espaço de mau feitio, alguma reflexão, música e outras panóplias coloridas

14
Jun 16

Durante muitos anos, conduzi o carro da minha mãe. Nem sequer havia outra alternativa, chegava e bastava. No ano passado, o meu pai, ao trocar de carro pela enésima vez, pergunta-me se eu queria ficar com o carro dele. Nem pensei duas vezes, claro que sim. É um carro velho (sem ter ainda o requinte de ser "antigo"), adolescente de 14 anos e birrento. No primeiro fim de semana nas minhas mãos ficou sem bateria. Passado uns tempos deixou de pegar sem que encontrássemos explicação. Tem sido assim um rufia. Ora eu até me dou bem com rufias, com manias e, sobretudo, o carro dá-me(nos) jeito e não há dinheiro para investir noutro. 

Este fim de semana, depois das usuais viagens familiares (mãe e pai de um, pais do outro, enfim), estou a caminho de casa com dona Nina Simone no bólide. E o bólide morre-me nas mãos. Juro quase ouvi um guincho agonizante. Deixou de acelerar, por mais que engatasse mudanças. Ora, e onde foi isto acontecer? Precisamente na entrada para o IC 19. Que nem sequer é das estradas mais movimentadas do país (lá agora!). Onde os outros condutores nem sequer andam a abrir (lá agora!). Com o coração pequenino de ter a cadela no carro (e se me davam uma pantufada por trás?), lá consegui planar até um pequeno espaço na berma, chamei o reboque e tcharan, lá foi o carro a caminho do mecânico. 

E os meus nervos senhores? Pelo sim pelo não, estou já a equacionar alternativas. Porque uma coisa é ficar eu apeada, outra é ficar a cadela em fanicos...

 

 

publicado por Vita C às 10:41
Etiquetas:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


Junho 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
13
15
16
18

19
20
22
24
25

26
27
29
30


mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

30 seguidores

pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO