espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

23
Nov 11

 

 

Amanhã, dia da greve geral, não farei greve, nem geral nem particular. É um direito que tenho, claro está, o de não fazer greve, mas dilacera-me o lado esquerdo do coração, porque o meu ser quer estar na rua, a protestar, a explicar a esta gente que nos (des)governa que a solução não pode ser sempre a mesma, os prejudicados sempre os mesmos. A minha greve é seria essa, a de exigir a estes engravatados desnorteados que vivessem com 485 euritos por um mísero mês e que depois então viessem arrotar postas de pescada para a governação.

E se tenho por direito o não fazer greve, também tenho o direito de a fazer. Então, porque não?
Porque esta bela empresa onde trabalho não está propriamente saudável, nas suas poupanças e produções, e parece-me uma boa atitude a de ajudar a tentar salvar esta pequena empresa, tão periclitante mas que até tem os seus dias bons. E por canhota, esquerdista e revolucionária que seja, também sou consciente.

 

Ainda assim, a canhota que há em mim apela, com todas as suas forças, à greve, à mobilização, à participação, à luta, à afirmação, ao basta!, à passagem da indignação nas conversas de café para a rua. Não me digam que não resulta... é que queixarmo-nos no vazio também não.

publicado por Vita C às 14:37
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