espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

18
Mai 12


A Ana é a minha melhor amiga. Não o foi sempre. Houve tempos em que mal nos encontrávamos e mal falávamos, porque as pessoas às vezes afastam-se e são afastadas pelo tempo, pelos outros, pela falta de rotina, por tanta coisa...
Mas a Ana é, incontestavelmente, aquela pessoa para quem eu sempre lá estive e estarei. Foi a primeira pessoa a quem telefonei quando a minha avó morreu. Foi com a Ana que passei das férias mais loucas que hei-de passar. Foi a pessoa que me aturou feitos e feitios durante anos a fio, até aos dias de hoje. É a pessoa mais fiável a quem podem perguntar a história real da minha vida. Ela viu-a da primeira fila, dos camarotes, das galerias ou dos bastidores. Foi à Ana que liguei quando fui internada no HEM.
É recíproco. Foi à Ana que levei a beber imperiais quando o tio morreu e ninguém sabia como a consolar. Foi à Ana que liguei incessantemente quando a mãe foi operada a um cancro da mama. Foi pela Ana que deixei a minha metade em Lisboa e conduzi mais de 300 km para passar duas horas com ela no dia em que fez 30 anos. Foi à Ana que meti em apuros quando, no dia em que a conheci, lhe liguei para casa e, confundido a voz dela com a voz da mãe, a chamei de anormal por não me estar a reconhecer ao telefone. Vão já uns bons 20 anos.

Parabéns para ti, gaja. 

publicado por Vita C às 16:45
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