espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

19
Dez 13

Houve um tempo em que poderíamos sonhar e divagar. Era um dos motivos pelo qual nunca me queixei de andar de transportes públicos. Dá-se ali uma inversão do paradoxo espaço-tempo, e ganho asas de plumas coloridas e ideias aventureiras.

Hoje, enquanto as pessoas seguiam na azáfama da greve, de preocupação constante sulcada nos rostos exauridos, eu viajei, em tapetes voadores tecidos de verde, castanho, avermelhado. So hoje me apercebi do quanti senti a falta do poder da introspecção e da reflexão. Claramente, sou um bicho do mato. Tirando a metade, tirandos os meus amigos, sou marcadamente incapaz de gostar de conversa de circunstância, especialmente nos transportes. E finalmente percebi porquê: equilibra-me esta ponderação introspectiva. Nutre-me o ego, reordena a minha auto-imagem.

Sempre gostei de chuva. E de folhas caídas. Quando era criança, pisava-as estridentemente, ouvindo deliciada o crac crac de folhas a partirem-se no chão. Actualmente, nem sempre tenho coragem de pular alegremente sobre as folhas, mas de quando em vez, pula-me o pé para a brincadeira. Sou uma inconformada da pior espécie, sou uma sonhadora, tenho em mim toda a potencialidade de divagar mesmo nos momentos mais rotineiros e desencorajadores.

Porque não?

publicado por Vita C às 18:57

Dezembro 2013
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