espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

23
Jan 12

 

Poucos foram os textos sobre os quais duvidei escrever. Este foi um desses textos, que saem cá para fora para dar "notícias do fundo"...
Crastulov é o nome do ficheiro referente ao filme "Crazy, stupid love", que vimos este fim de semana. Um filme light, quase comédia, divertido até, uma desdramatização sobre o amor. Não é, de longe, o melhor filme do género, mas tem bons momentos.
O amor não é (inserir adjectivos). O amor é (ponto). Ama-se da forma mais cristalina que há, assim como diz a Ana. Ou se ama, ou não. Não há tempos a dar, ou prós e contras a pesar. É-se o amor que se tem. Não se resume o amor a palavras ou gestos, porque o amor não se explica, amadurece sem repararmos e quando o regamos com gestos e palavras, não o estamos a criar ou a mimar, apenas fortalecemos o que existe. Não há violência a não ser no arrebatamento do sentimento. Ama-se e quer-se amar., hoje, amanhã e depois. Ama-se e quase que é simples. Sim, ama-se louca e estupidamente. Até ao ponto em que se deixa de se amar, seja amanhã ou daqui a dez ou trinta ou setenta anos ou até fecharmos os olhos com a memória de termos amado (completamente).
Todo o enamoramento é diferente. Mas o amor, esse permanece, descobre-se e reinventa-se nos pequenos rituais do dia a dia, reconstrói-se na rotina de ir comprar pão para torrar e camarões para fazer no forno, no café do outro que se mexe por mimo, na narigada que se dá para dizer bom dia. 
Quando conheci o amor (que a metade é o amor que sinto), não procurava o amor, tinha-o deixado algures, à espera de melhores dias. Diz-se que é assim que o amor acontece, quando não esperamos. Diz-se que o amor à primeira vista não existe, e eu penso que o meu existe há quase quatro anos, só não sei se será para sempre. Não me importa, amo agora e preenche-me como se nunca mais fosse acabar. Dizem-se demasiadas coisas sobre o amor. Quando é tão simples: o amor não sofre, exulta. Se sofres, não amas. Se te perdes, não amas.
Amor é apenas aquela qualidade indefinível que te muda para sempre.

publicado por Vita C às 11:47
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