espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

07
Jul 10

 

Hoje foi um dia estranho no trabalho.

 

Como amanhã entro de férias optimusaliváticas até 3ª feira, foi o último dia em que estive com uma das pessoas da equipa, que se vai embora por razões pessoais. Sendo uma pessoa de trato difícil, não deixa de ter um rol de qualidades impressionantes. Teve ainda o condão de me pôr em estado semi-lacrimejante quando entra no meu gabinete de embrulho na mão, a prenda de despedida. Eu não sou uma pessoa lamechas, muito menos no trabalho. Sou exigente quando tenho de o ser, mesmo que isso implique de vez em quando ser apelidada de chata e rezingona. Mas custa-me sempre dizer adeus, já quando saí do antigo emprego foi a mesma coisa. Show must go on.

 

Por outro lado, hoje foi dia de entrevistas. Parece que sou já suficientemente importante para conduzir entrevistas, conjuntamente com o meu chefe e um dos gerentes. É uma forma estranha e pouco ortodoxa de regressar à psicologia, quanto mais não fosse por questão de aguçar empatia e canal sombra. Ainda assim, conseguimos escolher uma pessoa.

Acho que a escolha esteve bastante relacionada com a nossa faceta humana. Optámos por uma mulher de 33 anos, com um curso superior e outro técnico-profissional. Bastante desempoeirada e com vontade de trabalhar. E certa de que não a iríamos chamar por já ser muito velha. Muito velha?!? Aos 33 anos?? Depois de andar de contrato não renovado em contrato não renovado? Quando lhe telefonei esta tarde a anunciar que tinha sido a escolhida, quase que desatou a chorar ao telefone e agradeceu. Repeti-lhe que somos uma equipa exigente. Por vezes muito stressados e stressantes. Que nos tinha parecido que para ela aquele não seria um emprego para passar o tempo até aparecer uma coisa melhor. Que gostaria de agarrar a oportunidade. Etc. e tal.
Apeteceu-me dizer que era uma vergonha uma pessoa licenciada estar atirada ao deus-dará, como eu já estive. Ter de abandonar a sua vocação e paixão para abraçar o desconhecido, mas dizer-lhe também que por vezes, a mudança compensa. É só saber dar o passo em frente!

 

Até ao SuperBock, N. Até já C.!

publicado por Vita C às 22:14

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