espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

27
Set 09

Como boa cidadã, voto desde que a isso tenho direito. Fui buscar o meu cartão de eleitor no dia a seguir a fazer 18 anos (e só não fui no próprio dia porque nasci a um feriado).

Hoje fiz a pé o caminho de casa até à Escola onde sempre votei, sempre rodeada de uma romaria de gente que não se importou de prescindir de uma manhã domingueira entre os lençóis.
Votei em consciência, como só assim faz sentido. Para mim, que cresci a discutir política com o meu pai, só faz sentido criticar governos quando se contribui (ilusoriamente ou não) para a decisão. Claro que podemos criticar não mexendo uma palha, ou mexendo palhas noutras sítios, e temos direito a isso. Mas votar, pôr a cruzinha, mais certa ou menos bem feita, dá-nos um sentido de cidadania e poder que nos confere mais exigência sobre o poder político. Vota quem quer votar. Querer votar é um direito, e direitos são poucos os que temos hoje em dia.

Pode parecer uma ideia inocente e ingénua. Admito que o possa ser. Mas é para isso que serve a utopia: não necessariamente para mudar, mas para avançarmos.

 

E então lá fui, de trancinhas que fazem sempre o presidente da mesa engasgar-se a dizer o meu nome, pôr a cruzinha (canhota, mais específica não serei), e saí satisfeita.
Eu já votei. Nem poderia ser de outra maneira.

publicado por Vita C às 13:05
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