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
15

16
17
19
20
22

23
24
25
27
29

30
31


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

31 seguidores

pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
Visitantes
Por aqui
online
blogs SAPO