espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

03
Nov 16

Fomos à ante-estreia (graças a passatempo que ganhei). E adorei este filme. Sim, tem o Liam Neeson, e só isso era meio caminho andado, confesso. 

Mas também tem muito mais. Não vos estragarei a surpresa, caso queiram ir ver. Aliás, vão ver que julgo que podem sair agradavelmente surpreendidos. Sei que há muita coisa boa em exibição, com muito mais peso comercial (metade queria ir ver o Dr Estranho ou então o Inferno, portanto, blockbusters de referência), mas arrisquem. 

A história, não sendo propriamente inesperada ou imprevisível, está bem desenvolvida, sem sentimentalismos ou dureza excessiva (os mais sensíveis irão precisar de um ou outro abracinho terno e podem contar com uma ou outra lagrimazita, nada de repreensível, pelo menos para mim, que chorei que nem uma Madalena no Up! Altamente).

Um ponto extra para as sequências de animação do filme. Tem sido uma área com a qual tenho contactado mais recentemente e, sem quaisquer conhecimentos técnicos, posso garantir que é fascinante e arrebatador. 

Fica a sugestão. 

 

 

 

 

publicado por Vita C às 22:56
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30
Jul 16

 

 

Todos os meses emito recibos das consultas relativas ao consultório. Todos os meses, entro no portal das finanças, esse antro de perdição para quem não percebe nada de burocracia, insiro os dados, confirmo os dados, guardo os recibos, envio os recibos. É uma tarefa morosa e algo longa que deixo sempre para o último sábado do mês. É hoje. Então, em vez de começar já a passar recibos, resolvi procrastinar e descarregar aqui e ventilar a minha embirração com a burocracia. 

 

Entenda-se, eu sou adepta da emissão de recibos, acho que a fiscalidade deve ser o mais rigorosa possível e não me passa pela cabeça não passar recibos que comprovam a minha actividade profissional enquanto independente (os recibos de vencimento obviamente atestam a actividade dependente). 
O que eu gostaria mesmo era de podermos armazenar dados no Portal das Finanças que permitissem emitir recibos que já estivessem pré-preenchidos com dados que tivessemos guardados (como acontece com as transferências frequentes nalgumas operações bancárias online). Isto seria um sucesso! 

publicado por Vita C às 19:39

03
Mai 16

Há uns tempos largos inscrevi-me num curso de alemão para ventilar a minha embirração com certas pessoas. Por motivos diversos, nem consegui terminar o primeiro ano. Ora eis que agora chego ao Duolingo. Intuitivo, simples, grátis e dá para fazer no trabalho até. Estou no segundo dia, e entusiasmadíssima. 

Dona Angela, prepare-se! 

 

publicado por Vita C às 18:33
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20
Abr 16

Os bebés de Auschwitz, assim se traduziu o livro de Wendy Holden que ando a ler, no original inglês. E é assim um testemunho impressionante, entre o pesado, macabro e o resiliente e esperançoso. A premissa é simples, três mulheres deportadas para guettos e campos nazis. Em comum, o facto de estarem grávidas e terem de ocultar essa condição, sob pena de deixarem de ser úteis (e, portanto, passarem a engrossar o número dos gaseamentos). Separadas das famílias e de qualquer resto de dignidade, mas sem perderem a sua humanidade final.

Portanto, como se depreende, além de filmes mais densos e psicologicamente marcantes, esta que vos escreve também se enreda em livros com temas profundamente pesados. 

Fica a sugestão.

 

Ver imagem original

 

 

 

publicado por Vita C às 10:04
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01
Abr 16

Uma licao comovente...

 

 

 EDIT: tive de actualizar o link. O link para a entrevista completa foi removido... mas a partir deste navegam e encontram o resto.

publicado por Vita C às 10:04

17
Fev 16

 

publicado por Vita C às 12:01
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05
Jan 16

Ligar para agendar o renovar do Cartao do Cidadao. Haver vaga rapidissima. Chegar adiantada. Ser despachada antes da hora, com uma simpatia suprema e eficácia exemplar. Aproveitar a noite que cai sobre Lisboa e ir de electrico ate casa da mae.

Por isso, por estes pequenos momentos, urge descomplicar. Para agendamentos, breves, eficazes e sem reclamar, queiram ligar para a Linha do Cartao do Cidadao 21 195 05 00.

publicado por Vita C às 16:47
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26
Nov 15

Aqui está um dos melhores textos que já li sobre o assunto. Hilariante, elucidativo e esclarecedor. 

 

SERÁ QE ALGUM DIA XEGAREMUX A EXTA PERFAISAUM?

 

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.
O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” – pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

 

Maria Clara Assunção, no Observatório da Língua Portuguesa

publicado por Vita C às 11:20

23
Nov 15

Um amor maior, mais preciso, mais apurado, mais carinhoso, mais terno, mais pronto, mais feroz, mais acolhedor, mais benéfico, mais envolvente, mais seguro, mais absoluto, mais verdadeiro, mais sensato, mais ternurento, mais inebriado, mais encorajador, mais capaz, mais instrutivo, mais orientador, mais aconchegador, mais pleno, mais aberto, mais cheio, mais libertador, mais potenciador, mais encantado, mais feliz, mais audaz, mais ousado, mais robusto, mais forte...

Afinal não é disto que as crianças precisam?

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publicado por Vita C às 12:45
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25
Set 15

Ha uns tempos a Pitucha esteve cheia de ataques de tosse. O terrível período de Agosto, parece que todos os anos nos parece que ela não sobrevive ao Verão. O drama foi tal que por duas noites ela nem dormia 20 minutos sem um ataque de tosse.

Ao segundo dia, um sábado, pedi que a minha mãe a levasse ao veterinário de urgência e eu, quando saísse das minhas consultas que não consegui desmarcar, iria lá ter de seguida. Pois quando saí e me dirigi ao hospital veterinário, a Pitucha ainda esperava para ser atendida. E quando lá estou, entra um animal de porte grande que, sem qualquer explicação, entra directamente, por sua própria pata, para consulta. Claro que fiquei irritadíssima, então nós ali esperando com a velhita Pitucha que mal descansara durante duas noites, cardíaca e fraquita e aquele mastodonte entra porque o dono ao que parece conheceria os funcionários do estabelecimento?!? Viemos embora imediatamente...

Levei a Pitucha para casa, na esperança que o sono levasse a melhor e ela descansasse ou dormitasse um pouco, mas cedo percebi que não seria esse o caso. Levei-a directamente para o hospital da Associação Zoófila Portuguesa, depois de me ter apercebido que também tem atendimento de urgência.

Foi o melhor que fiz. A Pitucha nem esperou quinze minutos para ser atendida. Na entrada está, bem explícito, o critério pelos quais os animais que chegam de urgência são atendidos. A veterinária, simpática, disponível e paciente, medicou-a logo para os sintomas e estabeleceu expectativas.

A Pitucha começou a melhorar aos poucos. Uns dias depois, os restantes canídeos da casa apresentaram sintomas semelhantes e, depois de os levarmos a consulta na AZP, apercebemo-nos de que os três tiveram tosse do canil*. A Pitucha foi a que pior esteve, por ter o organismo debilitado, mas já recuperaram todos por completo. A AZP ganhou três novos pacientes. Já lá fomos depois deste episódio, a Nina foi esterilizada entretanto, e o acompanhamento tem sido absolutamente excepcional. 

Eu fiz-me sócia e recomendo vivamente. 

 

* Sim, é possível que os animais apanhem tosse do canil sem irem sequer a um canil. 

 

publicado por Vita C às 09:22
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