espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

17
Jan 10

 

Hoje enquanto me ia embora, ele contou-me que tinha tido uma besta de brincar, qual Guilherme Tell dos tempos modernos. Isto quando era (???) puto. E como a mãe lha tinha atirado à ribeira por uma birra que ele tinha feito. E eu gosto destes pormenores, destas partilhas deliciosas. Enquanto comemos gomas e vemos filmes, alguns da chacha. E ele me faz cócegas que eu retribuo com umas desajeitadas, mas letais, joelhadas.

 

 

 

Na segunda parte deste post, estou prestes a terminar um livro que me está a sensibilizar por diversas formas. Escrito por Marcos Ana, nome composto pela junção do nome do pai e da mãe de Fernando Castillo, Digam-me como é uma árvore foi um livro que ofereci e que agora devoro intensamente. Marcos Ana funciona como um Soljenitsine espanhol, sobrevivente a um regime franquista que o encarcerou durante 23 anos, metade da vida e toda a sua juventude. Comunista, pois claro. Mas dos lúcidos. Eventualmente com um a dedicação das que só podem redundar em poesia. Um único reparo até ao ponto onde me situo no livro: existir uma única referência ao regime de Salazar e nem isso, uma menção à revolução dos cravos e nada mais. Comparando com a imensidão das palavras dedicadas aos países da América Central e do Sul, e ainda ao resto da Europa, parece-me pouco. Mas isto sou eu. O livro continua a ser magnífico.

publicado por Vita C às 20:33

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