espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

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Dez 10

 

Há pessoas descartáveis.
É uma dura realidade. Tentamos fugir-lhe, esconder a cara, mas efectivamente, também nós somos descartáveis. A quantidade de mensagens, mails, postzinhos e afins, de pessoas que provavelmente até se esqueceram dos anos, dos momentos importantes, de pessoas que, no seu legítimos direito, preferiram o seu umbigo à bandeira branca das velhas criancices que as separaram ou à bandeira alegre dos esforços de aproximação.
As pessoas vão, vêm, desaparecem, novas pessoas se aproximam e o ciclo recomeça inexorável. Claro que existe constância nas pessoas verdadeiramente importantes. Não. Há pessoas verdadeiramente importantes que já não são próximas. E nem o querem ser. A não ser no Natal.
Parece que no Natal as pessoas não são descartáveis... são hipócritas.

 

(estes posts assim para o melancólico-depressivo têm quase sempre a companhia da Aimee Mann, porquê?)

publicado por Vita C às 21:13

4 comentários:
Eu tenho sempre alguma pena. Porque há efectivamente pessoas que mais valia que se deixassem ficar confortáveis no seu canto, nem faz sentido recordar que existem só nesta altura MAS também há aquelas pessoas que nos fazem falta e que, por um ou outro motivo, se afastaram, ou as afastámos, e por mais que gostássemos, a situação não muda. Essas pessoas sim, tenho pena, e são elas que me fazem sentir descartável.
As outras nem merecem mais que uma consideração. Nunca me preocupei muito com o bem ou mal que parecesse, os limites da boa educação não incluem esses itens. Claro que há pessoas a quem desejo sinceramente um bom natal e coiso e tal, mas não mais do que a qualquer outra pessoa. Lá está, a proximidade do patamar dos desconhecidos...

Parabens novamente, e boas festas ;)
Vita C a 20 de Dezembro de 2010 às 15:39

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